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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Harry Potter and the Half-Blood Prince


Ficha Técnica:

Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Harry Potter and the Half-Blood Prince) RU/EUA 2009

"Once again, I must ask to much of you Harry"

Diretor: David Yates

Escritores: Steve Kloves (roteiro)

J.K. Rowling (livro)

Estúdio: Warner Brothers Pictures

Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Bonnie Wright, Michael Gambon, Jim Broadbent, Alan Rickman, Helena Bonham-Carter.


Neste sexto filme da série Harry Potter, os bruxos da escola de Hogwarts são forçados a encarar o desafio cada vez mais próximo da batalha com o Lorde das Trevas, Voldemort. Dumbledore incumbe o jovem Harry a uma missão de suma importância antes de revelar um segredo sobre o seu maior inimigo. Enquanto isso, Hogwarts é dominada pelo medo de uma invasão dos Comensais da Morte e mudanças pessoais drásticas ocorrem na vida dos personagens.

Posso dizer que sou fã dos livros de Harry Potter. Não fã alucinada e etc, mas uma grande admiradora que se apaixonou pelos detalhes de um mundo tão cativante. Com a troca de diretores, roteiristas e abordagens, os filmes não foram capazes de sempre fazer jus ao universo delicado e rico de J.K Rowling. Mas felizmente, assim como os livros, as produções foram melhorando, mostrando a capacidade de conquistarem todo tipo de público e de sair do lugar comum (se é que uma escola de bruxaria pode ser comum), para mostrar o lado sombrio, difícil e interessante de uma história que parecia já ter dado tudo o que tinha para dar.

É nesta nova abordagem que o diretor David Yates (que também dirigiu o anterior "A Ordem da Fênix) se apoia. Ele deixa de lado as expressões de assombro de um Harry deslumbrado para dar lugar à transparência das emoções de um menino perturbado pelo seu passado e diante de um futuro incerto e assustador. Harry é, pela primeira vez, confrontado com as verdadeiras dificuldades de ser "o menino que sobreviveu".

Além dos óbvios desafios de enfrentar as artes das trevas, os protagonistas devem lidar (também pela primeira vez) com as dores do amor. Fica mais do que óbvio o romance-que-sempre-esteve-lá, entre Hermione e Rony e, mais complexamente, Harry descobre sua paixão pela menina Weasley de uma forma mais brusca do que no livro, mas ainda assim, sutil o suficiente para encantar.

O filme, em uma mudança inesperada, não deixa de lado os pequenos detalhes que transformam o universo de Rowling em algo tão único, para dar lugar somente ao desespero. Muito pelo contrário. O diretor se esforçou para mostrar que a boa magia (no cinema e no livro) ainda estava lá, com cenas preciosas como a filmagem da loja de traquinagens dos gêmeos Weasley em meio a um beco em ruínas, ou os famosos jantares na torre e os livros flutuando para as prateleiras à medida que Hermione conversa displicentemente com Harry. São estas coisas que são capazes de lembrar ao espectador que ele está assistindo uma história única, sobre magia e beleza, embora todo o mundo pareça desmoronar em volta das figuras que todos aprenderam a amar.

O brilhantismo de David Yates está na dosagem perfeita deste novo lado negro de Hogwarts com romance e comédia moderada. Os encantos infantis, agora desaparecidos, deram lugar ao sarcasmo e à troca de diálogos afiados entre os adolescentes e professores. Surpreendentemente, o trio que sempre foi o mais fraco no quesito atuação, melhorou consideravelmente, deixando de lado a vontade de aparecer pela vontade de fazer o espectador acreditar nas complexas emoções que eles tem que vivenciar. É claro que, perto de talentos estupendos como Michael Gambon que vive Dumbledore, e Alan Rickman, que encarna o duvidoso professor Snape, a atuação dos jovens ainda fica apagada, mas cumpre o propósito de fazer corações novos suspirarem a crítica sorrir.

