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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Harry Potter and the Half-Blood Prince


Ficha Técnica:

Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Harry Potter and the Half-Blood Prince) RU/EUA 2009

"Once again, I must ask to much of you Harry"

Diretor: David Yates

Escritores: Steve Kloves (roteiro)

J.K. Rowling (livro)

Estúdio: Warner Brothers Pictures

Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Bonnie Wright, Michael Gambon, Jim Broadbent, Alan Rickman, Helena Bonham-Carter.


Neste sexto filme da série Harry Potter, os bruxos da escola de Hogwarts são forçados a encarar o desafio cada vez mais próximo da batalha com o Lorde das Trevas, Voldemort. Dumbledore incumbe o jovem Harry a uma missão de suma importância antes de revelar um segredo sobre o seu maior inimigo. Enquanto isso, Hogwarts é dominada pelo medo de uma invasão dos Comensais da Morte e mudanças pessoais drásticas ocorrem na vida dos personagens.

Posso dizer que sou fã dos livros de Harry Potter. Não fã alucinada e etc, mas uma grande admiradora que se apaixonou pelos detalhes de um mundo tão cativante. Com a troca de diretores, roteiristas e abordagens, os filmes não foram capazes de sempre fazer jus ao universo delicado e rico de J.K Rowling. Mas felizmente, assim como os livros, as produções foram melhorando, mostrando a capacidade de conquistarem todo tipo de público e de sair do lugar comum (se é que uma escola de bruxaria pode ser comum), para mostrar o lado sombrio, difícil e interessante de uma história que parecia já ter dado tudo o que tinha para dar.

É nesta nova abordagem que o diretor David Yates (que também dirigiu o anterior "A Ordem da Fênix) se apoia. Ele deixa de lado as expressões de assombro de um Harry deslumbrado para dar lugar à transparência das emoções de um menino perturbado pelo seu passado e diante de um futuro incerto e assustador. Harry é, pela primeira vez, confrontado com as verdadeiras dificuldades de ser "o menino que sobreviveu".

Além dos óbvios desafios de enfrentar as artes das trevas, os protagonistas devem lidar (também pela primeira vez) com as dores do amor. Fica mais do que óbvio o romance-que-sempre-esteve-lá, entre Hermione e Rony e, mais complexamente, Harry descobre sua paixão pela menina Weasley de uma forma mais brusca do que no livro, mas ainda assim, sutil o suficiente para encantar.

O filme, em uma mudança inesperada, não deixa de lado os pequenos detalhes que transformam o universo de Rowling em algo tão único, para dar lugar somente ao desespero. Muito pelo contrário. O diretor se esforçou para mostrar que a boa magia (no cinema e no livro) ainda estava lá, com cenas preciosas como a filmagem da loja de traquinagens dos gêmeos Weasley em meio a um beco em ruínas, ou os famosos jantares na torre e os livros flutuando para as prateleiras à medida que Hermione conversa displicentemente com Harry. São estas coisas que são capazes de lembrar ao espectador que ele está assistindo uma história única, sobre magia e beleza, embora todo o mundo pareça desmoronar em volta das figuras que todos aprenderam a amar.

O brilhantismo de David Yates está na dosagem perfeita deste novo lado negro de Hogwarts com romance e comédia moderada. Os encantos infantis, agora desaparecidos, deram lugar ao sarcasmo e à troca de diálogos afiados entre os adolescentes e professores. Surpreendentemente, o trio que sempre foi o mais fraco no quesito atuação, melhorou consideravelmente, deixando de lado a vontade de aparecer pela vontade de fazer o espectador acreditar nas complexas emoções que eles tem que vivenciar. É claro que, perto de talentos estupendos como Michael Gambon que vive Dumbledore, e Alan Rickman, que encarna o duvidoso professor Snape, a atuação dos jovens ainda fica apagada, mas cumpre o propósito de fazer corações novos suspirarem a crítica sorrir.

Mas é, sem dúvida, o lado negro desta nova produção que coloca Harry Potter em um patamar acima, para deixar de ser apenas um filme de fantasia e se transformar em um espetáculo de câmeras, falas, choros e risadas. Ele é extremamente bem sucedido em colocar o espectador dentro de Hogwarts, nas ruas apertadas do Beco Diagonal ou na -agora não tão alegre - Hogsmeade.

Este sexto filme deixa os espectadores e fãs com água na boca, ansiosos pela última parte da série que, para os desavisados, será dividida em duas: uma com a estréia prevista para 2010 e a outra para 2011. É hora de aguardar por Harry Potter e as Relíquias da Morte e comprovar se ele vai conseguir finalizar com a chave de ouro que acabou de ser apresentada ao mundo.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

terça-feira, 23 de junho de 2009

City of Ember


Ficha Técnica:

Cidade das Sombras (City of Ember) EUA 2008

"Lights out"

Diretor: Gil Kenan

Escritores: Caroline Thompson (roteiro)

Jeanne Duprau (livro)

Estúdio: Walden Media

Elenco: Saoirse Ronan, Harry Treadaway, Bill Murray, Tim Robbins, Lucinda Dryzek


Quando o mundo acabou, uma cidade subterrânea foi construída para durar apenas 200 anos. Mas a caixa que continha as instruções para sair de Ember se perdeu ao longo das gerações e os cidadãos se conformaram com o conforto de viverem seguros na cidade. Mas o tempo acabou e cabe a dois jovens Lina e Doon, descobrir a saída que pode salvar a população de Ember.

A Walden Media ganhou destaque quando lançou sob o seu selo o filme "As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa". O sucesso de Nárnia levou a Walden Media a definir uma linha para as suas produções que mais tarde viriam a incluir "Ponte Para Terabítia", "Meu Monstro de Estimação" e "Príncipe Caspian". O que todas estas histórias tem em comum? São protagonizadas por crianças que vivem aventuras e aprendem lições sobre a própria força. A fórmula pode ser exaustiva, mas funciona e muito bem. Todos os filmes são capazes de prender o espectador pela força das atuações mirins (ao contrário de filmes como Harry Potter) e pelos magníficos cenários do inimaginável.

A história não é diferente com Ember. A cidade é simplesmente hipnotizante e um pouco claustrofóbica e consegue imergir o espectador em seu universo logo nos primeiros minutos. As atuações de Saoirse Ronan, indicada ao Oscar por Desejo e Reparação e do novato Harry Treadaway roubam a atenção de atores muxoxos como Bill Murray. Ember é uma espécie de Zion infantil, onde a vida é regida pela eletricidade, mas relembra mais as ditaduras do passado quando castiga aqueles que questionam sua realidade, em uma alusão às religiões radicalistas.

Embora tenha bom cenário, bons atores e boa direção, Ember não consegue escapar de diversas falhas de roteiro. Os ângulos de câmera inusitados e interessantes tentam deixar a história mais movimentada e emocionante do que realmente é. A expectativa é alta no começo e ainda maior no meio, quando Lina e Doon são forçados a enfrentar a tirania de um governante que sempre teve a última palavra, mas ela desmorona mais para frente, quando o espectador finalmente percebe que a missão dos jovens não vai ser assim tão difícil.

