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segunda-feira, 13 de julho de 2009

The Strangers


Ficha Técnica:

Os Estranhos (The Strangers) EUA 2008

"Lock the door. Pretend you're safe"

Diretor: Bryan Bertino

Escritor: Bryan Bertino

Estúdio: Rogue Pictures

Elenco: Liv Tyler, Scott Speedsman, Glen Howerton


Um casal de namorados vai passar a noite em um chalé isolado depois de uma noite cansativa e difícil. Os problemas começam a aparecer quando um grupo de mascarados surge nas janelas, tenta invadir a casa e se diverte aterrorizando o casal que faz de tudo para sobreviver.

Suspenses são feitos todos os dias. A grande maioria deles é basicamente um conjunto de salas escuras, barulhos altos e repentinos e atitudes previsíveis dos protagonistas. Os Estranhos começa a ganhar por fugir de tudo isso. Ou quase tudo, ele ainda tem alguns barulhos altos e repentinos.

O filme aposta quase todas as suas fichas no fato de ser baseado em fatos reais. Isso não é lá muito crível, mas ainda assim ele impressiona. Como a história já é batida e se passa dentro de uma casa, sem muito espaço para variar, o filme acaba tendo que confiar em dois elementos: a direção e as atuações. Liv Tyler cumpre com maestria a segunda parte desta equação, deixando o companheiro de tela ofuscado diante do seu brilho. Sua gentileza e calma se desfazem diante dos olhos do espectador a medida que sua personagem, Kristen, é submetida aos horrores das figuras psicóticas que cercam a casa.

A direção também ganha ao ser capaz de esconder do espectador as figuras claras dos seus vilões, até a conclusão da história. As máscaras ajudam a dar o ar bizarro e, o silêncio com que os criminosos executam suas ações, assusta mais do que o fato deles quebrarem a porta com machadadas. Kristen se vê cercada de três pessoas que parecem ser capazes de desaparecer e reaparecer, apenas lhe mandando a mensagem de que ela não tem para onde fugir.

Por tudo isso, Os Estranhos ganha. Mas perde quando tenta convencer o espectador da veracidade daqueles fatos quando tudo, e desculpe a franqueza, é uma boa chutação. O filme perde sua linha narrativa quando abandona as câmeras fechadas e o foco na respiração ofegante de Liv Tyler para dar lugar aos cenários abertos onde os criminosos desaparecem como fumaça. Este tipo de tratamento desnecessário da situação é o que puxa o filme para baixo, o impedindo de ser um suspense marcante, para ser apenas um bom filme.

Considerando que esta foi a estréia de Bryan Bertino na direção, o filme se sai bem. Bem melhor do que obras de diretores que estão envolvidos com o gênero há muitos anos. Mas, é melhor ficar de olho na carreira de Bertino, do que se deixar levar pela execução simples - embora satisfatória - de Os Estranhos.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Deception

Ficha Técnica:

A Lista – Você está livre hoje? (Deception) EUA 2008

“When you're in this world, no one is who they seem, and everyone is playing the game”

Diretor: Marcel Langenegger

Escritores: Mark Bomback (roteiro)

Estúdio: Seed Productions

Elenco: Ewan McGregor, Hugh Jackman, Michelle Williams.

Jonathan McQuarry é um solitário contador que conhece o charmoso e bem sucedido advogado Wyatt Bose. Wyatt apresenta Jonathan a um mundo desconhecido de esportes, bebida e belas mulheres. Quando os celulares deles são trocados acidentalmente, Jonathan ganha acesso a uma privilegiada lista, onde encontros noturnos com mulheres maravilhosas estão a apenas alguns números de distância. Seduzido, Jonathan logo descobre que a lista lhe causará mais problemas do que ele podia imaginar.
A lista tem uma proposta interessante e dois grandes atores. Mas isso não o salva de ser apenas mais um filme medíocre. O personagem de Ewan McGregor, um belo desperdício do talento do ator, é óbvio, previsível e uma tentativa fútil de ganhar a simpatia do espectador. A vida de Jonathan, apresentada como algo tão patético e ordinário, não passa de um retrato perfeito da vida da maioria das pessoas que trabalham demais.
Em contrapartida, o estilo de vida tão charmoso que o personagem de Hugh Jackman vende, nada mais é do que uma visão idealizada de Hollywood que nem mesmo o espectador mais ingênuo é capaz de comprar como sendo verdadeira. O filme não tem os aspectos comuns que nos chamariam atenção para sua negatividade, mas erra imensamente em tentar vender uma idéia que só é concebível em filmes.
É este erro que o arrasta para baixo. A veracidade da história começa a ir por água abaixo com a amizade forçada e repentina de Jonathan e Wyatt e piora consideravelmente quando apresenta a lista: homens e mulheres estonteantes e bem sucedidos que fazem sexo sem compromisso, já que não tem tempo de ter uma relação normal como os outros pobres mortais. Michelle Williams, do enfadonho Dawson’s Creek, nem sequer merece ser mencionada por seu papel quase invisível e sua absoluta falta de capacidade em transformar sua presença em algo indispensável.
Longe de ser um suspense eficaz, A Lista é previsível e tenta, de forma nem um pouco sutil, forçar o espectador a se imergir em um mundo que simplesmente não existe. Ingrediente fundamental do filme de suspense, essa imersão falha, não simpatizamos com ninguém e a maior expectativa do filme é para que ele acabe.

Fico por aqui hoje!
Até breve!

segunda-feira, 30 de março de 2009

The Sixth Sense


Ficha Técnica:

O Sexto Sentido (The Sixth Sense) EUA 1999

"I see dead people"

Diretor: M. Night Shyamalan

Escritor: M. Night Shyamalan (roteiro)

Estúdio: Barry Mendel Productions

Elenco: Bruce Willis, Haley Joel Osment, Tony Collete, Mischa Barton, Donnie Wahlberg


Um psicólogo infantil sofre um atentado de um dos pacientes que ele não conseguiu curar. Anos depois ele vê em Cole, um menino com os mesmos sintomas de seu antigo paciente, a chance de se redimir. Cole é recluso, anti-social e acima de tudo ele possui um segredo que só divide com o psicólogo Malcom Crowe: ele vê espíritos que não sabem que estão mortos e continuam seguindo suas vidas como se nada tivesse acontecido.

