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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Apocalipse Now


Ficha Técnica:

Apocalipse Now (Apocalipse Now) EUA 1979

"The Horror...The Horror"

Diretor: Francis Ford Coppola

Estúdio: Zoetrope Studios

Elenco: Marlon Brando, Martin Sheen, Robert Duvall, Laurence Fishburne, Harrison Ford


Bem em primeiro lugar peço desculpas pela diminuição no número de posts, mas fim de semestre acaba sendo assim. Filmes novos no cinema que estou ansiosa pra ver e logo contarei aqui. Agora ao filme de hoje!

No meio da Guerra do Vietnã, o Capitão americano Benjamin L. Willard é enviado em uma missão secreta para assassinar um Coronel renegado; Walter E. Kurtz, que se estabeleceu como um chefe em uma tribo na selva do Vietnã. Juntamente com uma equipe de soldados americanos, Willard sobe o rio Nung e aos poucos tenta entender o comportamento de Kurtz e começa a perceber a dura realidade dos combates engajados na profunda selva do Vietnã.

Apocalipse Now foi gravado aproximadamente dez anos depois do fim da guerra, o que certamente influenciou bastante em sua produção. O tradicional gênio das telas, Francis Ford Coppola dá o seu toque crítico e um tanto artístico a esta produção tradicional que vai muito além de simplesmente retratar a guerra. Apocalipse Now trata principalmente da insanidade em suas diversas formas de manifestação: alguns soldados fingem que nada está acontecendo, outros descontam em atividades de lazer, que é o caso do brilhante Tenente Coronel obcecado por surfe interpretado por Robert Duvall, e outros simplesmente enlouquecem e se isolam. O personagem de Martin Sheen, Willard, é um destes que tentam permanecer sãos enquanto se engajam em combates constantes na selva e tem que aprender a triste realidade de que os EUA perderiam a guerra. Porque? Simplesmente porque estavam prepotentes demais para levá-la a sério.

Coppola utilizou uma situação que hoje é uma cicatriz para a história americana e na época ainda era uma ferida aberta, para criticar o comportamento dos americanos diante do restante do mundo. Embora seja brilhante e completamente original, é preciso admitir que Apocalipse Now exige certa paciência do espectador e uma boa quantidade de tempo (a versão REDUX tem três horas e vinte minutos). Algumas cenas são desnecessariamente devagares, mas servem bem ao propósito de deixar o espectador no mesmo clima de tensão inquietante e as vezes tediosa, pela qual passavam os soldados de Willard.

Em aparições de começo de carreira estão os veteranos Harrisson Ford e Laurence Fishburne com apenas 17 anos. O filme é repleto de simbologias e avisos que serviram para auxiliar Coppola em sua reclamação não verbal da sociedade em que vive. Apocalipse Now imortalizou a bela cena em que os helicópteros surgem sobre o Rio Nung ao som de cavalgada das valquírias. A cena é até hoje, uma das mais famosas da sétima arte.


CURIOSIDADES: Em uma cena na praia, onde um cinegrafista pede para que os soldados passem diante da câmera, o cinegrafista é o próprio Coppola e dois de seus assistentes de Apocalipse Now.

O escudo das armas da pequena embarcação possuem um nome escrito que é o nome de uma antiga banda de rock, da época do Vietnã. FONTE: CINEMATECA VEJA

Fico por aqui hoje!

Até breve!

sábado, 18 de outubro de 2008

Saved!


Ficha Técnica:

Galera do Mal (Saved!) EUA 2004

"Heaven help us"

Diretor: Brian Dannelly

Estúdio: United Artists

Elenco: Mandy Moore, Macaulay Culkin, Jena Malone, Patrick Fugit, Heather Matarazzo


Mary é estudante de uma fervorosa escola católica e que encara da noite para o dia um pesadelo: ela fica grávida de sua "primeira vez" feita com um amigo que posteriormente se revela ser homossexual. Jena fica apavorada por ter que lidar com isso, especialmente em uma escola tão padronizada. Para infernizar sua vida, aparece a devota e insuportável colega, Hilary Faye que vive perseguindo a garota que passa a questionar a existência de Deus. Mas Mary acha em um estranho grupo composto por uma judia e um deficiente físico, o apoio necessário para lidar com seus problemas e amizades que durarão para a vida inteira.

É impossível não falar da originalidade de Saved!. A história é absolutamente inédita e talvez até um pouco cruelmente cômica. O filme é na verdade um misto de comédia e drama que funciona perfeitamente bem. Os diálogos são jovens, mas não são estúpidos como costuma acontecer nos tradicionais filmes que retratam o dia a dia das escolas americanas. A ironia com que a religião é tratada no filme, chega a chocar um pouco, mas nada que ofenda demais (exceto talvez os católicos como o personagen de Mandy Moore).