É neste ponto que Ember se diferencia de outras produções da Walden Media. Não é necessária nenhuma superação pessoal ou embate moral para que os personangens descubram a solução para os seus problemas. O plano se apresenta como uma sucessão de coincidências e com uma única e patética tentativa de intervenção por parte do prefeito da cidade, o pífio vilão da história. Quando fica claro que não haverão mais tentativas de impedir a dupla, o filme se torna uma simples passagem do tempo, já que o conflito final foi solucionado praticamente na metade de sua duração.

Como aconteceu com filmes como Eragon, a história é corrida demais e não dá muito tempo para que o espectador se envolva com as emoções tão confusas dos personagens. Posso praticamente garantir que o livro funciona bem melhor em mergulhar o espectador na agonia óbvia da contagem regressiva, fator que, sem esforço nenhum, consegue ser aflitivo. Assim que o ler, confirmo para vocês minhas suspeitas. Ember é sim, um bom filme, repleto de qualidades que fazem valer a pena assisti-lo. Mas infelizmente desperdiça a sua capacidade de ser muito mais.


Fico por aqui hoje!

Até breve!


sábado, 9 de maio de 2009

Star trek


Ficha Técnica:

Star Trek (Star Trek) EUA 2009

"The future begins"

Diretor: J.J Abrams

Escritores: Roberto Orci e Alex Kurtzman (roteiro)

Gene Roddenberry (série)

Estúdio: Bad Robot

Elenco: Zachary Quinto, Chris Pine, Eric Bana, Zoe Saldana, John Cho, Simon Peg, Karl Urban


Star Trek narra o princípio das histórias dos infames Capitão James T. Kirk, Spock e todos os outros membros da U.S.S Enterprise. Sob a ameça de um ataque romulano e a iminente destruição do planeta Vulcano, a nave U.S.S Enterprise parte para sua primeira e histórica missão com a equipe que conquistou milhões de fãs no mundo inteiro.

Como falar de Star Trek sem ferir a lenda? Os fãs da série, conhecidos como os maiores geeks da cultura norte americana certamente ficaram de olho nesta nova produção, com temor de que a ambição de Hollywood por ser sempre grande pudesse estragar a delicadamente construída reputação deste ícone da TV. Como pessoa que tem fé na capacidade do cinema de ressucitar grandes ícones, fiquei simplesmente estarrecida. Como conhecedora, mas não fã, de Star Trek, fiquei extremamente satisfeita.

Star Trek conquista nas primeiras cenas: agitadas, nobres, sensíveis e épicas. A introdução do universo e dos charmosos personagens ficam claras nas primeiras explosões e trocas de diálogo afiados. Impossível não se sensibilizar com a atitude heróica do Capitão George Kirk e não ficar abalado com aquela pequena figura de orelhas pontudas e olhos ferinos que demonstram um dilema que é construído de forma sutil e magnífica. Não fosse por estas grandes cenas que abrem a produção, talvez o impacto não seria o mesmo.

Mas, ao contrário de muitos filmes que apostam nas exaustivas cenas de efeito, Star Trek mantém a qualidade, transportando mesmo os espectadores alheios ao universo de Klingons e Vulcanos a uma aventura pelo espaço como somente Star Wars tinha conseguido. Esqueçam os clichês. Este novo Star Trek paralisa o olhar com cenas espetaculares e acima de tudo com personagens capazes de direcionar a atenção para eles, mesmo quando o universo está se desfazendo pela janela da imensa U.S.S Enterprise.

Spock é, sem dúvida alguma, o trunfo do filme. Com olhar penetrante e uma frieza que conquista, Zachary Quinto, conhecido por seu papel em Heroes, é o anti-herói ideal, torturado por uma indecisão que remonta ao seu nascimento e forçado constantemente a superar seus próprios limites. Kirk é o bonitão, mas nem por isso deixa de divertir. Suas constantes panacadarias e sua capacidade inacreditável de se colocar nas piores situações possíveis certamente redefinirão o padrão do personagem para todos. E se a complexidade dos personagens não bastasse, a execução de uma história não tão original para que fique brilhante certamente o faria. O visual do filme, com sua naves gigantescas e sua completa falta de compromisso com o real que conhecemos, é espetacular no sentido grandioso da palavra. Não falta diversão para quem simplesmente quer ver uma troca de tiros e muitas explosões.

Por todos os ângulos, Star Trek é brilhante. Ele consegue domar todos os rebeldes e sem dúvida alguma carregar mais alguns adeptos à cultura dos klingons que creio eu, depois de tão magnífica obra, não será mais tão geek.


Fico por aqui hoje!

Até a próxima!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

The Spirit


Ficha Técnica:

The Spirit (The Spirit) EUA 2008

"My city screams. She is my lover. And I am her spirit"

Diretor: Frank Miller

Escritores: Frank Miller (roteiro)

Will Eisner (quadrinhos)

Estúdio: Lionsgate

Elenco: Gabriel Macht, Scarlett Johansson, Eva Mendes, Samuel L. Jackson, Sarah Paulson, Jaime King, Dan Gerrity


The Spirit é baseada na famosa série de quadrinhos de Will Eisner sobre um policial, Denny Colt, que é assassinado mas volta a vida na forma do defensor de sua amada cidade cujo codinome é Spirit. A vida de Colt é cercada de belas mulheres incluindo sua musa Ellen, seu amor de infância Sand Saref e a própria morte, Lorelei, que anseia para ter o detetive em seus braços. Mas o único e verdadeiro amor de Spirit é sua cidade que lhe dá tudo que ele precisa e o abriga enquanto ele a protege. Spirit se envolve em uma troca poderosa entre Sand Saref e seu arquiinimigo, Octopus, e ele precisa descobrir o que cada um deles pretende.

Frank Miller foi aclamado por "Sin City" e posteriormente por "300" e mostrou ao mundo que ele possui uma forma única de fazer filmes, tornando seu estilo inconfundível. Ele também é responsável pelo quadrinho que deu origem ao filme "Batman Begins" e depois a "Batman: The Dark Knight". Miller constrói e dirige histórias politicamente incorretas, com um humor extremamente refinado, um certo nível de sensualidade e um toque noir no melhor estilo de filmes policiais da década de 50. Essa misturada toda pode parecer colidir, e realmente o faz, mas de uma forma surpreendente que não agrada a todo mundo, mas que é capaz de conquistar completamente outros.

Em The Spirit, Miller realiza seu melhor trabalho. O charme das muitas mulheres e a dureza porém sensibilidade do herói transformam o filme em uma deliciosa e irreverente viagem às paginas dos quadrinhos modernos. Scarlett Johansson como a bela Silken Floss é sem dúvida a melhor atriz do filme, mas ela tem a seu favor a interessante personalidade de Floss, uma mulher séria que não tem muita paciência para os teatros de seu soberano, Octopus. As brigas entre Octopus e Spirit são extremamente divertidas, com um "quê" de exagerado e uma pitada de épico.