É desnecessário dizer que uma das coisas que mais atrai em O Sexto Sentido é o final surpreendente (que eu obviamente não irei revelar), mas mesmo para quem já conhece o final, vale a pena assistir o filme mais uma vez, apenas para contemplar e observar a perfeição com que foi executado, tendo agora informações adicionais.

Shyamalan, diretor um tanto instável, fez sucesso com este longa sobre o perturbado menino Cole. Mas ao contrário de outros suspenses que Shyamalan viria a dirigir, Sexto Sentido é ao mesmo tempo tenso e belo. As cenas são pensadas em seus mínimos detalhes, pequenas coisas assustadoras como portas de armários se abrindo em questão de segundos sem a menor explicação. O fato de que os "fantasmas" possam machucar Cole só torna o suspense um tanto pior a medida que o espectador começa a compreender as estranhezas do universo do menino e sentir na pele sua aflição.

As revelações perturbadoras de Cole e as cenas de pânico do garoto são frutos de um bom roteiro e boa direção, mas acima de tudo de uma excepcional atuação do menino Haley Joel Osment, que foi indicado ao Oscar pelo seu papel em o Sexto Sentido. A inocência de uma criança, com o rosto tão angelical como o de Cole, se mescla com a força do psicológico que o atinge, transformando-o em um menino com olhos de adulto transtornado.

A força do suspense se encontra também na completa solidão de Cole que tem plena consciência de que terá de lidar com tudo sozinho, já que não há ninguém (como normalmente acontece em filmes do gênero) que acredite na sua habilidade de falar com os mortos, quase sempre violentos. O melhor filme de Shyamalan, o Sexto Sentido vale a pena por todos os seus aspectos unidos de forma a deixar o espectador tão angustiado quanto seu protagonista.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 19 de março de 2009

The Fugitive


Ficha Técnica:

O Fugitivo (The Fugitive) EUA 1993

"A murdered wife. A one-armed man. An obsessed detective. The chase begins"

Diretor: Andrew Davis

Escritores: Roy Huggins (personagens)

David Twohy (história)

Estúdio: Warner Bros Pictures

Elenco: Harrison Ford, Tommy Lee Jones, Julianne Moore, Sela Ward, Joe Pantoliano


O médico-cirurgião, Dr. Richard Kimble, é injustamente acusado do assassinato de sua esposa. Quando Kimble vai ser transferido para outra prisão, o veículo que o transporta sofre um acidente e ele se vê engajado em uma fuga alucinada do agente Sam Gerard enquanto tenta provar sua inocência, caçando o verdadeiro culpado.

O Fugitivo é prova de que um filme de ação não precisa ter "sacação" para ser bem sucedido. A trama de Kimble é envolvente do início ao fim, muito graças às atuações brilhantes de Harrison Ford e Tommy Lee Jones.

O Fugitivo não foi o primeiro e nem será o último a trabalhar com a trama do personagem que é acusado de um crime que não cometeu, mas a fórmula funciona: o espectador permanece angustiado, ansiando a cada minuto para que justiça seja feita na tela. Obviamente, Kimble é o personagem que todos amamos: um médico amoroso e dedicado, que mesmo no ritmo mais alucinante de fuga, arruma maneiras de ajudar os outros, ou de se ajudar sem prejudicar ninguém.

O ritmo frenético não remonta a filmes do estilo Michael Bay, onde o público mal tem tempo de respirar, mas é brilhante justamente por sua execução dosada, no limiar entre desnortear e entediar o espectador. Tommy Lee Jones, que ganhou um Oscar por seu papel como Sam Gerard, é um policial encantador embora seja clichê: durão, persistente, mas capaz de admitir quaisquer erros que ele possa cometer em sua volúvel profissão. Cenas eletrizantes, bons atores, um roteiro bem montado e parte técnica impecável: O Fugitivo faz sua entrada de honra na lista de filmes que nunca vão envelhecer.


NOVIDADES: Tom Cruise revelou para a imprensa japonesa que está trabalhando na continuação de sua série de sucesso, Missão: Impossível 4. A Paramount, responsável sobre os outros filmes da franquia, não se pronunciou sobre o assunto.


FIco por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Fargo


Ficha Técnica:

Fargo (Fargo) EUA 1996

"And ordinary place, an extraordinary thriller"

Diretor: Joel Coen

Escritores: Joel e Ethan Coen (roteiro)

Estúdio: PolyGram Filmed Entertainment

Elenco: William H. Macy, Frances McDormand, Steve Buscemi.


Jerry Lundergaard traça o que ele acredita ser o plano perfeito. Mandar raptar sua mulher para conseguir o dinheiro do resgate do sogro. Mas quando seus parceiros no esquema matam três pessoas e a inteligente chefe de polícia Marge Gunderson fica encarregada da investigação, a vida de Lundergaard vira de pernas para o ar.

Fargo, Dakota do Sul. Exatamente quanta ação e mistério alguém poderia esperar desta minúscula cidade no Norte dos EUA? Joel e Ethan Coen mostraram que aparentemente, muita. Os brilhantes roteiristas de estilo único e irreverente impressionam nesta comédia/suspense, feita para ser apreciada em qualquer época. O crime é simplesmente estúpido. Os criminosos, bem, vamos dizer que eles nada tem de charmosos. E a policial não podia ser mais simpática. Em um golpe brilhante, eles ainda colocaram a personagem da incrível Frances McDormand, grávida, para aumentar ainda mais a sensação de rotina de cidade pequena.

Embora os crimes sejam brutais, os irmãos Coen, tendo Joel na direção, os transformaram em algo quase cômico, no humor negro que somente eles poderiam transmitir, como fizeram em "Queime Depois de Ler". A inesperada virada dos eventos e as arrebatadoras consequencias de uma mentira, cativam o espectador cena após cena, mantendo-o alerta, mas nunca ao ponto da tensão que se sente nos filmes mais pesados de suspense. Uma direção brilhante, um roteiro impecável e atores de tirar o fôlego: Fargo é mais um filme feito para a apreciação cuidadosa dos amantes da sétima arte.


FIco por aqui hoje!