Mas é, sem dúvida, o lado negro desta nova produção que coloca Harry Potter em um patamar acima, para deixar de ser apenas um filme de fantasia e se transformar em um espetáculo de câmeras, falas, choros e risadas. Ele é extremamente bem sucedido em colocar o espectador dentro de Hogwarts, nas ruas apertadas do Beco Diagonal ou na -agora não tão alegre - Hogsmeade.

Este sexto filme deixa os espectadores e fãs com água na boca, ansiosos pela última parte da série que, para os desavisados, será dividida em duas: uma com a estréia prevista para 2010 e a outra para 2011. É hora de aguardar por Harry Potter e as Relíquias da Morte e comprovar se ele vai conseguir finalizar com a chave de ouro que acabou de ser apresentada ao mundo.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Transformers: The Revenge of the Fallen


Bom eu não posso pedir desculpas o suficiente para mim mesma e para vocês para não estar atualizando o blog, mas antes tarde do que nunca. E agora, ao filme de hoje.


Ficha Técnica:

Transformers: A Vingança dos Derrotados (Transformers: Revenge of the Fallen) EUA 2009

"Revenge is coming"

Diretor: Michael Bay

Escritores: Ehren Kruger e Roberto Orci (história)

Estúdio: DreamWorks SKG

Elenco: Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel, Ramon Rodriguez.


Dois anos depois do combate travado entre os Decepticons e os Autobots no planeta Terra, uma vingança começa a ser planejada. Um grupo de Decepticons que permaneceu escondido procura um fragmento do cubo que foi destruído por Sam Witwicky para ressucitar uma arma lendária.

Sempre achei mais fácil falar mal de um filme do que falar bem. Talvez seja por isso que todos os críticos são tão chatos. Os defeitos são sempre mais berrantes do que as qualidades. Mas Transformers, embora tenha uma ENORME quantidade de defeitos, escapa das garras do público que já entra na sala de cinema tendo certeza que vai amar o filme que conquistou tantos em sua primeira versão.

Chega a ser difícil organizar a enormidade de fatores que tornam Transformers, no mínimo, fraco. O mais geral é a tentativa absolutamente ridícula de ter uma história para embasar os combates. O enredo não é nem um pouco convincente e faz uma tentativa fraca de engalobar o espectador enquanto lhe dá uma série de informações furadas para engolir.

Passando disso, vamos ao segundo defeito mais grave: a duração. E não estou me referindo a duração do filme no total embora esta também seja reprovável. Estou me referindo aos combates violentos e intermináveis entre cada meia dúzia de robôs a cada cinco minutos de filme. Em uma hora, mal é possível aguentar ver mais pedaços de metal voando e monumentos sendo arrebentados pelas criaturas gigantescas. As lutas são bem feitas, elaboradas e tudo que faz um bom filme de ação, mas são completamente assassinadas pela duração insuportável das mesmas. A última cena no deserto, literalmente dá vontade de levantar.

E falando em deserto, vamos falar de roteiro um pouco. Tudo bem, o ponto que vou levantar talvez não seja tão crucial em um filme onde a inteligência do roteiro não é levada em conta. Mas dizer que vão largar alguém no golfo de Aqaba, cair em cima das pirâmides e ir andando até Petra, é uma estupidez digna de amadores. Se você não entendeu, que ótimo. Se quer entender pegue um atlas e verifique bem a asneira.

Terceiro: nosso brilhante elenco e suas pífias tentativas de humor inteligente. Shia Labeouf é bom. Só bom. Mas infelizmente, depois de fazer tantos filmes, ele virou uma espécie de Hugh Grant de ação: seu papel é sempre de... Shia LaBeouf. O menino Ramon Rodriguez é simplesmente Shia LaBeouf-versão latino americana. E Megan Fox.. Ah Megan Fox. Completamente incapaz de atuar, mas talvez a única que cumpre o seu propósito no longa confuso e estapafúrdio: o de ser um acessório de cena, um mulherão que entende de carros e os conserta de short. Aliás, é assim que ela aparece na primeira cena, mas sua dobrada sobre o capô do Camaro em Transformers 1 ainda ganha o prêmio.