O mais original dos filmes de Frank Miller porém é o visual. As cores são fracas, quase pretas e brancas no caso de The Spirit, com destaques para algumas cenas ou objetos de cores mais marcantes como a gravata vermelha do personagem principal - sua marca registrada - ou o brilho das jóias da sensual Sand Saref. Embora o tom seja de sobriedade, Miller arruma espaço suficiente para brincar e seduzir os espectadores com o constante jogo de palavras, o charme dos personagens e a simplicidade da história.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Cutthroat Island


Ficha Técnica:

A Ilha da Garganta Cortada (Cutthroat Island) EUA 1995

"The Course has been set. There is no turning back"

Diretor: Renny Harlin

Estúdio: Beckner/Gorman Productions

Elenco: Geena Davis, Mathew Modine, Frank Langella, Maury Chaykin


A capitã pirata mais procurada do mundo, Morgan Adams, está atrás de um mapa que a leve a misteriosa Ilha da Garganta Cortada e ao seu imensurável tesouro. Morgan compra um charmoso ladrão como seu escravo para que ele traduza as inscrições em latim do mapa e juntos eles devem enfrentar o mais temível adversário de todos: o tio de Morgan, Dawg Brown, que possui 1 das três partes do mapa e fará tudo que estiver a seu alcançe para pegar as peças que a sobrinha possui.

Depois de Piratas do Caribe, é um pouco complexo falar de filmes mais antigos. Quem detesta "maluquices" como as caveiras amaldiçoadas de Piratas do Caribe, vai adorar esta tradicional e cativante história sobre os piratas (quase) como realmente eram. Claro, Ilha da Garganta Cortada é antigo, e como tal não precisava se preocupar muito com a complexidade de seus vilões. Dawg é o típico vilão que mata os próprios companheiros quando recebe más notícias e tem falas tão óbvias que ficam cansativas. Mas a personagem da adorável e forte Genna Davis, a capitã Morgan Adams compensa os defeitos de Dawg em sua obstinação, originalidade e completa irreverência de uma mulher de bom coração, mas com atitudes politicamente incorretas.

Os cenários não variam: ilhas desertas, matas e muita água. A trama também não: sempre em torno de um tesouro e do famoso "X" que marca o local. Mas a ação bem feita, não dependente de efeitos especiais muito exagerados e a boa atuação de Geena Davis conseguem tirar Ilha da Garganta Cortada da categoria de filmes fracassados e o coloca no patamar de uma despretensiosa, mas deliciosa aventura que continuará encantando os mais diversos públicos por muitos anos que virão.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Series of Unfortunate Events


Ficha Técnica:

Desventuras em Série (A Series of Unfortunate Events) EUA 2004

"Don't say we didn't warn you"

Diretor: Brad Silberling

Estúdio: Paramount Pictures

Elenco: Jim Carrey, Meryl Streep, Liam Aiken, Emily Browning, Jude Law, Timothy Spall, Catherine O'Hara.


Um incêndio misterioso destrói a mansão da rica família Baudelair deixando os três filhos, Sunny, Klaus e Violet nas mãos de diversos parentes. As crianças possuem hábitos um tanto peculiares: Violet gosta de inventar coisas, Klaus de ler coisas, e Sunny de mordê-las. Todas estas habilidades são necessárias quando os três irmãos precisam escapar das garras do tio distante, Conde Olaf. Passando por lagos de sanguessugas, cobras gigantes e uma porção de soluções inteligentes, os irmãos Baudelaire mostram que são mais fortes juntos.

Desventuras em Série tem uma narração tão adorável quanto sua história e começa de forma pouco convencional. A voz tranquila de Jude Law avisa o espectador que esta não é uma história feliz, mas uma história sobre irmãos, sanguessugas, incêndios misteriosos e sociedades secretas. Com esta fala charmosa, inicia-se a conturbada e cativante história da família Baudelaire, e dos irmãos que com muita desenvoltura conseguem mostrar que a inocência infantil é melhor do que a anormalidade dos adultos, afetados por traumas, ganância ou loucura.

Eles passam pelo Conde Olaf, terrivelmente interpretado pelo exagerado Jim Carrey que só sabe tentar roubar a cena dos atores mirins e acaba quebrando a cara. Meryl Streep faz uma breve e brilhante aparição como a neurada tia Josephine que tem medo de corretores de imóveis e Timothy Spall encarna o banqueiro desorientado Sr. Poe. O verdadeiro charme está porém nos desconhecidos atores Liam Aiken e Emily Browning (Klaus e Violet) que mesmo com o tom sombrio do longa, acrescentam uma espécie de inteligência moderna a uma história totalmente original.

Cada pequeno detalhe, como o fato de Violet amarrar uma fita preta no cabelo quando vai inventar algo, é essencial na imagem que o autor pretende criar de que coisas ruins acontecem com gente boa, mas que isso não quer dizer o fim da alegria de uma família. O misterioso incêndio criminoso deixa o jovem Klaus, e com ele o espectador, extremamente curioso, e é interessante ver como as peças do quebra cabeça se encaixam pouco a pouco.

Escrito com beleza por Lemony Snicket e adaptado com tato por Brad Silberling, Desventuras em Série é uma produção fantástica que promete mudar a face dos desanimados filmes infantis.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Hauru No Ugoko Shiro


Ficha Técnica:

O Castelo Animado (Hauru no Ugoko Shiro) Japão 2004

Diretor: Hayao Myazaki

Estúdio: Dentsu Music and Entertainment

Elenco: Chieko Baisho, Takuya Kimura, Daijiro Harada, Akihiro Miwa


Sofi é uma vendedora de chapéus simples e honesta que vive em uma cidade assombrada pelos rumores de um feiticeiro que rouba o coração das mulheres para comê-los. Quando uma bruxa transforma a jovem bonita em uma senhora velha e feia, a única esperança para Sofi é procurar a ajuda do temido mago Hauru e seus companheiros, em um estranho castelo que se movimenta. Sofi irá logo descobrir que Hauru é um homem misterioso, com muito mais segredos do que ela jamais imaginou.

Castelo Animado mostra mais uma vez a imaginação do genial diretor japonês Hayao Myazaki, de "Viagem de Chihiro". Em Castelo Animado, de forma mais leve do que Chihiro, Myazaki realiza um conto de fadas moderno e maduro, com todos os elementos incomuns que ilustram suas histórias e com o habitual charme incompreensível de seus personagens. O mago Hauru, é um homem de mistérios, um homem do bem, que deixa que pensem que ele é cruel. Sofi por sua vez é a garota tímida e sem auto-confiança, que deslumbra Hauru por sua sinceridade e fé na bondade das pessoas. A bruxa que transforma Sofi em uma velha, é uma alusão à personagem do Mágico de Oz e apesar da bondade de Sofi, se irrita com sua aparência.

Como em Chihiro, Sofi passa por uma viagem que a transforma completamente, mas acima de tudo ela é responsável por ensinar a Hauru que nem tudo deve ser como ele deseja, e como uma dama, ela o educa e o faz se apaixonar por ela. Uma história de amor tão inconvencional como as belas paisagens e o estilo impecável de Hayao Myazaki, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor animação, além de outros prêmios e elogios da crítica mundial que consideraram o filme uma obra prima.