Até breve!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Interview with the Vampire


Ficha Técnica:

Entrevista com o Vampiro (Interview with the vampire) EUA 1994

"Drink from me and live forever"

Diretor: Neil Jordan

Escritora: Anne Rice (romance e roteiro)

Estúdio: Geffen Pictures

Elenco: Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas, Kirsten Dunst, Christian Slater


Daniel Malloy é um repórter que se vê completamente arrebatado pela emocionante narrativa de um personagem mais do que peculiar. Ele ouve cuidadosamente a história de Louis de Pointe du Lac, um vampiro que conta sua história desde o instante em que se transformou em vampiro, por intervenção de um outro chamado Lestat de Lioncourt. A vida de Louis é modificada à medida que ele percebe a esmagadora e sanguinária realidade do que ele se tornou e quando ele transforma a criança Cláudia em mais uma caçadora da noite.

Entrevista com o Vampiro difere de forma extremamente sutil de qualquer outra história destas infames criaturas míticas. O sofrimento e o conflito de Louis não são nada típicos dos antigos romances sobre vampiros e contrastam a beleza e graça de ser diferente e perfeito, mas com o peso de precisar constantemente de tirar vidas humanas. Ambos Tom Cruise e Brad Pitt, estonteantes e marcantes, dão um show de interpretação. Mas o destaque do filme, e talvez o motivo para um espectador pouco apetecido por fantasia assistir ao filme é a simplesmente maravilhosa Kirsten Dunst.

Dunst hoje é uma atriz conhecida com inúmeros filmes no currículo, mas foi o seu trabalho em Entrevista com o Vampiro que lhe rendeu olhos do mundo todo. Com apenas doze anos, ela interpreta a deliciosa Cláudia, uma menina que é obrigada a ter a mente de uma adulta, ou melhor, de várias adultas, dentro do corpo de uma menina que nunca envelhece. Os conflitos de Cláudia entre querer crescer e não poder a enlouquecem a medida que ela evolui a mente, mas não é capaz de fazer seu corpo acompanhar. Ela dá performances de cair o queixo falando com a maturidade de uma mulher cruel e maliciosa pelo rosto angelical de Cláudia.

Louis, que não possui a sede de sangue dos companheiros, é aos poucos assolado por um série de perguntar e por uma sensação perturbadora de solidão que se aprofunda a medida que ele encara décadas sem morrer, sem sentir, em um torpor assombrado. Ele conhece a brutalidade de outros como ele e está determinado a mudar quem é, mas sua impossibilidade de morrer o assombra como um pesadelo para o resto da vida.

O filme quebra completamente o paradigma de criaturas charmosas e cruéis. Embora sejam sim, incrivelmente belos e poderosos, os vampiros sofrem de um pesadelo que jamais poderá perturbar nenhum mortal: a falta de sentido em se viver para sempre.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Vantage Point


Ficha Técnica:

Ponto de Vista (Vantage Point) EUA 2008

"8 strangers. 8 points of view. 1 truth"

Diretor: Pete Travis

Escritor: Barry Levy

Estúdio: Columbia Pictures

Elenco: Dennis Quaid, Forest Whitaker, Sigourney Weaver, Ayelet Zurer, William Hurt, Mathew Fox


Quando o presidente Ashton, dos EUA, participa de uma convenção na Espanha para falar sobre terrorismo, os agentes do serviço secreto Thomas Barnes e Kent Taylor são designados para protegê-lo. Uma tentativa de assassinato contra o presidente é cometida e oito completos estranhos vêem o ocorrido sobre perspectivas diferentes, cada uma delas com algo a acrescentar. Se inicia então uma busca frenética pelo assassino que tenta escapar, e as informações são montadas como peças de um quebra cabeça, correndo contra o tempo.

Ponto de Vista pode ser acima de tudo, bem exaustivo. A cena do "assassinato" do presidente é repetida oito vezes para mostra o ponto de vista de cada um, e ela não é uma cena curta. Fora este pequeno contratempo, o filme cumpre bem o seu papel de deixar o espectador tenso, não a tensão de um filme de terror, mas aquela em que é preciso colar os olhos na tela para tentar compreender a história que se desenrola. Os pontos de vista são muito bem explicados e revelam, mesmo que de forma sutil, pistas que envolvem a platéia em uma investigação sincronizada com o elenco.

Forest Whitaker, rouba o brilho de todos os outros, como sempre acontece cada vez que aparece em um filme. O ator dá uma gentileza e simpatia tão grande ao seu personagem que comove o espectador e o faz prestar mais atenção nele do que no rebuliço que se desenvolve na praça lotada. Dennis Quaid e Mathew Fox estão ambos bem fracos: o primeiro pois já se apresenta a algum tempo em uma decadência na carreira. O segundo porque apesar de ter sido lançado para o estrelato como um foguete pelo seriado "Lost", não consegue convencer nem uma criança de seus papéis na telona.

A solução do filme é inteligente e surpreendente, mais do que suficiente para transformar Ponto de Vista em um filme no mínimo divertido. Não esperem ação ao estilo Bourne, ou suspense ao estilo "Silêncio dos Inocentes". Ponto de Vista está mais no patamar de filmes médios, que divertem, mas não marcam.


Fico por aqui hoje!

Até breve!


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Basic Instinct


Ficha Técnica:

Instinto Selvagem (Basic Instinct) EUA 1992

"A brutal murder. A brilliant killer. A cop who can't resist the danger."

Diretor: Paul Verhoeven

Escritor: Joe Eszterhas

Estúdio: Canal +

Elenco: Sharon Stone, Michael Douglas, Jeanne Tripplehorn.


Um detetive de São Franciso que frequenta a terapia por comportamento agressivo é designado para a investigação de um assassinato brutal. Todas as pistas parecem apontar para a sensual escritora Catherine Trammel que inicia um jogo de gato e rato com o detetive, tornando-o cada vez mais vítima de seu charme irresistível.

Instinto Selvagem foi um filme especialmente "desinibido" para a época e extremamente controverso. A famosa cruzada de pernas de Sharon Stone na sala de interrogatório gerou discussões e até hoje é vista como uma das cenas mais famosas do cinema. O filme foi responsável por transformar a loira em sex symbol e lhe rendeu elogios da crítica e do público. Michael Douglas está perfeito no papel do Detetive Nick, alcóolatra, fumante, agressivo e com uma séria tendência de descontar suas frustrações no sexo. Arma perfeita para ser utilizada por Catherine Trammel.