Michael Bay tem um talento extraordinário para dirigir filmes gigantescos de ação como Transformers. Mas este novo projeto em nada se assimila a outros como os brilhantes Armageddon e A Rocha. A impressão é que Bay teve dó de deletar algumas cenas que lhe custaram milhões de dólares e acabou fazendo uma salada, consciente de que seus espectadores, que tem Megan Fox suada e um monte de robôs se quebrando, não iam prestar atenção alguma no que estava acontecendo além disso.


NOVIDADES: Sim, Transformers 3 já está em produção e a previsão é de que saia por aqui em 2012. A expectativa aumenta...


Fico por aqui hoje!

Até breve!

terça-feira, 19 de maio de 2009

X-Men Origins: Wolverine

Ficha Técnica:

X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origins: Wolverine)

Diretor: Gavin Hood

Escritores: David Benioff e Skip Woods (roteiro)
Stan Lee (quadrinho)

Estúdio: 20th Century Fox Film Corporation

Elenco: Hugh Jackman, Live Schreiber, Lynn Collins, Dominic Monaghan, Taylor Kirstch, Will.I.AM, Ryan Reynolds

O filme X-Men Origins conta a origem do amado personagem da Marvel, Wolverine. Depois que o garoto James Logan sofre uma tragédia e descobre que é mutante, ele e seu irmão Victor fogem e constroem uma vida juntos, sempre participando de guerras e combates. Quando o Coronel William Stryker convoca ambos para uma equipe composta somente por mutantes, James e seu irmão passam a ver uma oportunidade nos seus dons. A ilusão não dura e James, que posteriormente ficaria conhecido como Wolverine, inicia uma guerra com Victor e Stryker, que iria durar por muitos anos depois do fim desta história.

Wolverine sofre de um mal que acomete quase todas as grandes produções de hoje: a expectativa. Embora a publicidade excessiva e os olhos ansiosos dos fãs ajudem no faturamento, elas prejudicam a qualidade. Não no sentido de que o filme fique ruim, mas é extremamente difícil agradar a todas aquelas pessoas que querem ver seu herói de antigamente com glória e perfeição nas telas.

Primeiramente: cinema é diferente de quadrinho. Sou fã dos dois e embora já tenha me decepcionado com muitas produções, Wolverine não foi uma delas. Segundo: atores são pessoas e jamais poderão corresponder à visão que cada fã tem de um personagem. O truque então, é apostar na qualidade da produção (quase) independente de sua origem.
Wolverine é um filme de ação e não é de se esperar que ele ofereça jogos de câmera diferentes. Mas em uma de suas primeiras cenas, o longa surpreende e mostra uma qualidade técnica excepcional, mas que infelizmente não se mantém. Uma seqüência durante os créditos iniciais mostra a vida de James e do irmão evoluindo através das guerras civil, mundial, vietnã... Nestes poucos minutos de stills e cortes perfeitos, regados de efeitos bem dosados, o universo dos personagens é apresentado e nós presenciamos a construção de suas personalidades sobre panos de fundo extremamente atraentes.

Esta cena basta para fisgar o espectador, mas o restante é bastante óbvio. Algumas cenas de ação muito exageradas e dispensáveis além de tentativas excessivas de cenas “de efeito”, fazem cair a qualidade do filme. Ainda assim, o talento de Hugh Jackman, o charme do tão esperado Gambit e a fragilidade da situação dos mutantes ainda no principio consegue tirar o filme do fracasso e transforma-lo em uma diversão com muitas explosões e piadinhas. Nada soberbo ou original, mas puramente divertido.

Fico por aqui hoje!
Até breve!

sábado, 9 de maio de 2009

Star trek


Ficha Técnica:

Star Trek (Star Trek) EUA 2009

"The future begins"

Diretor: J.J Abrams

Escritores: Roberto Orci e Alex Kurtzman (roteiro)

Gene Roddenberry (série)

Estúdio: Bad Robot

Elenco: Zachary Quinto, Chris Pine, Eric Bana, Zoe Saldana, John Cho, Simon Peg, Karl Urban


Star Trek narra o princípio das histórias dos infames Capitão James T. Kirk, Spock e todos os outros membros da U.S.S Enterprise. Sob a ameça de um ataque romulano e a iminente destruição do planeta Vulcano, a nave U.S.S Enterprise parte para sua primeira e histórica missão com a equipe que conquistou milhões de fãs no mundo inteiro.