O verdadeiro destaque do filme porém é a excelente seleção de jovens atores: a relativamente desconhecida Jena Malone, que interpreta Mary, é uma personagem que inspirou posteriormente garotas como Juno, que acabam não deixando os problemas afetarem o curso de sua vida. Mandy Moore, que é uma estrela e beldade de Hollywood faz um papel nunca interpretado antes: a da fervorosa e maluca aluna Hilary Faye, coberta de perfeições externas, mas maldosa e com inúmeros conflitos internos. O desaparecido Macaulay Culkin do infame "Esqueceram de Mim" ressurge com glória como o aleijado que faz par romântico com a deliciosamente endiabrada judia gótica, interpretada por Eva Amurri.

COm uma história original, diálogos inteligentes, crítica ferrenha a religião e à sociedade americana e boas atuações, Galera do Mal é uma aposta certa para quem estiver buscando uma diversão um pouco mais inteligente!


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Monty Python and the Holy Grail


Ficha Técnica:

Monty Python: Em Busca do Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail) UK 1975

"Makes Ben Hur look like an Epic!"

Diretores: Terry Gilliam e Terry Jones

Estúdio: Michael White Productions

Elenco: John Cleese, Graham Chapman, Eric Idle, Terry Gilliam, Terry Jones, Michael Pallin.


O infame grupo de comédia inglês Monty Python parte em uma nova aventura neste filme histórico. Em Busca do Cálice Sagrado, o rei Arthur e seus famosos cavaleiros da Távola Redonda são encarregados por Deus de acharem um objeto que é muito importante para a Britânia: o Santo Graal. O filme acompanha então as jornadas separadas de cada cavaleiro e seus ridículos momentos juntos tentando achar o objeto sagrado.

O humor de Monty Python só pode ser descrito como único. Em uma geração de incontáveis besteirois americanos é refrescante ver a irreverência do grupo inglês que revolucionou a época com seu estilo nonsense. As piadas são engraçadas de forma quase óbvia e alguns dos pensamentos feitos para os diálogos brilhantes do filme são tão inusitados quanto a política do grupo. Distorcer a história de Arthur não é novidade. Mas faze-lo de forma tão incomum, crítica e ao mesmo tempo parecendo tão boba é o que diferencia Monty Python do restante.

Atores como John Cleese conseguiram fazer uma vida após Monty Python, inclusive com carreiras muito bem sucedidas. Já Eric Idle, o segundo mais "conhecido" do grupo se limitou a poucos papéis, mas todos muito bem feitos e com a graça que o ator demonstrou capaz de conhecer desde os áureos tempos do grupo. As cenas como a dos "cavaleiros que dizem NI" e da luta com o cavaleiro negro se tornaram famosas mundialmente e colocaram o nome de Monty Python na lista dos grandes clássicos do cinema, ao lado dos famosos filmes de Peter Sellers. Não se enganem porém: Em Busca do Cálice Sagrado, como os outros filmes (A vida de Brian e o Sentido da vida, os mais famosos) não são para as massas. O humor do filme é extremamente seletivo e muitas vezes só compreendido quando assistido mais de uma vez, mas infelizmente sua bilheteria se lançado hoje não poderia se comparar com os estouros dos terríveis filmes estilo American Pie. Mas se você não tem medo de arriscar, aposte nesse grupo! Eu particularmente sou uma fã!


NOVIDADES: Prevista para maio de 2010 a estréia da nova aventura do monstro mais querido do cinema: Shrek IV (Shrek goes Fourth) contará com os talentos vocais de Mike Myers, Cameron Diaz, Eddie Murphy e Antonio Banderas e provavelmente algumas adições surpresa. Aguardando ansiosamente pela galinha de ovos de ouro da DreamWorks.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Kill Bill: Vol 1


Ficha Técnica:

Kill Bill: Vol 1 (Kill Bill:Vol 1) EUA 2003

"Here comes the bride"

Diretor: Quentin Tarantino

Estúdio: Universal Pictures
Elenco: Uma Thurman, Lucy Liu, Vivica A. Fox, David Carradine, Daryl Hannah, Michael Madsen


A noiva acorda de um coma, já exercitando sua vontade de matar. O bebê que carregava não está mais lá e existe apenas um desejo na sua mente: vingança. Vingança contra a equipe que tentou matá-la, uma equipe da qual ela fazia parte, mas acima de tudo, vingança contra Bill, o chefe, seu ídolo, seu modelo. A noiva sai então em busca de seus colegas e passa por diversas armadilhas provando ser a melhor puramente por seu desejo de sangue.