O assassinato brutal que dá início ao filme podia ser um pouco menos chocante, mas o clima de tensão que se estabelece sobre quem o cometeu, conquista o espectador aos poucos. No início existe a certeza absoluta de que Catherine matou tanto esta vítima quanto algumas outras, mas embora ela faça questão de se mostrar culpada, mas sem entregar o jogo, a dúvida vai se instalando a medida que outras possibilidades são apresentadas. Michael Douglas consegue retratar com perfeição a aflição do detetive que parece ser o único que compreende o que está acontecendo.

Não posso dizer que é um filme para todos, mas para os de estômago forte e sede pelos bons filmes de suspense, Instinto Selvagem é um must-see, um filme que definitivamente mudou a história da sétima arte.


NOVIDADES: Algumas fotos do novo filme do X-Men Wolverine foram liberadas, assim como algumas revelações sobre a história do longa que deve estrear em maio de 2009. Quem quiser conferir as fotos é só acessar http://www.omelete.com.br/popup/popup_galeria_imagens.aspx?id=100016766&img=1

O diretor do filme Justice League anunciou que está oficialmente fora do projeto. O filme sobre os super heróis da DC COmics acabou sendo paralisado e o diretor George Miller acredita que se for voltar a ser filmado, o elenco será reescalado.


Fico por aqui hoje!

Até breve!


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

LA Confidential


Ficha Técnica:

Los Angeles: Cidade Proibida (LA Confidential) EUA 1997

"Off the record, on the QT and very hush-hush"

Diretor: Curtis Hanson

Escritor: James Ellroy (romance)

Brian Hegeland (roteiro)

Estúdio: The Wolper Organization

Elenco: Kevin Spacey, Danny DeVito, Russel Crowe, Kim Basinger, Guy Pierce, James Cromwell, David Strathairn


Três policias de visão e abordagem completamente diferentes são designados para trabalhar no misterioso caso de um assassinato ocorrido na lanchonete Nite Owl em Los Angeles. Jack Vincennes, Bud White e o correto Ed Exley iniciam uma investigação que acaba envolvendo negócios com cocaína, prostituição e segredos mais sujos do que qualquer um deles poderia imaginar.

O histórico LA Confidential foi o filme que reinventou o noir. Seu estilo charmoso, único e completamente cinematográfico lhe rendeu aclamações da crítica e uma boa parcela de indicações para prêmios internacionais, sem falar nas duas estatuetas do Oscar que o filme levou. A história é executada perfeitamente, violência e mistério mesclados com classe e uma narrativa que lembra exatamente os filmes policiais da década de 50, com as loiras monumentais e os policiais agressivos fumando charutos em escritórios escuros. Embora a forma de se abordar a história seja clichê, o diretor Curtis Hanson e a equipe de atores impecável que ele reuniu conseguem manter o espectador hipnotizado a cada segundo do suspense.

A imagem de Los Angeles é pintada como perigosa, uma cidade para sobreviver apenas fazendo tudo debaixo dos panos. Danny DeVito é perfeito no papel do editor do tablóide mais polêmico da cidade, o Hush-Hush, onde todos os podres da suspeita polícia e seus respectivos casos são explorados no melhor estilo sensacionalista. Tudo envolvendo as investigações é uma troca de favores, cobrança de dívidas e ameaças para esmagar a carreira ou mesmo a vida dos envolvidos.

Russel Crowe, o policial durão é quase um reflexo de sua personalidade descontrolada fora das telas. Guy Pierce é o certinho, mas charmoso e inteligente agente "dedo-duro" Ed Exley, que sobe na vida denunciando os podres dos companheiros. O brilhante a absolutamente hipnotizante Kevin Spacey é Jack Vincennes, o consultor técnico de um show de policiais e um ex-membro da força ele mesmo. Vincennes é o que melhor encarna o espírito constante de espetáculo que se faz de tudo em Los Angeles. Kim Basinger está em sua melhor fase no papel da irresistível Lynn, e como em todo bom filme policial, motivo de desavença entre os principais, digamos, anti-heróis da trama.

LA Confidential é um acerto de todos os lados: direção, edição, elenco, roteiro, trilha sonora e fotografia. Mas é o seu estilo impecável e sua forma fiel de encarnar o melhor do cinema policial com direito a chacinas e escândalos sexuais que transformam o longa em uma experiência única e imperdível e que garante o lugar na galeria de superproduções que serão lembradas por muitos anos ainda.


CURIOSIDADES: LA Confidential tem 80 personagens com diálogos, 50 locações diferentes e 30 assassinatos. Números impressionantes para uma produção do estilo.

O diretor Curtis Hanson reuniu 18 imagens diferentes de LA que ele pretendia incluir no filme. Esta compilação convenceu muitos dos atores a trabalharem no projeto.

FONTE: CINEMATECA VEJA


Fico por aqui hoje!

Até a próxima!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Red Eye


Ficha Técnica:

Vôo Noturno (Red Eye) EUA 2005

"Fear takes flight"

Diretor: Wes Craven

Escritor: Carl Ellsworth

Estúdio: DreamWorks SKG

Elenco: Rachel McAdams, Cilian Murphy, Brian Cox, Jayma Mays


A prestativa gerente do hotel Lux Atlantic, Lisa Reisert morre de medo de voar. Mas quando ela tem que pegar um vôo noturno para Miami o medo de voar não pode ser comparado com o que ela tem que enfrentar. Jack Rippner, um homem simpático que a tinha abordado no aeroporto, senta ao seu lado e lhe faz uma ameaça da qual não pode escapar. Ela precisa ligar para o seu hotel, mudar um político de quarto, ou os homens de Jack irão matar o seu pai. Lisa precisa achar uma forma de salvar o político e sua família, e proteger seu pai dos assassinos.

Vôo Noturno, é um destes suspenses que o espectador não consegue realmente enxergar como pode ser ótimo, já que é passado quase que inteiramente dentro de um avião e não envolve nada relacionado à queda do mesmo. Mas como em outros filmes do mesmo estilo do tipo "Por um fio" com Colin Farell, passado inteiramente em uma cabine telefônica, o diretor Wes Craven, já habituado a filmes de suspense, concentrou todos os seus esforços em transmitir cada segundo da agonia da protagonista, desde sua voz ofegante, a suas desesperadas tentativas de solucionar o problema, já que fugir não é exatamente uma possibilidade.