Como falar de Star Trek sem ferir a lenda? Os fãs da série, conhecidos como os maiores geeks da cultura norte americana certamente ficaram de olho nesta nova produção, com temor de que a ambição de Hollywood por ser sempre grande pudesse estragar a delicadamente construída reputação deste ícone da TV. Como pessoa que tem fé na capacidade do cinema de ressucitar grandes ícones, fiquei simplesmente estarrecida. Como conhecedora, mas não fã, de Star Trek, fiquei extremamente satisfeita.

Star Trek conquista nas primeiras cenas: agitadas, nobres, sensíveis e épicas. A introdução do universo e dos charmosos personagens ficam claras nas primeiras explosões e trocas de diálogo afiados. Impossível não se sensibilizar com a atitude heróica do Capitão George Kirk e não ficar abalado com aquela pequena figura de orelhas pontudas e olhos ferinos que demonstram um dilema que é construído de forma sutil e magnífica. Não fosse por estas grandes cenas que abrem a produção, talvez o impacto não seria o mesmo.

Mas, ao contrário de muitos filmes que apostam nas exaustivas cenas de efeito, Star Trek mantém a qualidade, transportando mesmo os espectadores alheios ao universo de Klingons e Vulcanos a uma aventura pelo espaço como somente Star Wars tinha conseguido. Esqueçam os clichês. Este novo Star Trek paralisa o olhar com cenas espetaculares e acima de tudo com personagens capazes de direcionar a atenção para eles, mesmo quando o universo está se desfazendo pela janela da imensa U.S.S Enterprise.

Spock é, sem dúvida alguma, o trunfo do filme. Com olhar penetrante e uma frieza que conquista, Zachary Quinto, conhecido por seu papel em Heroes, é o anti-herói ideal, torturado por uma indecisão que remonta ao seu nascimento e forçado constantemente a superar seus próprios limites. Kirk é o bonitão, mas nem por isso deixa de divertir. Suas constantes panacadarias e sua capacidade inacreditável de se colocar nas piores situações possíveis certamente redefinirão o padrão do personagem para todos. E se a complexidade dos personagens não bastasse, a execução de uma história não tão original para que fique brilhante certamente o faria. O visual do filme, com sua naves gigantescas e sua completa falta de compromisso com o real que conhecemos, é espetacular no sentido grandioso da palavra. Não falta diversão para quem simplesmente quer ver uma troca de tiros e muitas explosões.

Por todos os ângulos, Star Trek é brilhante. Ele consegue domar todos os rebeldes e sem dúvida alguma carregar mais alguns adeptos à cultura dos klingons que creio eu, depois de tão magnífica obra, não será mais tão geek.


Fico por aqui hoje!

Até a próxima!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Knowing


Gente o blog está carente mesmo! Eu juro que estou tentando atualizar, mas eu mal mal tenho tido tempo de ver filmes!

Eu sinceramente espero que vocês tenham paciência né? Vamos tentar retomar em Maio porque Abril foi um fracasso! Ironicamente eu vi muitos filmes novos nos cinemas, na TV e em DVD, mas as críticas virão!

Então ao filme de hoje!


Ficha Técnica:

Presságio (Knowing) EUA 2009

"Knowing is Everything"

Diretor: Alex Proyas

Escritores: Ryne Douglas Pearson e Juliet Snowden (roteiro)

Estúdio: Escape Artists

Elenco: Nicolas Cage, Rose Byrne, Lara Robinson, Chandler Canterbury


Um grupo de alunos enterra uma cápsula com suas visões do futuro em 1959. Uma menina porém, Lucinda, não faz nada além de uma folha coberta por números na frente e no verso. 50 anos depois, a cápsula é aberta e o menino Caleb Koestler recebe a misteriosa folha de Lucinda. Seu pai, John, observa a folha e percebe que os números são datas e outros dados de catástrofes que já aconteceram e ainda vão acontecer em diversos lugares do mundo. Ele se encontra então em uma busca desenfreada pela verdade, que o irá levar a uma descoberta assustadora.