Ok. Quentin Tarantino e Uma Thurman já remete qualquer fã do cinema à obra prima "Pulp Fiction". Infelizmente Kill Bill não passa perto de ser tão bom quanto Pulp Fiction, mas é no mínimo...diferente. Divertido. Completamente Tarantino. Para os despreparados logo aviso: Kill Bill tem bastante sangue, e bastante sangue de mentira. Do tipo falso mesmo, para dar um efeito artístico (ou cômico) às cenas. Uma Thurman está tão dramática como tenho certeza que Tarantino pediu e a história é descaradamente inspirada nos quadrinhos japoneses que misturam modernidade com tradições do tipo dos samurais com uma sede de sangue insaciável. A trilha sonora (composta especialmente para o filme) é deliciosa, muito coerente, com músicas divertidas e que ilustram bem o objetivo de cada cena. As lutas são no mínimo bem feitas e posso garantir pessoalmente que você nunca vai achar um filme onde as mulheres apanham tanto (ou mais) do que um homem. A ferocidade de cada soco, chute ou golpe mirabolante é transmitida diretamente para o espectador que chega a sentir leves arrepios pela judiada Noiva.

Jogada genial de Tarantino: a humanidade de uma mulher criada para matar. Kill Bill conta com diálogos brilhantes e sarcásticos e atores que fazem cada cena valer a pena. É preciso entender que há muita coisa ruim no filme: muito exagero, muita alusão às maluquices japonesas, muita tentativa de frase de efeito. Mas o produto final é um filme completamente original, com músicas excelentes, cenas divertidas e um toque de arte maluca que só Quentin Tarantino sabe fazer. Digamos que é uma aposta arriscada.


Fico por aqui hoje!

Até breve!


segunda-feira, 2 de junho de 2008

Marie Antoinette


Ficha Técnica:

Maria Antonieta (Marie Antoinette) EUA 2006

Diretora: Sofia Coppola

Estúdio: Columbia Pictures Corporation

Elenco: Kirsten Dunst, Jason Schwartzman, Judy Davis, Rip Torn


O reinado da mais controversa e famosa rainha da França é retratado de forma pouco convencional em Maria Antonieta, de Sofia Coppola. A rainha que se casa aos 15 anos se cansa da vida tediosa da corte e dos boatos que correm em torno de sua pessoa e resolve se render aos prazeres da realeza, dando festas, apostando e comprando sapatos enquanto o povo passa fome. Ela tem que enfrentar os olhares furiosos da nobreza e eventualmente a fúria do povo que provoca sua morte.

Kirsten Dunst está como sempre adorável e convincente no papel da rainha que a princípio está perdida, mas logo encontra seu lugar entre os nobres e o rei Luís também não desaponta, mesmo fazendo o papel de um homem "peso morto" que tem as atitudes ditadas pelas pessoas que o cercam. O diferencial de Maria Antonieta é a maneira com que Sofia Coppola retratou a vida do século dezesseis na França. Ela faz um paralelo com as festas adolescentes e o pensamento superficial e consumista das sociedades atuais. Embora esta visão seja interessante, há momentos em que o filme parece perder o foco e fica um tanto tedioso e pouco relacionado com a verdadeira história de Maria Antonieta. A trilha sonora é boa, mas eu compreendo que possa insultar àqueles que desejam ver um contexto histórico respeitado e que certamente não inclui rock'n'roll.

De uma maneira geral, Maria Antonieta é mais crítico do que histórico e decisões como fazer todo o elenco (em especial a rainha) ser americano insultou os franceses e outros admiradores da fidelidade histórica. O filme é para os admiradores da visão artística de Sofia Coppola e impressiona nos fatores figurino e fotografia.


Fico por aqui hoje!