A sorte (ou tato) de Wes Craven está exatamente em ter escolhido um elenco completamente capaz de deixar o público roendo as unhas. Sem manobras espetaculares ou fugas alucinadas para distrair o espectador, o filme depende da genuidade que os personagens transmitem e tanto Rachel McAdams quando Cillian Murphy, executam a tarefa com absoluta perfeição. Cillian Murphy é um criminoso inteligente e frio e acima de tudo, capaz de deixar qualquer um estático de medo com um simples olhar. Rachel McAdams consegue por sua vez, mostrar o que a adrenalina é capaz de fazer com uma mulher comum, que mantém a calma apesar do medo, e este fato lhe atribui uma atmosfera 100% humana.

Sendo "possível", diferente, com um elenco mais convincente do que glamuroso, Vôo Noturno é um sopro de ar fresco para quem está afim de ver um suspense sem monstros ou espíritos.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Righteous Kill


Ficha Técnica:
As Duas Faces da Lei (Righteous Kill) EUA 2008

"Most people respect the badge. Everybody respects the gun"

Diretor: Jon Avnet

Estúdio: Millennium Films

Elenco: Robert DeNiro, Al Pacino, Carla Gugino, John Leguizamo, Donnie Wahlberg, 50 Cent


Uma dupla de policiais veteranos de Nova York precisa encontrar a pista de um assassino serial que parece estar matando todas as pessoas certas: estupradores, assaltantes, pedófilos, criminosos que foram absolvidos por uma justiça cega. Quando a dupla se alia a dois outros jovens colegas, eles acabam percebendo que podem estar procurando por um policial e a desconfiança vira motivo de rixas e descontrole em um caso desenfreado.

O trailer de As Duas Faces da Lei dá uma impressão bem diferente do que o filme realmente é. Mesmo com a "idade avançada" dos gênios Al Pacino e Robert DeNiro, é de se esperar que os dois atores que mais possuem um "que" de mafiosos e cruéis, fossem protagonistas de um filme veloz, irreverente e surpreendente. Infelizmente este não é o caso. O filme é lento, um tanto previsível e devo concordar com a crítica ao caracterizá-lo como "morno". A história tinha potencial para ser movimentada, mas ao invés disso dá espaço a debates morais que vão ficando exaustivos ao longo do seu desenvolvimento e deixa de lado o que poderia ser o charme do policial corrupto.

Há tentativas desse charme, mas de forma muito frustrada. A quantidade de vezes que a palavra "fuck" é dita por frase, lembra um daqueles filmes vagabundos de ação de quinta categoria, ao invés do bom gosto que o diretor Jon Avnet tentou transmitir. Há, claro, diálogos muito interessantes e momentos engraçados, mas a grande maioria do roteiro é uma tentativa pretensiosa de ser algo como um resgate do seriado "Shaft". A participação absolutamente desnecessária do apagado rapper 50 Cent como um traficante, não acrescenta nada à história e deixa o espectador com uma forte suspeita de acordo entre o cantor e os produtores do filme, com vários dólares rolando entre as respectivas carteiras.

Não tendo um argumento original o suficiente para sustentar suas falhas de produção, As Duas Faces da Lei passa longe de ser merecedora da atuação brilhante de homens como Pacino e DeNiro, para entrar na lista do filmes policiais que "queriam ser", mas que não chegaram lá realmente.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

domingo, 26 de outubro de 2008

Awake

Ficha Técnica:

Awake - A vida por um fio (Awake) EUA 2007

"Every year, one in 700 people wake up during surgery"

Diretor: Joby Harold

Estúdio: GreeneStreet Films

Elenco: Jessica Alba, Terrence Howard, Hayden Christenssen, Lena Olin

Clay é um rapaz rico e bem sucedido e está prestes a se casar com a mulher dos seus sonhos, por quem está profundamente apaixonado. Desafiando a desaprovação de sua mãe, Clay se casa com Sam e logo em seguida recebe uma notícia que pode mudar sua vida: estando na fila para transplantes de coração há muito tempo, Clay é chamado para fazer sua sonhada cirurgia. Durante a cirurgia porém, Clay descobre que sofre de uma doença muito rara chamada de "consciência anestésica", onde embora não possa se mexer ou falar, o paciente permanece acordado e em alerta durante todo o procedimento. Devido a este fato, Clay descobre coisas inimagináveis e precisa lutar, mesmo que em espírito para salvar sua própria vida.

Eu imaginava que Awake fosse outro tipo de filme. Algo como "Antes que termine o dia" onde alguém vai morrer, mas o amor prevalece como lição de moral. Fiquei extremamente satisfeita ao constatar que este não era o caso de Awake, nem mesmo de longe. O filme é um suspense agonizante, completamente original, com surpresas que literalmente deixam o espectador de queixo caído. O fato de uma doença tão horrível como a da consciência anestésica já é assustador o suficiente, mas o diretor Joby Harold faz sua estréia com maestria em Awake, não concentrando o fato na doença, e sim nos acontecimentos pessoais surpreendentes da vida de Clay.

A escolha dos dois atores principais não é das mais felizes. Jessica Alba é simplesmente triste em qualquer filme embora seja muito bonita (o que costuma ser seu único atributo e função: enfeitar). Hayden Christensen não é horrível, mas pode-se dizer que ainda é um ator em desenvolvimento. Terrence Howard e Lena Olin são excelentes é provavelmente os que salvam o filme de um elenco desastroso. Apesar disso, Awake é um filme simplesmente incrível, surpreendente, 100% original e muito envolvente. Aposta certa para todos os gostos!