Presságio não é lá muito original na sua premissa: o fim do mundo. Este tópico já foi exaustivamente explorado, mas por motivos quase transcendentais, os espectadores continuam comprando as mirabolantes teorias da conspiração que levam à fantasia de sua própria destruição. Seja porque a humanidade gosta de se ver punida ou porque a boa e velha morte de alguns não satisfaz mais, a fórmula faz sucesso. E Presságio sabem bem disso, se utilizando de todo tipo de baboseira que puder encontrar para mostrar que os sinais estão bem na nossa frente.

E se há uma coisa que o espectador gosta mais do que o fim do mundo, é sua superioridade no conhecimento. As pessoas gostam de saber o que as outras não sabem, de participar daquilo que os mortais nem sabem que existe. Nicolas Cage interpreta justamente um homem fascinado com essa verdade. Ele vê em si mesmo a chance de se tornar um novo salvador da humanidade com seu interminável conhecimento de uma folha de papel. E aí começa o primeiro erro do filme: um homem relativamente descrente e desiludido, que, de uma hora para a outra passa a enxergar significado em uma folha que pessoas do seu tipo queimariam. E, inexplicavelmente, Cage passa a querer estar em todos os lugares onde as supostas tragédias vão acontecer. Não é um Messias muito inteligente.

Seu envolvimento inclui cenas desnecessárias como correr para dentro dos destroços de um avião, com um rosto estampado por um choque nada convincente, tirando vítimas do fogo. Como se isso fosse ajudar. Cage não tem sido feliz nas suas escolhas recentes de filme: Lenda do Tesouro perdido 2, Perigo em Bangkok, etc. Acho que o ator foi invadido por uma síndrome Sansão e perdeu a fonte dos seus poderes de discernimento depois que passou a usar implante (o que já é mais um reforço de sua falta de discernimento). O fato é que, Presságio não foge ao padrão.

O filme passa grande parte da sua extensão tentando convencer o espectador de um perigo iminente com jogos de câmera que lembram bem Bruxas de Blair ou Cloverfield e não é muito bem sucedido. A sensação de aflição é só para que o filme acabe e as coisas só ficam piores quando os roteiristas resolvem fazer uma bela salada entre Guerra dos Mundos, Independence Day e uma série de passagens bíblicas, desde Jesus à construção da arca de Moisés. Um sentimento de pena invade qualquer um ao constatar que o diretor Alex Proyas, do excelente "Eu, Robô", foi incapaz de criar o universo charmoso e inteligente como o fez com Will Smith.

Talvez o tópico de fim do mundo ainda mereça alguns filmes. Bons filmes como Armageddon ou Independence Day (embora os EUA continue tomando todas as decisões). Mas Presságio certamente não cumpre sua função de filme revolucionário e muito menos de uma boa aventura. Só mostra a crescente incompetencia de um ator que já fez filmes brilhantes e uma falta de originalidade para explorar um tema complexo.


Fico por aqui hoje

Até breve!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Mad Max


Ficha Técnica:

Mad Max (Mad Max) Austrália 1979

"The Maximum Force of the Future"

Diretor: George Miller

Escritores: Geroge Miller e Byron Kennedy (história)

Estúdio: Kennedy Miller Productions

Elenco: Mel Gibson, Joanne Samuel, Hugh-Keays Burne, Steve Bisley


Em uma Austrália futurística, uma espécia de justiceiro sobre rodas chamado Mad Max está sempre a disposição para livrar a cidade de malucos fora-da-lei. Mas quando uma gangue de motoqueiros assassinos, mata sua mulher e o seu filho, Max se vê arremessado em uma espiral de ódio e sede de vingança e fará de tudo para ter sua justiça.