Até breve!



segunda-feira, 26 de maio de 2008

V for Vendetta


Ficha Técnica:

V de Vingança (V for Vendetta) EUA 2005

Diretores: Andy e Larry Wachowsky

Estúdio: Silver Pictures

Elenco: Natalie Portman, Hugo Weaving, Roger Allam, John Hurt, Stephen Rea


"Remember, remember the 5th of November, the gun powder treason and plot. I know of no reason why the gun powder treason should ever be forgot." Com essas palavras se inicia V de Vingança, inspirado no quadrinho que teve origem no livro 1984 que narra a história de uma Inglaterra dominada por um regime totalitário de constante censura e vigilância. A diferença do livro é que nesta Inglaterra surge um homem que se auto entitula simplesmente "V" e que se utiliza de métodos terroristas para derrubar o regime do Supremo Chanceler da Inglaterra. Ao resgatar a jovem Evey das mãos da polícia do chanceler, V vê sua melhor chance de aliança e ensina à garota sobre o sofrimento da vida na ditadura e a garota se apaixona pela causa defendida por ele, depois de passar um ano escutando seu plano principal: explodir o parlamento no dia 5 de novembro.

V de Vinganca é artístico sem deixar de ter ação ou ser inteligente. Ele faz uma mistura perigosa e que poucas vezes deu bom resultado no cinema de unir um enredo político convincente e emocionante a personagens quase fictícios em suas habilidades e discursos. V representa não um homem, mas o símbolo de uma nação oprimida e a jovem Evey (interpretada pela belíssima e brilhante Natalie Portman) é mais uma inglesa acomodada, mesmo com seu passado perturbado e que tem os olhos abertos por um homem de visão. O filme é visualmente deslumbrante e chega a ser estarrecedora a indignação que sentimos com a situação de seus personagens de medo e angústia. Todas as atuações contribuem para isso e ele alia uma trilha sonora dramática a cenas cômicas e vice versa. E mostra de forma discreta que o humor pode ser uma arma poderosa, mesmo sendo um filme sério.

V de Vingança trabalha um velho valor de que um homem é sim capaz de mover as massas, mas uma falha para mim é a ausência de pontos de vista diferentes. Os membros do governo são tratados como simplesmente maus exceto pelo detetive que depois de investigar os podres do regime que serve, percebe que não está realizando o serviço que julgou estar. Acho sempre interessante demonstrar que a maldade está no ponto de vista, mas mesmo que isso falte no filme, ele continua sendo na minha opinião, absolutamente genial.


Estou ficando triste com a falta de novidades mas em breve terei mais notícias!

Fico por aqui hoje!

Até breve!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Big Fish


Ficha Técnica:

Peixe Grande (Big Fish) EUA 2003
Estúdio: Columbia Pictures Corporation

Diretor: Tim Burton

Elenco: Ewan McGregor , Helena Bonham-Carter, Albert Finney, Jessica Lange

Música de Danny Elfman


Dando continuidade aos nossos filmes, queria falar um pouco sobre Peixe Grande do Tim Burton. Tim Burton é considerado um dos melhores diretores de hoje e pessoalmente é um dos meus favoritos. Uma característica forte dele é usar sempre atores e outros profissionais que ele já tenha trabalhado antes, como Helena Bonham Carter e Johnny Depp.

Peixe Grande é a história de um pai e um filho que tentam se reconciliar. O pai Ed Bloom, interpretado quando mais novo por Ewan McGregor (também um dos meus atores favoritos) tem o hábito de contar histórias fantásticas para as pessoas, histórias estas que o filho crescido não tem paciência para ouvir por ter se tornado um homem de negócios cético e frio. Quando o jovem Will Bloom leva sua namorada (interpretada pela vencedora do Oscar desse ano, Marion Cotillard) para conhecer os pais, esta presencia a história de como os pais de Will se conheceram.

Peixe Grande é um filme marcado pelas características de Tim Burton. Possui um tom melancólico, um grotesco atraente, mas sempre com uma lição de vida a ser aprendida e um final feliz. Tanto Albert Finney quanto Ewan McGregor estão perfeitos no papel de Ed Bloom, um homem convicto e com a cabeça aberta. Mesmo os pequenos momentos, como o hábito de pendurar sapatos em um cordão em um vilarejo escondido, tornam o filme uma aventura mágica e cheia de cores vibrantes que tornam a história ainda mais emocionante.


CURIOSIDADE: Em seu primeiro filme, Tim Burton trabalhou com o ex-vocalista do grupo musical Oingo Boingo, Danny Elfman. Desde então, Burton jamais fez um filme sem que Elfman ficasse responsável pela trilha sonora, a exceção de Sweeney Todd, pois este era baseado em um musical e já tinha as músicas prontas.

NOVIDADES: Para os fãs do homem verde, os produtores de "The Incredible Hulk" resolveram relevar o fracasso do primeiro longa e refazer o filme estrelando Edward Norton e Liv Tyler que estreia esse ano no Brasil. Agora é esperar e ver se eles conseguiram de fato melhorar a história do herói.


Bom, espero que tenham gostado.

Até breve.