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sábado, 6 de setembro de 2008

Hellboy II - The Golden Army


Ficha Técnica:

Hellboy II - O Exército Dourado (Hellboy II - The Golden Army) EUA 2008

"Saving the world is a hell of a job"

Diretor: Guillermo del Toro

Estúdio: Dark Horse Entertainment

Elenco: Ron Perlman, Selma Blair, Doug Jones, Luke Goss, Anna Walton.


E direto das salas dos cinemas, vamos falar do novo filme do demônio herói que estreou ontem em todo o país.

A elite secreta do FBI composta pelo demônio Hellboy e companheiros, é convocada para uma missão de suma importância, quando um príncipe elfo rouba uma peça da lendária coroa de Bethmoora de um leilão. A coroa, dividida em três partes, dará ao príncipe Nuada o controle sobre o lendário e indestrutível exército dourado, e como ele, Nuada pretende travar a guerra contra os humanos. A última peça porém está na posse da irmã gêmea do príncipe, Nuala, que procura ajuda de Hellboy, Abe e Liz para lutar contra o irmão.

Por onde começar? Bem, melhor começar dizendo que não ouso comparar este filme com o desastre que foi o primeiro, e que merece ser esquecido. Em segundo lugar, devo apontar para mim, o defeito principal de Hellboy: o filme não consegue se aprofundar muito na história, não consegue criar aquela expectativa de quem será vitorioso, pois é extremamente previsível. Afora este fato, é um bom filme. Não excelente. Mas bom. O elemento de trama mais interessante é a maneira com que o "vilão", o temido príncipe Nuada é apresentado. Ele não tem um coração ruim, não quer dominar o mundo, não quer destruir tudo que vê pela frente. Ele simplesmente quer justiça para o seu povo que foi destruído pelos humanos tantas vezes antes. Nuada é uma espécie de ambientalista radical, que pela enésima vez no cinema, explicita a necessidade do homem de sempre ter mais, e sua falta de limites para saber quando parar e principalmente, sua total incapacidade de aceitar o diferente.

As criaturas mágicas que Nuada defende são "feias" como o próprio Hellboy, e por isso temidas pelos humanos. Temidas e caçadas. O próprio demônio enfrenta um dilema ao decidir de qual lado ele realmente está, uma vez que é desprezado pelos humanos. E estes dilemas morais tornam o filme mais forte do que seria com apenas um vilão movido pela ganância. E agora, ao principal: com Guillermo del Toro na direção, o filme adquiriu proporções épicas no quesito efeitos visuais. A imaginação de Del Toro não tem limites e suas criações mantém o espectador fascinado, deslumbrado pela originalidade dos cenários, personagens e histórias. Del Toro eleva o conto de fadas a um nível nunca visto antes e deixa no chinelo criadores de criaturas estranhas como George Lucas.

Afora a atuação de Ron Perlman como Hellboy que é simplesmente impecável, o restante do elenco não impressiona muito. Selma Blair está apagada como sempre, e Doug Jones que interpreta Abe está bem, mas nada digno de um Oscar. No geral, Hellboy impressiona. Ainda não é páreo para os colegas heróis como Batman e Iron Man, mas para um personagem tão complexo e tão pouco conhecido, este segundo filme lhe dá um bom começo para uma melhor reputação.


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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Nanny McPhee


Ficha Técnica:

Nanny McPhee- Uma babá encantada (Nanny McPhee) EUA 2005

"Behave or Beware"

Diretor: Kirk Jones

Estúdio: Universal Pictures

Elenco: Emma Thompson, Colin Firth, Kelly MacDonald, Thomas Sangster, Angela Lansbury.


O viúvo Mr. Brown sofre com o sete adoráveis, mas energéticos filhos que expressam a falta da mãe com uma bagunça e desobediência constantes. No auge da impaciência, Mr. Brown é misteriosamente levado a uma babá um tanto controversa e feia, chamada Nanny McPhee que alerta que enquanto não a quiserem, mas precisarem dela, ela ficará, mas quando a quiserem e não mais precisarem, ela precisa partir. Nanny McPhee usa de métodos mágicos e misteriosos para ensinar as crianças, enquanto estas devem lidar com o casamento que foi imposto ao seu pai e ,claro, tentar sabota-lo.

Nanny McPhee pode ser entendido como uma cópia do clássico da década de 60, Mary Poppins, mas embora ambas as histórias sejam sobre babás encantadas, a proposta é inteiramente diferente. Nanny McPhee tem de fato o melhor estilo Disney de encantamento, mas apresenta temas um pouco mais atuais, lidando com as crianças que não sabem como refletir o sentimento de ausência de uma mãe. Os métodos de ensino da babá, nada tem de cruéis, mas procuram sim, voltar contra as crianças as maldades que elas mesmas fazem, ensinando como seria melhor se fossem simpáticas e sinceras.

Nanny McPhee não deixa a desejar no quesito visual nem de atuação. O filme possui um colorido que complementa o clima da história e atores impecáveis nos papéis principais. Colin Firth, sempre versátil, sempre excelente, interpreta o pai Mr. Brown com força e fragilidade ao mesmo tempo. A inglesa Emma Thompson encarna a misteriosa babá com gentileza e delicadeza, mas ao mesmo tempo enorme sabedoria. Um papel difícil e executado com maestria por Thompson. E a revelação do filme é sem dúvida o jovem Thomas Sangster, que faz o papel do menino mais velho, Simon. O jovem ator sabe controlar as emoções e transmiti-las para a tela como um veterano, sejam elas de revolta, medo, alegria, dúvida ou desafio.

Um excelente filme para crianças e uma boa escolha para os adultos que como eu, ainda não perderam a criança interior. Mágico em todos os sentidos!


CURIOSIDADES: O jovem Sangster que interpreta Peter está sendo rodeado de rumores sobre seu papel no próximo filme de Spielberg, Tintin que começa a ser filmado na primavera. Os agentes de Sangster não confirmaram nem desacreditaram o fato de que Sangster, hoje com 17 anos, intepretaria o papel principal, do repórter intrépido e corajoso dos quadrinhos de Herge.


ESTRÉIAS: Hoje estréia o novo filme do anti-herói demoníaco HellBoy. Depois do fracasso enorme do primeiro longa, o brilhante Guillermo del Toro de "O Labirinto do Fauno" assume a direção das novas aventuras do demônio e sua equipe que devem lutar contra uma força chamada de Exército Dourado. No elenco, Ron Perlman, Selma Blair e James Dodd. A crítica tem exaltado o projeto e as expectativas estão altas. Comprem suas pipocas!


Fico por aqui hoje!

Até breve!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

El Laberinto del Fauno


Ficha Técnica:

O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno) México/Espanha 2006

What happens when make-believe believes it's real?

Diretor: Guillermo del Toro

Estúdio: Tequila Gang

Elenco: Ivana Baquero, Sergi López, Maribel Verdú, Ariadna Gil, Doug Jones


Na Espanha fascista de Franco em 1944, uma jovem menina chamada Ofelia descobre um brutal, mas fascinante mundo fantástico, onde um fauno revela seu verdadeiro destino: ela é uma princesa desaparecida do mundo subterrâneo, e para voltar junto dos seus ela deve realizar três tarefas antes da lua cheia. Ofelia recebe a ajuda de fadas e um livro que a guia pelos caminhos da casa de campo onde vive com a mãe e o cruel padrasto, o Capitão Vidal.