Primeiramente vamos começar pela lenda e depois vamos ao filme. Segundo críticos e notícias até hoje, Mad Max foi um filme que marcou época por sua inovação e capacidade de fazer um bom filme com um orçamento muito baixo. Além disso, é de conhecimento geral que o filme foi responsável por lançar Mel Gibson ao estrelato, tornando-o o astro internacional que é hoje.

Bem, a lenda que me perdoe, mas o orçamento parece ter afetado bem diretamente o resultado. O filme é uma união de cenas, não mal-feitas, mas mal explicadas, sem relevância alguma para a história que por algum acaso também é bem fraca. O elenco é simplesmente péssimo e tenta sem sucesso algum imitar a loucura dos personagens profundos e excelentes do brilhante "Laranja Mecânica" de Stanley Kubrick, o que gerou várias comparações. Se algum deles salva, é realmente Mel Gibson, mas continua sendo um mistério como Mad Max pode ter atraído atenção suficiente para lançar alguém ao estrelato.

Os diálogos são bem fracos, a história não é envolvente e tudo acontece com uma rapidez que não permite que o espectador acompanhe o desenvolvimento das emoções, mas com uma lentidão que o faz ter vontade de interromper o filme ali mesmo. Acredito realmente que Mad Max tenha sido capaz de chocar as pessoas na época em que foi feito, gerando inclusive duas continuações, mas hoje, sinceramente não o recomendo.


NOTÍCIAS: O esperado filme "Os Vingadores" que reúne diversos heróis da Marvel tem sua estréia prevista para 15 de julho de 2011. Samuel L. Jackson já confirmou sua presença no papel de Nick Fury, nesta e em outras oito produções da Marvel como "Iron Man 2", "Thor" e "Capitão América". Além dele, já estão confirmados os atores Robert Downey Jr, que fará novamente o papel do homem de ferro e Don Cheadle, que substituirá Terrence Howard como o Coronel Rhodes.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Journey to the Center of the Earth


Ficha Técnica:
Viagem ao Centro da Terra (Journey to the Center of the Earth) EUA 2008
"Same Planet. Different World"
Diretor: Eric Brevig
Escritores: Michael D. Weiss e Jennifer Plackett
Estúdio: Walden Media
Elenco: Brendan Fraser, Josh Hutcherson, Anita Briem


Depois que um cientista desaparece, seu irmão Trevor Anderson parte para descobrir o que aconteceu com ele seguindo pistas de abalos sísmicos que o cientista investigava. A companhia inesperada de Trevor é a do filho adolescente do irmão, Sean, e juntos eles pedem a ajuda de uma guia de montanhas Hannah Asgeirsson que revela a eles que o desaparecido, assim como seu pai, era um Verniano, uma pessoa que acredita que as história do escritor Júlio Verne sejam verdadeiras. Seguindo as pistas do romance "Viagem ao Centro da Terra" o trio descobre as verdades e mitos deste mundo e se envolve em aventuras e perigos inimagináveis.

O diretor Eric Brevig realizou trabalhos brilhantes como supervisor de efeitos especiais da ILM em filmes como "Pearl Harbor", "A Ilha", "O dia depois de amanhã", "K-19" e muitos outros sucessos de crítica e público. Talvez fosse sensato então que permanecesse onde era seu território familiar. Em Viagem ao Centro da Terra, uma de suas poucas explorações no universo da direção, Brevig demonstrou juntamente com os roteiristas e aparentemente toda a equipe, exatamente o que fazer para fazer um filme dar errado.

O clássico do brilhante escritor Júlio Verne virou piada e filme de sessão da tarde, com direito a - ironicamente - efeitos visuais ridículos, explicações mirabolantes para uma história sem pé nem cabeça e diálogos tão fracos que dão vontade de chorar. A Walden Media, que vem apostando em filmes de fantasia como Nárnia e o maravilhoso "Ponte para Terabítia" errou feio neste longa exceto talvez pela escolha do ator mirim Josh Hutcherson que é o único sopro de ar fresco no filme. Brendan Fraser, que tem capacidade de atuar mas não de escolher os filmes em que o faz, é vítima mais uma vez de sua própria vontade de ser carismático demais e acaba exagerando.

