Mostrando postagens com marcador Aventura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Aventura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Up

Ficha Técnica:
Up - Altas Aventuras (Up) EUA 2009

Diretores: Pete Docter e Bob Peterson (co-diretor)

Escritores: Pete Docter e Bob Peterson

Estúdio: Walt Disney Pictures/Pixar Animation Studios

Elenco: Edward Asner, Christopher Plummer, Jordan Nagai, Bob Peterson, John Ratzemberger

Em Up, um velho senhor chamado Carl Fredericksen, resolve realizar o sonho de sua esposa e colocar sua casa no topo do paraíso das cachoeiras, na América do Sul. Para isso, Carl amarra sua casa a milhares de balões e inicia uma aventura muito além das proporções que ele tinha imaginado, na companhia de um escoteiro insistente, um cachorro falante e um pássaro gigante.

Nas palavras de Jon Favreau "está na hora da Disney ganhar um Oscar de melhor filme por Up". A Pixar conseguiu mais uma vez trazer à tona o talento extraordinário dos seus artistas, com mais uma história original, bela e surpreendente.

O estúdio manteve o padrão de heróis nada convencionais que passou por peixes, monstros, brinquedos, insetos e robôs, criando adoravelmente rabugento e obviamente humano Carl Fredericksen.

Pete Docter, o gênio por trás de Os Incríveis, se aliou a Bob Peterson (em sua primeira experiência como co-diretor) e ambos provaram que, como a Pixar sempre diz, investir em novos talentos vale a pena. Receosos de que, com tantos sucessos, o estúdio possa cair na "mesmice", os executivos da Pixar estão sempre dando cargos de direçaõ para novas pessoas, dando oportunidade para que todos executem suas idéias.
O resultado de Up é um espetáculo de cores, sons, sentimentos e humor. A história é, mais uma vez, sobre a superação dos próprios limites, a descoberta do amor e da amizade. E, por mais clichê que esta fórmula possa parecer, com a criatividade dos gênios da Pixar, ela adquire proporções épicas e fantásticas, elevando a animação às mesmas alturas da casa do protagonista.

Os primeiros minutos do filme são dedicados a fazer o espectador entender as razões do personagem, com uma sequencia delicada e emocionante e que acaba por se tornar a maior lição de todas: a vida é uma aventura. Mas, não fosse a obsessão de Fredericksen de realizar o sonho da esposa, ambos admiradores de um aventureiro do passado, nós não teríamos o prazer de presenciar a descoberta do velho senhor sobre as maravilhas ainda ocultas em sua vida.

Os pequenos detalhes tiram Up do setor "história divertida e bom motivo para ir no cinema" e a transformam em uma obra de arte. As posturas e prazeres típicos dos cães, os hábitos irritantemente rotineiros de Carl, a juventude incansável de Russel e a bizarra união destes elementos, nos dá a oportunidade de repensar a beleza da vida de todo dia. Embora Carl passe por uma aventura em tempestades, selvas e rios, é dentro da própria casa (literalmente) que ele descobre quais são as coisas mais importantes.

No seu décimo filme e décimo sucesso, a Pixar prova que tem as ferramentas necessárias para transformar o cinema com criatividade e ousadia. Longe de se preocupar com a concorrência, Jon Lasseter, Ed Catmull e toda a equipe, se mostram cada vez mais atentos ao que o público quer assistir, sem nunca perder a integridade e inteligência de uma das empresas mais bem sucedidas do século XXI.

OBS: Vale a pena prestar atenção no belíssimo curta que precede o longa, sobre cegonhas e as nuvens que criam os bebês.

Fico por aqui hoje!
Até breve!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Coraline


Ficha Técnica:

Coraline e o Mundo Secreto (Coraline) EUA 2009

"Be careful what you wish for"

Diretor: Henry Sellick

Escritores: Henry Sellick (roteiro)

Neil Gaiman (livro)

Estúdio: Laika Entertainment

Elenco: Dakota Fanning, Jennifer Saunders, Terry Hatcher


Coraline é uma menina aventureira e insatisfeita com seu tedioso estilo de vida. Os pais a ignoram ou ficam zangados com ela, sua nova casa é no meio do nada e seu vizinho não é exatamente o tipo com que ela gostaria de fazer amizade. Mas, certa noite, Coraline descobre um novo mundo dentro de sua própria casa, um mundo com todas as idealizações que ela sonhou. Mas este mundo prova ser muito mais sombrio do que Coraline pensava, e ela precisa lutar para escapar do próprio sonho de realidade.