Fico por aqui hoje!
Até breve!

sábado, 11 de outubro de 2008

The Skeleton Key


Ficha Técnica:

A Chave Mestra (The Skeleton Key) EUA 2005

"It can open any door"

Diretor: Iain Softley

Estúdio: Universal Pictures

Elenco: Kate Hudson, Gena Rowlands, John Hurt, Peter Saarsgard, Joy Bryant


Caroline Ellis é uma enfermeira inteligente e de bom coração. Ela é chamada para cuidar de um senhor senil em uma casa em Nova Orleans isolada da sociedade. Lá ela recebe da misteriosa dona da casa uma chave mestra que abre todas as portas, exceto uma. Quando Caroline descobre o que há atrás da porta, ela se vê envolvida em um mistério sobre o passado da casa e começa a sentir sua vida correr perigo enquanto tenta aprender sobre antigos rituais escravos e bruxaria da pior espécie.

A Chave Mestra inicia sua história de forma comum, com pessoas comuns e objetivos comuns, coisa que muitos (mas não todos) filmes de terror ou suspense se esquecem de fazer. Depois, ele faz o espectador simpatizar com Caroline, tornando sua busca um tanto mais aflitiva, onde cada passo que ela dá pode lhe custar a vida. O filme possui um tom sombrio e extremamente inquietante. Os rituais escravos mostrados são horríveis e a história que os cerca vai muito além de assustadora. Chave Mestra também é um destes excelentes suspenses pelo fato de que quem o assiste faz as descobertas junto com a protagonista interpretada pela adorável Kate Hudson, e a cada uma a história parece fazer um pouco mais de sentido.

Para decepção ou alegria dos espectadores, o final do filme nada tem a ver com aquilo que parece ser construído durante toda a sua duração. O ritmo frenético que gradativamente se aplica nas telas chega ao ápice em uma excelente cena final que surpreeende até mesmo a mais atenta das platéias. Com um clima sombrio, sem violência, uma história muito original e um final surpreendente, A Chave Mestra é um must see para os fãs do gênero de suspense, que não tenham medo de "viajar" um pouquinho. Afinal, cinema é pra isso não é?


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Collateral


Ficha Técnica:

Colateral (Collateral) EUA 2004

"It started like any other night"

Diretor: Michael Mann

Estúdio: Paramount Pictures

Elenco: Tom Cruise, Jamie Foxx, Jada Pinkett Smith, Mark Ruffalo, Peter Berg


Max é um motorista de táxi que sonha em conseguir abrir seu próprio negócio de limosines e tenta fugir de sua tediosa realidade. Seu desejo é atendido de forma muito incomum quando Max apanha o passageiro Vincent, um homem frio e autoritário que o leva a um prédio em uma região isolada. Vincent lhe paga uma grande quantia em dinheiro para esperar por ele, mas Max tem uma surpresa quando seu passageiro mata um homem e lhe obriga a levá-lo a destinos onde tem que matar outros homens. Perseguidos pelo FBI, Max e Vincent devem desviar de diversos obstáculos e Max deve tentar escapar do homem cruel que parece estar sempre um passo a frente de seus pensamentos.

Colateral possui um ritmo frenético e alucinante, com cenas filmadas de forma inquieta e uma história que atrai por sua originalidade. Afinal, Max é apenas uma vítima de infelizes circunstâncias que conspiraram para colocá-lo em uma situação impossível, com a qual ele lida com humanidade e coragem impressionante. A atuação brilhante de Jamie Foxx no papel do taxista Max lhe rendeu uma indicação ao Oscar, muito merecida. Seu desespero é genuíno e convincente, assim como suas ações e seu adorável desejo por uma vida mais justa e livre. Tom Cruise que já nao apresentava a carreira em seu melhor ponto, surpreende com uma atuação igualmente brilhante, em um papel que não lhe é comum (o de vilão) e que lhe rendeu aclamações da crítica mundial.

Colateral não é exatamente uma história do dia a dia, mas sua estranha aproximação com a realidade de uma pessoa comum, torna o drama de Max ainda mais apavorante. O filme dá aquela impressão de que coisas ruins acontecem sim com pessoas boas e que de repente uma vida inteira pode mudar, fator que sempre rendeu elogios a boas histórias. Um suspense excelente que promete agradar a todos.


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domingo, 5 de outubro de 2008

Silence of the Lambs


Ficha Técnica:

O Silêncio dos Inocentes (Silence of the Lambs) EUA 1991

"To enter the mind of a killer she must challenge the mind of a madman"

Diretor: Jonathan Demme

Estúdio: Orion Pictures Corporation

Elenco: Anthony Hopkins, Jodie Foster, Brooke Smith, Scott Glenn


A promissora estudante e agente do FBI Clarice Starling, é designada para visitar o mais perigoso serial killer na prisão, o Dr Hannibbal Lecter. O objetivo de Clarice é conseguir a cooperação de Lecter para encontrar um outro violento assassino, conhecido como Buffalo Bill. Clarice, jovem e inexperiente começa a cair nos jogos mentais de Lecter e sua busca por uma jovem raptada por Bill se torna uma luta pessoal para superar os próprios traumas.

Silêncio dos Inocentes ganhou 5 Oscars, todos eles muito merecidos. Melhor filme, melhor diretor, atriz, ator e roteiro adaptado. O filme quebrou barreiras ao realizar uma obra que deixa o espectador mais inquieto com a violência psicológica do que a física. Anthony Hopkins é perfeito, do frio olhar azul aos estranhos movimentos da cabeça. Jodie Foster era ainda uma iniciante quando contracenou com o gênio e mostrou igual majestade, transmitindo com perfeição todos os sentimentos da Agente Starling, assombrada pelos fantasmas do seu passado, mas corajosa o suficiente para encarar a mente desafiadora de Lecter.

A mente de Lecter é tão complexa e assustadora que gera uma curiosidade doentia. Ele é um homem de classe, educado, esclarecido, mas ainda assim existe algo, um fator dentro de sua mente, que permite que ele seja um psicopata frio e calculista. O que o transformou neste homem? O que o move a agir de acordo com cada cálculo, a usar sua inteligência para seus propósitos doentios? Lecter por sua vez, vê Clarice como um interessante objeto de estudo, e estranhamente não tem desejo nenhum de feri-la, apenas ajudá-la em troca dos perturbadores fatos de sua infância.

Silêncio dos Inocentes ainda é um dos melhores suspenses já feitos, com bom gosto e um roteiro brilhante. Eternamente um excelente filme.