O mundo que é encontrado no centro da Terra (depois de uma escorregada por um túnel praticamente infinito que é amortecido por um cobertor de água - sentiram o drama?) é bem fraco, sem imaginação e lembra mais as críticas feitas aos insetos gigantes de King Kong do que ao maravilhoso universo criado por Verne. Em benefício e por pena de todos os grandes nomes envolvidos na produção do desastre podemos ao menos tentar colocar a culpa na tendência recente de filmes 3D que estão entrando bastante na moda. Por acharem que o 3D é o suficiente para impressionar, a equipe acaba esquecendo que filmes não são feitos só de efeitos e esquecem de embasar a produção com uma boa história e pessoas competentes.


Fico por aqui hoje.

Ate breve!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

I, Robot


Ficha Técnica:

Eu, Robô (I, Robot) EUA 2004

"What will you do with yours?"

Diretor: Alex Proyas

Escritor: Jeff Vintar

Estúdio: Canlaws Productions

Elenco: Will Smith, Bridget Moynahan, Allan Tudyk, James Cromwell


No ano de 2034, a grande maioria das funções simples do dia-a-dia são realizadas por robôs. Estes robôs possuem um sistema supostamente infalível de segurança: as Três Leis. A primeira estipula que um robô jamais pode ferir um ser humano. A segunda, que um um robô deve sempre obedecer as ordens um ser humano se não for entrar em conflito com a primeira lei e a terceira, que um robô deve sempre se defender se isto não entrar em conflito com a primeira ou segunda leis. Tudo parece perfeito e seguro. Mas existe um detetive, Del Spooner, que não confia tanto assim nos homens de metal. Quando o criador das três leis Dr. Lanning morre por um aparente suicídio, Spooner é indicado para investigar uma trama que começa com um assassinato, mas que o leva a caminhos nunca imaginados e ele deve correr contra o tempo para salvar os humanos da perda total de sua liberdade.

Nos filmes de hoje, o futuro é retratado com um pouco mais de bom senso, não sendo nunca exibido em anos distantes demais ou mostrando coisas que são tão impossíveis que deixam o espectador alienado. Na década de 50, os filmes mostravam o ano 2000 como o ano dos carros voadores e das comidas em cápsulas. O Det. Spooner de Eu, Robô é exatamente uma crítica a esta imaginação ou desejo automatizado demais. Ele é viciado no seu All-Star (uma relíquia da época), seu som é igual ao que temos hoje, e ele ainda dirige manualmente um carro movido a - vejam só - gasolina. Embora Eu,Robô seja um filme majoritariamente de ação, ele levanta questões cada vez mais presentes no mundo globalizado.

O que é um robô? Do que a chamada Inteligência Artificial é capaz? Um cérebro é suficiente para que um robô assegure o bem estar dos humanos, dotados de princípios éticos e sentimentos que influenciam na tomada de decisões? A resposta para todas as perguntas ainda não existe e justamente por isso fornece material suficiente para Hollywood se esbaldar e criar todo tipo de personagem com conflitos internos ou tramas que mostram a falha das máquinas. Como feito em "Matrix", o diretor Jeff Vintar mostrou o único resultado lógico para um sistema que é mais inteligente e desenvolvido do que o de seu próprio criador: a revolução. Embora um robô não se revolucione por insatisfação, ele pode muito bem fazê-lo por uma associação lógica, puramente consttuída de números que lhe indique que aquela é de fato a melhor opção. Mas o problema da intêligencia artificial está justamente no discernimento que os humanos conseguem fazer: nem sempre o mais lógico é o mais correto.