O Labirinto do Fauno rendeu 3 Oscars e diversos comentários de públicos e críticos do mundo inteiro. E não é por menos. O roteiro é extremamente inovador e deixa o espectador com uma dúvida que até hoje corrói as mentes de quem já assistiu ao filme: o mundo encantado do fauno é verdadeiro, ou Ofelia o inventa para fugir das tristes realidades da guerra? Não importando se é verdadeiro ou não, a trama de Ofelia é suficiente para manter qualquer pessoa agarrada à tela, torcendo por ela e esperando qual a próxima magia ou desafio que o misterioso personagem vai propor.

A menina Ivana Baquero, que interpreta Ofelia é excelente em sua demonstração de inocência e afeto infantil e resiste bravamente a opressão feita pelo capitão Vidal, que por sua vez é retratado com absoluta perfeição por Sergi López. Quando as pessoas sentem vontade de matar o vilão de um filme, é hora de bater palmas de pé para o ator que o interpreta, uma vez que o vilão é considerado muito mais difícil de fazer. Outro grande destaque é o Fauno, que ganha a voz de um ator e a expressão corporal de outro. A combinação parece ter dado certo, pois o personagem é misterioso até o último segundo e não deixa bem claro se suas intenções são boas ou ruins.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

sábado, 9 de agosto de 2008

The Spiderwick Chronicles


Ficha Técnica:

As Crônicas de Spiderwick (The Spiderwick Chronicles) EUA 2008

"Their World is closer than you think"

Diretor: Mark Waters

Estúdio: Paramount Pictures

Elenco: Freddie Highmore, Sarah Bolger, Mary-Louise Parker, Nick Nolte, Martin Short


Os gêmeos Jared e Simon Grace, junto com a irmã Mallory e a mãe, se mudam para uma antiga casa no interior que pertenceu ao tio bisavô dos meninos, Arthur Spiderwick. Lá Jared encontra um cômodo secreto, que guardava o maior tesouro de Spiderwick, um guia de campo para o fantástico mundo a nossa volta. Neste livro, estão registradas todas as descobertas que Spiderwick fez sobre o povo invisível que vive nos arredores da região, a grande maioria criaturas do bem. Porém existe um ogro chamado Mulgarath que mataria para possuir os segredos do povo de qual é inimigo e ao ler o guia, Jared libera a fúria de Mulgarath e deve proteger o livro a qualquer preço, junto com Simon e Mallory.

As Crônicas de Spiderwick segue uma onda recente de filmes como Nárnia ou Ponte para Terabítia, mas como os outros, possui originalidade mesclada aos elementos comuns. Freddie Highmore já pode ser chamado de um veterano do cinema e deu excelentes atuações em "Em Busca da Terra do Nunca" e "Fantástica Fábrica de Chocolate". Agora com 13 anos, Highmore ainda consegue cativar o público com um ar infantil, mas respeitável, como um bom ator da sua idade e encara em Spiderwick o desafio de interpretar gêmeos de personalidades opostas além do dobro de falas. A iniciante Sarah Bolger também impressiona no papel de pouco destaque de Mallory Grace, mas o verdadeiro encanto do filme é o cenário. As criaturas do livro são trazidas à vida de forma impressionante, ora grotescas, ora delicadas, mas sempre cativantes em seus papéis.

O filme é sim feito para crianças, o que não o impede de ser apreciado por adultos. Mas a diretriz principal é de fato infantil, e as lições são atuais, lidando com valores cada vez mais recorrentes na vida das crianças, como o divórcio e as brigas familiares. A magia retratada com perfeição pelo diretor Mark Waters é o diferencial principal de As Crônicas de Spiderwick, que consegue aliar uma equipe impecável de técnicos de computação gráfica com a imaginação inovadora de sua própria mente.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Stardust


Ficha Técnica:

Stardust - O Mistério da Estrela (Stardust) EUA 2007
The Fairy Tale that Won't Behave.

Diretor: Mathew Vaughn

Estúdio: Paramount Pictures

Elenco: Claire Danes, Charlie Cox, Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Sienna Miller, Mark Strong


Tristan é um jovem sonhador e diferente, fruto de uma misteriosa paixão, que para ganhar o coração de sua amada, promete a ela pegar a estrela cadente que ambos viram cair do céu em uma noite. O que Tristan não esperava é encontrar uma estrela sim, mas com forma e coração tão humanos quanto os dele. Tristan acerta então um acordo com a bela e relutante estrela Yvaine que irá dá-la de presente para a amada e depois a ajudará a voltar para casa. No caminho para casa porém, Tristan e Yvaine são forçados a lidar com bruxas que querem o coração da estrela, se encontram no meio de uma disputa pelo trono e são ajudados por piratas dos céus.

Stardust é uma destas histórias absolutamente encantadoras. O elenco forte e a originalidade absoluta do roteiro são as duas marcas mais fortes em uma história onde podemos encontrar aventura, romance, drama e magia. A escolha da delicada Claire Danes para interpretar Yvaine não podia ter sido mais feliz, assim como Michelle Pfeiffer no papel da bruxa Lamia e Robert De Niro como o pouco convencional capitão Shakespeare. Os pequenos toques como o conselho de falecidos príncipes que assiste a aventura dando de ombros, o esforço de um capitão pirata homossexual em parecer másculo e os constantes suspiros de desagrado de Lamia em relação ao seu envelhecimento são essenciais na construção de uma história divertida, mas que em momento algum perde o foco.

A trilha sonora não é espetacular, mas serve bem ao propósito de adicionar emoção a cada cena e pode ser descrita como tipicamente aventureira. O jovem Tristan é um pouco apagado, mas justamente por isso consegue encarnar o aventureiro tímido que descobre como se transformar em um homem. Stardust conta com um elenco brilhante, roteiro original, piratas, bruxas, cavaleiros e um amor de proporções cósmicas. Quem poderia pedir mais?


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Até breve!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

King Arthur


Ficha Técnica:

Rei Arthur (King Arthur) EUA 2004

Diretor: Antoine Fugua

Estúdio: Touchstone Pictures

Elenco: Clive Owen, Ioan Gruffudd, Ray Winstone, Keira Knightley.


Na véspera da libertação dos cavaleiros de Arthur, que são sármatas, o bispo de Roma pede uma última e extremamente perigosa missão para os homens. Eles devem resgatar uma família romana, cujo rapaz é o afilhado preferido do Papa e que está localizada no território dos temíveis Woads, uma tribo inimiga. Além disso a região está cercada por saxões que, na véspera da retirada romana da britânia, planeja uma invasão aos territórios da bretanha. Nessa viagem de resgate, Arhtur descobre que a Roma que ele e seus cavaleiros lutaram tanto para defender, verdadeiramente não existe e eles devem então travar uma batalha contra os saxões, se aliando aos outrora inimigos Woads que tem como membros a bela Guinevere e o mago Merlin.