CURIOSIDADES: Provando seu comprometimento com a atuação, Anthony Hopkins estudou arquivos de serial killers, visitou prisões, compareceu a audiências e assistiu vídeos. A idéia de faz Lecter quase não piscar quando falava veio de um dos vídeos que Hopkins assistiu do líder de uma seita assassina em 1969. FONTE: CINEMATECA VEJA


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sábado, 27 de setembro de 2008

Eagle Eye


Ficha Técnica:

Controle Absoluto (Eagle Eye) EUA 2008
"If you want to live, you will obey"

Diretor: D.J Caruso
Estúdio: DreamWorks SKG

Elenco: Shia LaBeouf, Michelle Monaghan, Rosario Dawson, Billy Bob Thornton.


Jerry Shaw e Rachel Holloman são dois estranhos, cidadãos comuns que se vêem jogados no meio de uma disputa de poder inimaginável, ao receberem uma ligação misteriosa de uma mulher que os ameaça e os ordena fazer tudo que manda. Jerry e Rachel são monitorados através de telefones, pagers, câmeras de segurança ou qualquer outro objeto tecnológico do dia a dia com o qual tem contato e as tarefas que são forçados a realizarem para a mulher misteriosa vão ficando cada vez mais perigosas e próximas da alta cadeia de poder dos Estados Unidos. Enquanto tentam descobrir o que está acontecendo, são perseguidos pelo agente do FBI Thomas Morgan e a oficial da Marinha Zoe Perez.

Controle Absoluto começa em ritmo lento, mas não demora minutos para assumir a aceleração que o acompanhará durante cada segundo seguido. O espectador é jogado em perseguições de carro, missões suicidas, explosões, conspirações e muita gritaria enquanto roe as unhas de aflição pelo destino de Jerry e Rachel, escolhidos do acaso para um golpe de poder imenso. O filme em si é aflitivo, mas completamente inacreditável. Por diversas vezes ele foge de proporção, dando uma sensação inevitável de incredulidade no espectador. Apesar disso, a trama é extremamente atual: em uma era onde tudo é digital, já é preocupação crescente nas discussões sobre direitos humanos, até que ponto somos controlados, escravos dos computadores e da tecnologia feita para nos ajudar. O filme alia a discussão da tecnologia, com a guerra contra o terrorismo: como estes dois mundos podem culminar em uma nação (americana claro) amedrontada? Somente por estes dois fatores que Controle Absoluto escapa de ser mais um filme de ação com idéias mirabolantes.

Embora eu goste de Shia LABeouf, sou forçada a admitir que o rapaz não possui muita versatilidade. Já trabalhou em diversos projetos, e em todos é o mesmo garoto confuso e levemente abestalhado, mas com incríveis dotes para herói por acidente. Michelle Monaghan está tão boa quanto possível, mas os dois melhores atores são Rosario Dawson (Zoe Perez) e o veterano ex marido de Angelina Jolie Billy Bob Thornton (Agente Thomas Morgan). Controle Absoluto tem muitos defeitos, mas felizmente a qualidade da história e a boa direção do pouco conhecido D.J Caruso, lhes dão a qualidade necessária para um thriller divertido e que deixa os espectadores mais atentos pensando.


NOVIDADES: As coisas não vão bem para o cinema americano. O esperado Tintin foi cancelado por ter um custo alto demais, devido à crise na bolsa. Além disso, Watchmen (estréia prevista para 2009) e O Hobbit estão enfrentando processos e risco de cancelamento. Neste segundo que ainda está sendo iniciado, o filho do escritor J.R.R Tolkien está exigindo que o livro não seja adaptado para as telonas. Christopher Tolkien, que não viu Senhor dos Anéis e não gostou, entrou na justiça para cancelar as filmagens.


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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

The Others


Ficha Técnica:

Os Outros (The Others) EUA 2001

"No door is opened before the previous one is closed"

Diretor: Alejandro Amenábar

Estúdio: Cruise/Wanger Productions

Elenco: Nicole Kidman, Fionulla Flanagan, Christopher Eccleston, Alakina Mann, James Bentley


Grace é uma mulher dedicada que se muda com os filhos Anne e Nicholas, para uma mansão em Jersey no fim da Segunda Guerra Mundial. Enquanto espera pelo marido voltar da batalha, Grace deve proteger os dois filhos fotosensíveis do contato direto com a luz do sol, mantendo as cortinas e portas da casa fechadas a todo momento. Quando um grupo de serventes é contratado para ajudar Grace, as regras começam a ser quebradas e as consequências são assustadoras e inimagináveis.

Os Outros é especial principalmente graças ao surpreendente final. Claro que não falaremos disso aqui, mas além de surpreendente, ele possui todos os elementos de um bom filme de suspense. A situação com que Grace vive já é naturalmente assustadora: uma casa antiga e empoeirada que deve permanecer no mais absoluto escuro mesmo durante as horas claras do dia, já dá ao espectador uma sensação de angústia pelas crianças que não podem brincar no jardim ou pela mãe que se desgasta 24 horas por dia tentando evitar que os filhos se machuquem. Para complementar o (aparentemente) não suficiente sofrimento da mulher, ela é obrigada a lidar com aparições fantasmagórica que insistem em abrir as cortinas, como se quisessem ferir os meninos.

Nicole Kidman nunca deixou de impressionar. Mas seu desespero como Grace Stewart em Os Outros a eleva a um novo patamar de atuações. Durante toda a duração do longa, Kidman mantém os olhos abertos demais, atentos e nervosos, em uma sensação de constante preocupação que só os bons atores conseguem transmitir. Além disso, em um mundo onde o horror é sinônimo de sangue ou violência, Os Outros surpreende pela tensa delicadeza das "assombrações" que incomodam a vida da família. Em momento algum o espectador se sente enojado. Está sempre atento, ansioso, curioso para descobrir exatamente o que provocou a entrada das entidades da velha casa. Fazendo isso e fornecendo uma excelente surpresa no final, Os Outros captura a atenção de multidões que apreciam os novos filmes de suspense feitos com classe e um toque de pânico.


NOVIDADES: Rumores cercam os irmãos Gyllenhaal para o papel dos Super Gêmeos no filme da Liga da Justiça, que tem previsão de estréia para 2011. Jake Gyllehaal de "Brockeback Mountain" e Maggie Gyllehaal de "Batman: O Cavaleiro das Trevas" ainda não se pronunciaram sobre o fato.