Os diálogos inteligentes, o enredo instigante, a arte visual brilhante e a atuação sempre impecável do astro Will Smith rendem um lugar a Eu, Robô na prateleira de "filmes pensantes" embora ele não seja pretensioso o suficiente para exigir apenas um público "super gênio". Recheado com ação e pitadas de originalidade.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Star Wars




Ficha Técnica:

Guerra nas Estrelas (Star Wars) EUA

"May the force be with you"

Diretor: George Lucas

Elenco: Mark Hammil, Harrisson Ford, Carrie Fisher, Natalie Portman, Samuel L. Jackson, Ewan McGregor, Hayden Christensen.

Bem a crítica de hoje vai ser um pouco especial. Por sugestão do meu irmão a toa em seu escritório, vou fazer uma crítica dos seis filmes que mudaram a história do cinema, dos efeitos especiais e da ficção científica. A série Star Wars. São eles: Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999), Episódio II: O Ataque dos Clones (2002), Episódio III: A vingança dos Sith (2005), Episódio IV: Uma nova esperança (1977), Episódio V: O Império Contra-Ataca (1980) e o Episódio VI: O Retorno do Jedi (1983).

Uma super resumida na história para quem ainda não conhece. Em uma outra galáxia, há muitos anos atrás, existe uma raça de guerreiros superdotados chamados de Jedi. Estes guerreiros se utilizam de um poder chamado de Força para defenderem os ideais da Federação e da República Intergalática. Há uma lenda que circula entre estes Jedis, de um escolhido, um guerreiro mais poderoso do que todos os outros que trará equilíbrio à Força. Este menino é encontrado por Qui-Gon Jin e Obi-Wan Kenobi, dois mestres que prometem treiná-lo. O jovem Anakin Skywalker cresce para se tornar uma perigosa ameaça, dominada pelo medo e pela vingança e que acaba passando para o lado negro da Força. Se aproveitando desta situação, o Chanceler Supremo Palpatine, executa um golpe de estado e instala o império, aniquilando quase todos os Jedis da face do universo e utiliza Anakin, agora conhecido como Darth Vader para dar segurança aos seus planos. O problema do império surge com o aparecimento do filho de Anakin, Luke Skywalker, que prova ser tão talentoso quanto o pai, e junto com um soldado chamado Han Solo, uma princesa chamada Léia e uma outra boa quantidade de aliados, deve destruir o Império e trazer paz para a galáxia.

Original? Para a época foi. E muito. Hoje, tantos filmes já copiaram as idéias de Star Wars que quem nunca assistiu aos filmes, os acha extremamente clichês. Mas George Lucas, o visionário diretor que teve a idéia mais absurda da década de 70, criou a história 100% de sua mente e encantou os públicos, quebrou recordes, e deu início à saga de maior sucesso na história do cinema. Os efeitos especiais vistos em Star Wars, nunca tinham sido feitos em lugar algum e deram uma vivacidade e vertiginosidade à história que fazia os espectadores pularem de seus assentos.

George Lucas lançou primeiro os episódios IV, V e VI para mais de 15 anos depois, mostrar ao público ansioso, o início da saga do infame vilão Darth Vader. Embora a história de Star Wars seja interessante, é preciso admitir que seu charme está quase que inteiramente nas naves, lutas e efeitos especiais. Por este motivo somente, é que mesmo depois de tanto tempo, a saga conseguiu manter ou melhorar sua qualidade. Os atores antigos são melhores, (nem todos), mas os recursos de hoje permitem que se crie uma aventura de proporções ainda mais espaciais que envolve quem a assiste por inteiro. Unidos os filmes levaram 7 Oscars e foram indicados para mais inúmeros prêmios. O casal Han Solo e Léia conquistou as platéias do mundo inteiro e este amor fez os narizes dos fãs se entortarem com o casal da nova geração: Padmé e Anakin Skywalker. O amor de Solo e Léia era divertido e irreverente enquanto o de Padmé e Anakin é maçante, meloso e cheio de drama.
Um dos maiores must-sees para qualquer fã da sétima arte, Star Wars é uma obra brilhante, de um diretor visionário, que literalmente foi para fora deste mundo para trazer o melhor do entretenimento em ficção científica.

Fico por aqui hoje!
Até breve!