Rei Arthur apresente uma versão um tanto diferente da lenda original de Arhtur e os cavaleiros da távola redonda e apresenta Arhur não como um rei, mas como um general de exércitos lendários. Essa abordagem foi trabalhada também no recente Best-seller de Bernard Cornwell, As Crônicas do Rei Arthur. Clive Owen foi uma excelente escolha para o papel de Arhtur que se diz ser uma homem gentil, sábio e forte. Lancelot já é mostrado de forma diferente, como um homem que foi arrancado de seu lar e luta por sua própria liberdade, sem se importar com ninguém além dos próprios amigos. A religião de Arthur é questionada pelo amigo que depois de presenciar tanta morte não pode acreditar que Deus esteja presente para proporcionar justiça ao mundo.

Guinevere e Merlin são a dose de pouco bom senso no filme. Guinevere consegue ser uma personagem até convincente e atraente apesar da "armadura" que serve apenas como apetrecho sensual. Merlin, que é um dos personagens mais importantes na lenda de Arthur, é tratado no filme como menos do que um coadjuvante, e lembra mais um mendigo doido do metrô de Nova York do que o sábio mestre que ajudou Arthur em toda a sua vida.

Rei Arthur tem boas cenas de ação e bons atores, mas deixa um pouco a desejar na elaboração da personalidade de alguns dos personagens como Guinevere. Ainda assim, para um assunto que já foi exaurido no cinema e na literatura, o filme apresenta uma nova visão que dá um aspecto mais interessante ao filme do que muitos de seus predecessores.


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quinta-feira, 10 de julho de 2008

The Water Horse: Legend of the Deep


Ficha Técnica:

Meu Monstro de Estimação (The Water Horse: Legend of the Deep) EUA 2007

Diretor: Jay Russel

Estúdio: Beacon Pictures/Walden Media

Elenco: Brian Cox, Emily Watson, Ben Chaplin, Alex Etel


E chegamos ao nosso 50° filme! Ainda estamos arranhado a superfície do mundo do cinema e existe muito a ser explorado, desde clássicos do terror aos filmes criados puramente de computação gráfica. Àqueles que me acompanharam neste curto período de tempo obrigada! E espero continuar escrevendo e tendo novidades para quem estiver disposto a descobrir um pouco mais sobre esta belíssima sétima arte!

E vamos ao filme de hoje!

Meu Monstro de Estimação conta a encantadora história de um menino sonhador e aterrorizado pela segunda guerra e como suas aventuras deram origem ao lendário Monstro do Lago Ness. Angus McMorrow é um garoto escocês que é fascinado pela água, mas ao mesmo tempo tem pavor dela. Seu único passatempo é esperar pela volta do pai que foi para a guerra e que lhe contava lindas histórias sobre o mar quando era mais jovem. Certo dia na praia, Angus descobre um curioso ovo, que dá a vida a um ser ainda mais curioso, uma espécie de dragão de água, e que Angus cria com todo o carinho enquanto observa a criatura se tornar enorme em um curtíssimo período de tempo. Com a ajuda da irmã Kirstie e do faz-tudo da casa, Lewis (que o ensina que a criatura é na verdade um cavalo d'água) Angus esconde o animal e o leva para o Lago Ness, onde muitas coisas põe a amizade de Angus e seu monstro Crusoé à prova.

A Walden Media parece ter um fraco (ou um forte) pelas histórias fantásticas de jovens. O estúdio é responsável por produções como "As Crônicas de Nárnia", "Ponte para Terabítia", "Loja Mágica de Brinquedos" e os futuros "Viagem ao Centro da Terra" e "A Ilha da Imaginação." Não é difícil perceber um padrão nas produções do estúdio que executa quase sempre com maestria a magia necessária para tornar destas histórias sucessos de bilheteria. Embora as vezes escorregue, a Walden Media mostra em Meu Monstro de Estimação que ainda possui o tato de fazer belíssimas histórias cercadas de magia, e capazes de entreter crianças, jovens e adultos. O segredo está na simplicidade de pensamento e em confiar mais na magia inerente às crianças ou aos personagens dos filmes do que necessariamente em cenários deslumbrantes ou computação gráfica impecável. E mesmo que estes dois últimos não sejam os principais, são fatores sempre em alta nos filmes da Walden Media e Meu Monstro de Estimação não é exceção.

O monstro Crusoé é tão adorável quanto só um monstrinho de computação gráfica criado com muita imaginação pode ser. É quase um ator em sua realidade e emoções e não demora a conquistar mesmo os militares mais duros. Os cenários da Escócia também fazem parte da construção do mundo mágico de Angus, com a névoa, os misteriosos lagos e as montanhas deslumbrantes. Tudo em Meu Monstro de Estimação se une em uma mistura perfeita, capaz de criar uma aventura charmosa repleta de emoções genuínas e que consegue capturar a atenção de espectadores de todas as gerações.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Mr. Magorium's Wonder Emporium


Ficha Técnica:
A loja mágica de brinquedos (Mr. Magorium's Wonder Emporium) EUA 2007
Diretor: Zach Helm
Estúdio: Mandate Pictures
Elenco: Dustin Hoffman, Natalie Portman, Zach Mills, Jason Bateman.


Em A Loja Mágica de Brinquedos, Molly Mahoney uma gerente confusa com a música que compõe tem que lidar com o dia a dia de um lugar muito especial. Uma loja de brinquedos onde tudo tem vida, especialmente o seu dono, Mr. Magorium. Magorium tem um jeito muito especial de ver a vida e quando percebe que a sua própria vai acabar depois de muitos e muitos anos, ele precisa convencer a imaginativa Molly a tomar as rédeas da loja. Para isso ele conta com a ajuda do garoto que é funcionário e colecionador de chapéus, Eric Apllebaum.

A Loja Mágica de brinquedos começa a ganhar pelas atuações excelentes de Natalie Portman e Dustin Hoffman (não que isso seja surpresa). Ambos retratam com perfeição pessoas diferentes e que não se importam em enxergar coisas que as vezes parecem um tanto lunáticas para homens sérios como o contador interpretado por Jason Bateman. Mas o mais especial contudo é a maneira com que a história é narrada, de forma adoravelmente louca, em capítulos com nomes muito interessantes e títulos dados a todas as pessoas como Jessica, que comprou um chapéu de cowboy ou Andy, o garoto que gosta de colorir. Assim é a vida de Mahoney e Magorium, magia em cada canto, em cada brinquedo, em cada pessoa. Há também outro detalhe especial, o fato de a loja ter vida e temperamento, como uma pessoa de verdade, que quando fica nervosa ou triste perde todas as suas cores para dar lugar a um cinza velho e esfumaçado.

Naturalmente, A Loja Mágica de Brinquedos não possui uma trama inteligente ou política, mas tem a intenção de provocar reflexão como tantos outros filmes do gênero sobre as pessoas que perdem a magia da vida, que vivem em um mundo cinza e sem música. E essa reflexão é feita na base da simplicidade de uma loja de brinquedos. Pois segundo Magorium, é preciso acreditar para ver.