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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Dragonfly


Ficha Técnica:

O Mistério da Libélula (Dragonfly) EUA 2002

"When someone you love dies...are they gone forever?

Diretor: Tom Shadyac

Estúdio: Universal Pictures

Elenco: Kevin Costner, Susanna Thompson, Kathy Bates


Emily Darrow é uma mulher bondosa que dedicou sua vida a cuidar dos desafortunados. Mas Emily morre grávida em uma missão da cruz vermelha na Venezuela e a partir deste trágico dia, seu marido Joe, dá início a um sofrimento sem igual. Mas pouco tempo depois de sua morte, Joe começa a receber estranhos sinais, a maioria relacionados com uma libélula, o animal preferido de Emily. Joe começa a acreditar que a esposa não está morta e parte em um missão para descobrir a verdade nas selvas da Venezuela.

O Mistério da Libélula é um filme de suspense, mas é feito com uma delicadeza rara no gênero. A história de amor de Emily e Joe nada tem de extraordinário, mas é belo por sua simplicidade, e as "assombrações" feitas pela falecida esposa não são assustadoras, mas tem um claro tom de carinho e alerta, mas começam a ficar mais escandalosos a medida que o marido se torna mais incrédulo.

Kevin Costner atua no filme praticamente sozinho e prova ser mais do que suficiente para encher os olhos do espectador. Sua atuação é impecável, seu sofrimento é convincente e suas razões inquestionáveis, tornando o personagem do médico tão bom quanto a história e o excelente e surpreendente final. Um bom filme mesmo para os relutantes ao gênero.


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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Minority Report


Ficha Técnica:

Minority Report - A Nova Lei (Minority Report) EUA 2002

"What would you do if you were accused of a murder you had not commited... yet?"

Diretor: Steven Spielberg

Estúdio: Twentieh Century Fox Film Corporation

Elenco: Tom Cruise, Colin Farrel, Max Von Sydow, Kathryn Morris, Samantha Morton.


John Anderton é um policial assombrado pela morte do filho. Anderton trabalha no programa chamado pré-crime, onde três pessoas com dons paranormais conhecidas como pre-cogs, prevêem assassinatos antes que estes ocorram, e os bandidos são presos antes que uma vida possa ser tirada. Anderton confia cem por cento no sistema, até que um dia, os pre-cogs veem um assassinato cometido por ele e o policial se vê forçado a iniciar uma fuga por uma vítima que ele não conhece. John inicia uma investigação, apenas para descobrir que o pré-crime pode ser tão falho quanto qualquer outro sistema.

Minority Report é absolutamente brilhante em seu roteiro e na execução. A história é cem por cento original, surpreendente e muito questionável do ponto de vista ético. É justo prender alguém pela simples intenção de matar? Este é o argumento que o veteraníssimo diretor Steven Spielberg utiliza para manter o espectador interessado no destino do homem que se torna vítima do sistema que sempre defendeu. Uma série de acontecimento que parece não ter ligação alguma pode culminar em um assassinato, com ou sem motivos. Agatha, a pre cog mais forte, sofre com seu dom e procura de todas as formas salvar Anderton do inevitável acontecimento.

Qualquer evento que dependa do tempo tende a deixar o espectador confuso. O fato de Anderton saber que iria cometer um assassinato é o que, no fim das contas, o leva de encontro a sua vítima. Isso dá a idéia de que nossa vida já está traçada, só precisamos passar por ela, gerando um sentimento de impotência. Mas a personagem intepretada pela brilhante Samantha Morton, Agatha, mostra a Anderton que os humanos são seres livres e que o destino e o futuro não os impedem de fazer escolhas certas. Tom Cruise está bem no papel de Anderton, mas nada que lhe renda uma indicação ao Oscar, e o (pessoalmente) antipático Colin Farrel, brilha como sempre no papel do policial que lidera a perseguição de Anderton e que não acredita no sistema do pré crime nem por um segundo.


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terça-feira, 2 de setembro de 2008

The Mothman Profecies


Ficha Técnica:

A Última Profecia (The Mothman Profecies) EUA 2002

"What do you see?"

Diretor: Mark Pellington

Estúdio: LakeShore Entertainment

Elenco: Richard Gere, Laura Linney, Debra Messing, Will Patton.


Depois da morte da esposa de forma repentina e misteriosa, o repórter John Klein é estranhamente atraído para a pequena cidade de Point Pleasant em West Virginia. Lá John descobre coisas estranhas acontecendo, relatos de pessoas que viram ou ouviram coisas que não parecem naturais. E o pior: os desenhos e eventos listados pelas pessoas são idênticos aos narrados pela esposa de John antes de sua morte. Intrigado por este fato, o repórter recebe a ajuda da policial local Connie Mills e juntos eles descobrem um fenômeno visto de formas diferentes pelas pessoas e que parece transmitir profecias sobre morte àqueles que conversam com ele.


A Última Profecia é baseado em fatos reais e isso é o que mais torna o filme assustador. O argumento Nostradâmico de profecias já foi exaurido pelo cinema e neste longa não é explorado de sua melhor forma, tendo um ritmo um pouco cansativo e confuso. Apesar disso, não posso dizer que o filme é ruim. Ele cumpre bem o propósito de deixar o espectador ansioso e curioso pelos eventos no começo do filme, mas a medida que a história se desenvolve e o agente dos fatos misteriosos é revelado, A Última Profecia perde um pouco de sua magia inicial e cede à exaustiva investigação feita pelo repórter Jonh Klein.


RIchardGere no papel de Kline não apresenta nada que mereça verdadeiramente ser destacado, mas talvez isso se deva ao fato de ele conseguir sempre boas atuações. Seu forte continua a ser o papel de irresistível homem romântico, mas é possível gostar dele como herói de suspense. Laura Linney está tão boa quanto o papel lhe permite em sua simplicidade, mas a atuação mais memorável é a do desmerecido personagem de Will Patton, Gordon. Will Patton consegue transmitir para as telas os sentimentos e devaneios de um homem seriamente perturbado e em conflito com seus demônios interiores e exteriores. No geral, A Última Profecia é um bom filme de suspense, com uma pequena surpresa no fim, mas nada de espetacular pode ser dito a seu respeito.



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