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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Bridge to Terabithia


Ficha Técnica:

Ponte para Terabítia (Bridge to Terabithia) EUA 2007

Diretor: Gabor Csupo

Estúdio: Hal Lieberman Company

Elenco: Josh Hutcherson, Anna Sophia Robb, Robert Patrick, Zooey Deschanel


Em Ponte para Terabítia, Jess, um garoto pobre e um tanto solitário tem sua vida virada de ponta cabeça ao conhecer a imaginativa Leslie. Para fugir dos problemas da escola e de casa, Leslie e Jess criam juntos um mundo fantástico chamado Terabítia. Jess resiste a princípio, não acreditando nas coisas que Leslie diz ver, mas a imaginação da garota é tão espetacular que ele começa a enxergar Terabítia em cada detalhe, como se ela fosse de fato real.

Não há uma maneira certa de começar a descrever a beleza e perfeição que é Ponte para Terabítia. A história é simplesmente mágica e ao contrário de outros filmes do mesmo gênero, Terabítia se aproveita mais das excelentes atuações de Anna Sophia Robb (Leslie) e Josh Hutcherson (Jess) do que da computação gráfica ou da verdadeira criação de um mundo novo. Anna Sophia é uma agradabilíssima surpresa, uma menina que transmite vivacidade e especialmente a energia positiva e imaginação de sua personagem. O mesmo acontece com Josh, que interpreta com perfeição as dificuldades de uma quase-adolescência. A amizade entre Leslie e Jess é pura, simples e perfeita. Ela imagina, ele desenha e juntos eles descobrem o poder de ter um ao outro mesmo nas horas mais difíceis.

Ponte para Terabítia é um drama, e como todo bom drama tem uma lição a nos passar. Leslie vê o potencial em todas as coisas, o potencial de se tornarem coisas boas e de ver a vida como uma aventura a ser descoberta. E esse é o segredo de sua felicidade. A lição principal que ela passa porém é "fechar os olhos, mas manter a mente bem aberta". Em um mundo onde tudo é entregue pronto, brinquedos, filmes e jogos, Ponte para Terabítia destaca a importância da imaginação e o poder que ela tem na mente de quem realmente acredita.

Um filme absolutamente brilhante em todos os seus aspectos e devo dizer, um dos meus favoritos. Vale mesmo a pena conferir.


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Até breve!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Charlie and the Chocolate Factory


Ficha Técnica:

A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory) EUA 2005

Diretor: Tim Burton

Estúdio: Warner Bros Pictures

Elenco: Johnny Depp, Helena Bonham-Carter, Freddie Highmore, David Kelly, Deep Roy, Christopher Lee.


A Fantástica Fábrica de Chocolate, remake do filme de Mel Stuart de 1971, conta a história de Charlie, um menino simples e de bom coração que vê uma oportunidade imperdível ao ser um dos ganhadores do bilhete de ouro do doceiro mais famoso do mundo, Willy Wonka. O bilhete, dá direito a um dia de visita acompanhado por um responsável, tendo como guia o próprio misterioso e controverso Wonka e ao fim deste dia será dado a uma das crianças um presente especial.

A Fantástica Fábrica de Chocolate é visualmente deslumbrante. Todas as cenas em cores vivas e personagens cômicos foram inspirados nas verdadeiras ilustrações do livro e capturam a imaginação como nunca fora feito antes. Tim Burton (como já mencionei um dos meus diretores preferidos) entendo de imaginação como ninguém mais e não deixa a desejar em cada mínimo detalhe do filme.

O elenco (que Burton gosta de manter) conta com três nomes já presentes em outras produções do diretor: Johnny Depp que interpreta Wonka, Freddie Highmore que interpreta Charlie e Helena Bonham-Carter que interpreta a mãe de Charlie. É claro pela atuação sem falhas dos três, em especial de Depp e Highmore, que Tim Burton sabe escolher os atores de seus filmes, pois ninguém mais poderia ter dado vida ao excêntrico Willy Wonka da maneira com que o (também excêntrico) Johnny Depp o fez. E Highmore já é famoso por seu charme infantil e excelente atuação sem apelar para o "ser bonitinho". Além disso, as crianças que contracenam com Freddie também são excelentes e ofuscam os adultos em muitas das cenas.

Embora o elenco e o visual do filme sejam livres de crítica, o que realmente difrerencia A Fantástica Fábrica de Chocolate de um filme bobo e sem propósito são os ensinamentos que o filme traz para os pais e não para as crianças. O longa mostra as consequências de comportamento comum nos pais modernos que criam seres humanos abomináveis que tem que aprender da pior forma possível. Mimar, incentivar a obsessão por vitória, não cuidar da alimentação e deixar que a criança largue livros e atividades ao ar livre por televisão e videogames o tempo todo são os problemas retratados por cada criança que vai a fábrica. E cada uma delas, sofre as consequencias dessa educação falha, passando por humilhação e derrota.

A Fantástica Fábrica de Chocolate vale por todos estes fatores unidos. A trilha sonora brilhante de Danny Elfman, a direção espetacular de Tim Burton, o brilho individual dos atores, o visual impecável e a história completamente imaginativa, mas pertinente aos valores reais e atuais tornam o longa um must see na lista de qualquer pessoa.


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domingo, 1 de junho de 2008

The Chronicles of Narnia: Prince Caspian


Ficha Técnica:

As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian (The Chronicles of Narnia: Prince Caspian)

Diretor: Andrew Adamson

Estúdio: Walt Disney Pictures

Elenco: Ben Barnes, Anna Popplewel, Georgie Henley, Skandar Keynes, William Moseley


Até que gostaria de ter falado um pouco de O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa (o primeiro filme de Nárnia) antes, mas nao tendo sido possível vou contextualizar brevemente. No primeiro filme da série baseada nos sete livros de C.S. Lewis, As Crônicas de Nárnia, quatro irmãos ingleses são transportados a um reino mágico, de onde descobrem serem os futuros reis e rainhas, depois de travarem batalhas com forças malignas. Neste segundo filme, os irmãos Pevensie são chamados de volta a Nárnia por um príncipe refugiado das terras vizinhas, Caspian. Juntos, eles devem lutar contra o tio de Caspian, que quer o sobrinho morto para ter direitos sobre o trono e cuja nação, Telmar, dizimou as criaturas mágicas de Nárnia e os mantém sobre constante vigilância.

C.S Lewis é junto com Tolkien meu autor preferido. E Nárnia é sua obra prima. Desnecessário dizer que os filmes não chegam perto de traduzir toda a beleza e magia dos livros de Lewis, mas isso não quer dizer que não sejam excelentes. Já ouvi mais de uma vez "Ué, mas Nárnia não é pra crianças?" Eu responderia que não embora compreendesse quem pensa de forma diferente. O primeiro filme é mais infantil que o segundo, mas é igualmente brilhante. As crianças de Nárnia ao contrário dos atores mirins de filmes como Harry Potter, transmitem maturidade e ao mesmo tempo inocência para o espectador.

A surpresa maior para mim foi o personagem Edmund. Tratado nos filmes como típico assistente de herói, Edmund impressiona muito mais que Peter e Caspian que são os mais bonitos, mais fortes e principais. Edmund luta melhor, é melhor ator, tem os diálogos mais interessantes e o ar mais convincente. Caspian é bom também, mas talvez certinho demais para uma guerra e Peter sofre tantos conflitos internos que se perde no filme. A menina Georgie Henley que interpreta Lucy, a mais nova, está adorável e corajosa como no primeiro e é o maior trunfo do filme. Sua irmã, Susan (Anna Popplewel) melhorou consideravelmente do primeiro filme e está mais adulta, mais treinada e simplesmente perfeita nas cenas de combate.

O enredo do novo filme está melhor, os atores amadureceram e as cenas de luta são espetaculares sem serem exageradas. Sou fã de Nárnia (agora mais ainda) e aguardo ansiosa para os próximos filmes!


CURIOSIDADES: Bem para quem não sabe, Nárnia é composta de sete livros. O primeiro filme da série é o segundo livro. E o segundo (Principe Caspian) é o quarto. Na verdade creio que o estúdio tenha escolhido os livros onde os irmãos Pevensie aparecem e estes são somente quatro. Em cada livro, crianças diferentes vivem aventuras e no último, TODAS a exceção de Susan voltam a Nárnia juntas. Quem gosta de ler, não perca a oportunidade de ler os sete livros!


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terça-feira, 13 de maio de 2008

The Golden Compass


Ficha Técnica:

A bússola de Ouro (The Golden Compass) EUA 2007

Diretor: Chris Weitz

Estúdio: New Line Cinema

Elenco: Eva Green, Daniel Craig, Nicole Kidman, Dakota Blue Richards, Freddie Highmore, Ian McKellen.


A bússola de ouro é baseado na trilogia literária do mesmo nome. A trama se desenvolve em uma das dimensões existentes no universo, que são ligadas pelo "pó". Nesta dimensão, paralela a nossa, as pessoas possuem animais chamados "dímons" que são os receptáculos de suas almas e uma grande instituição chamada de Magistério controla tudo em uma espécie de ditadura moderada. No meio disso tudo há uma garota corajosa chamada Lyra Belacqua que supõe-se ser a criança de uma profecia, capaz de ler e interpretar um objeto muito cobiçado pelo magistério, um elitiômetro ou bússola de ouro. Este objeto é capaz de contar a verdade para aquele capaz de lê-la.

Quando um grupo chamado de Gobblers, que raptam crianças, pega um dos amigos de Lyra, a garota se vê a caminho do Norte, da terra dos grandes ursos polares, para resgatar o seu amigo. É complicado explicar tudo que se desenvolve ao mesmo tempo, uma vez que ela recebe a ajuda de grupos diversos como o povo da água, os Gípcios e as feiticeiras e é caçada por outros tantos como o Magistério e os Gobblers.

A história se desenvolve de maneira um pouco rápida na minha opinião. De um modo geral, muitas coisas ficam sem explicação mas eu atribuo isto ao fato do filme ser uma trilogia e tenho esperança que nos próximos, as explicações venham. O que não falta no filme são boas atuações e um cenário deslumbrante. As cidades são diferentes e inovadoras, como se fossem futuristas, apesar das roupas e costumes serem antigos. A menina Lyra (Dakota Blue Richards) encarna com perfeição a rebeldia jovem e a sempre impecável Nicole Kidman está assustadora no papel da líder dos Gobblers, Sra. Marisa Coulter. Daniel Craig (que interpreta o tio de Lyra, Lorde Aisrael) quase não aparece no filme e Eva Green está boa, mas não diria sensacional como uma das feiticeiras do ar. Freddie Higmore empresta sua voz ao adorável dímon de Lyra, Pan e IanMcKellen empresta a sua ao urso guerreiro Iorek Byrnison.

A bússola de Ouro ultrapassa os limites de uma história de fantasia boba. É repleta de valores, boa trama, boas cenas e excelente fotografia. Ele cumpre o seu propósito de deixar o espectador ansioso, querendo mais, querendo entender o que se passa naquele mundo tão diferente e qual exatamente é a profecia que envolve a garota Lyra. Quem gosta de aventura e um toque de magia inteligente, pode assistir ao filme, mas esteja alerta. Ele é um dos que dizem "não ter final". Se você é curioso demais, melhor esperar pelos outros dois.


NOVIDADES: Como prometido vou divulgar uma pequena lista das sequências que vem por aí. Algumas delas me deixaram muito animada. Hulk 2, Arquivo X 2, Hellboy 2, Batman - The Dark Knight, A múmia 3, Star Wars 7, As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian, James Bond Quantum of Solace, Sin City 2, Homem Aranha 4. Respondendo a duas perguntas que podem ter surgido. "Cadê o Hulk?" O novo filme do Hulk na verdade será um remake depois do fracasso do primeiro então nao conta como continuação. A respeito de Star Wars 7, peço aos fãs que não se animem (muito). O filme será em animação e baseado na série animada em cartaz no Cartoon Network THE CLONE WARS. Ainda assim, vamos esperar!


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Até breve.

domingo, 11 de maio de 2008

Hook


Ficha Técnica:

Hook - A volta do capitão Gancho (Hook) EUA 1991

Diretor: Steven Spielberg

Estúdio: Amblin Entertainment

Elenco: Robin Williams, Dustin Hoffman, Julia Roberts, Maggie Smith


Saindo de uma estréia para um filme um pouco mais antigo. Hook conta a história de Peter Pan de uma maneira nunca explorada antes. O homem de negócios, ocupado demais para ter tempo para a própria família, Peter Banning, faz uma viagem com os filhos e a mulher para a casa de Wendy Darling, onde supostamente foi criado e acolhido quando órfão. Um acontecimento porém, o rapto dos seus filhos pelo notório capitão Gancho das histórias de Wendy, obriga o ocupado homem de negócios a viajar para a Terra do Nunca e recuperar sua antiga identidade de Peter Pan. Lá, ele tem que reaprender a voar e lutar como fazia quando era garoto e para isso tem a ajuda dos absolutamente brilhantes (todos eles) meninos perdidos.

Apesar de ser suspeita para falar de Peter Pan, que é uma das minhas histórias preferidas, é inegável a magia e a perfeição com que o filme Hook foi criado. O fortíssimo elenco conta com Dustin Hoffman no papel do vilão Hook e está exatamente como o personagem, um maldoso confuso. Julia Roberts está mais do que graciosa no papel da fada Sininho, melhor amiga do herói Pan, interpretado por Robin Williams. O interessante observar como Williams é capaz de se transformar. A personalidade de Peter Banning é o exato oposto do aventureiro Peter Pan e o ator consegue retratar com perfeição a juventude de um menino mesmo estando barrigudo e "velho". Os meninos perdidos também são parte considerável do filme e são adoráveis em todos os sentidos. Já a história é extremamente interessante e bem bolada e coloca em xeque valores ainda atuais sobre a família e acima de tudo sobre acredtiar em mágica.

Steven Spielberg deixa sua marca nessa excelente produção, dando a ela um espírito de aventura que todos nós já desejamos, combinado com um pouco de magia e a alegria da infância. Uma aposta certa para todas as idades.


CURIOSIDADES: A hoje conhecida atriz, Gwyneth Paltrow, aparece brevemente mas com forte presença no filme. Ela representa o papel de Wendy Darling enquanto jovem, quando o menino Peter Pan vem visitá-la atrás de sua sombra. Ela envelhece e passa a ser representada por Maggie Smith como vovó Wendy.