Henry Sellick dirigiu e escreveu Coraline. Isso já era suficiente para uma boa perspectiva. Responsável por produções como "O Estranho Mundo de Jack" e "James e o Pessego Gigante", Sellick sempre foi capaz de transformar inocentes fantasias em obras de arte com um toque sombrio e nonsense. E autor nenhum seria melhor para complementar o seu talento do que o brilhante Neil Gaiman, autor de MirrorMask e Sandman.

A união destes dois grandes talentos criativos foi capaz de criar uma aventura como nunca vista desde Alice no País das Maravilhas (história na qual, Coraline se inspira e muito). A personalidade forte, amarga e marcante de Coraline cria simpatia imediata na tela e não há criança ou adulto que não se identifique com os seus devaneios de um mundo ideal. Mas, como a vida não pode ser sempre capaz de nos ensinar, Coraline se vê presa na própria armadilha e começa a imaginar o que havia de tão bom naquilo que ela tanto queria.

Visualmente, Coraline é um banquete. A obra de Neil Gaiman ganha vida em cores e sons exuberantes e espetaculares, arrastando o espectador para uma viagem a um mundo onde tudo é possível e nada é o que parece. A característica da atmosfera assustadora ganha uma nova conotação quando misturada à fantasia rebelde desta releitura de Alice. O Gato Risonho está lá, a rainha vermelha também, e mesmo a toca do coelho, mas com sutileza e originalidade que transformam Alice em coadjuvante.

Coraline é a Alice do século 21. Ao invés de sonhar com flores falantes e gatos de roupas, Coraline quer uma mãe e um pai que não a ignorem pelo trabalho, quer amigos e algo para levar sua vida ao limite do extraordinário. Mas a diferença principal entre elas é que Coraline é uma lutadora, capaz de correr atrás dos próprios objetivos. A primeira cena do filme, onde uma boneca é destrinchada e montada novamente, é tão assustadora que chega a dar arrepios e nos dá um resumo do que está por vir: loucura, aventura, beleza e tristeza, tudo misturado em uma fórmula de sucesso.

Longe de ser infantil, Coraline é uma viagem que merece ser vivida por todos os espectadores que procuram algo no infinito reino da animação, feito desta vez em stop-motion, e que admirem uma boa história com personagens complexos e deliciosos momentos completamente sem sentido.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

terça-feira, 23 de junho de 2009

City of Ember


Ficha Técnica:

Cidade das Sombras (City of Ember) EUA 2008

"Lights out"

Diretor: Gil Kenan

Escritores: Caroline Thompson (roteiro)

Jeanne Duprau (livro)

Estúdio: Walden Media

Elenco: Saoirse Ronan, Harry Treadaway, Bill Murray, Tim Robbins, Lucinda Dryzek


Quando o mundo acabou, uma cidade subterrânea foi construída para durar apenas 200 anos. Mas a caixa que continha as instruções para sair de Ember se perdeu ao longo das gerações e os cidadãos se conformaram com o conforto de viverem seguros na cidade. Mas o tempo acabou e cabe a dois jovens Lina e Doon, descobrir a saída que pode salvar a população de Ember.

A Walden Media ganhou destaque quando lançou sob o seu selo o filme "As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa". O sucesso de Nárnia levou a Walden Media a definir uma linha para as suas produções que mais tarde viriam a incluir "Ponte Para Terabítia", "Meu Monstro de Estimação" e "Príncipe Caspian". O que todas estas histórias tem em comum? São protagonizadas por crianças que vivem aventuras e aprendem lições sobre a própria força. A fórmula pode ser exaustiva, mas funciona e muito bem. Todos os filmes são capazes de prender o espectador pela força das atuações mirins (ao contrário de filmes como Harry Potter) e pelos magníficos cenários do inimaginável.

A história não é diferente com Ember. A cidade é simplesmente hipnotizante e um pouco claustrofóbica e consegue imergir o espectador em seu universo logo nos primeiros minutos. As atuações de Saoirse Ronan, indicada ao Oscar por Desejo e Reparação e do novato Harry Treadaway roubam a atenção de atores muxoxos como Bill Murray. Ember é uma espécie de Zion infantil, onde a vida é regida pela eletricidade, mas relembra mais as ditaduras do passado quando castiga aqueles que questionam sua realidade, em uma alusão às religiões radicalistas.

Embora tenha bom cenário, bons atores e boa direção, Ember não consegue escapar de diversas falhas de roteiro. Os ângulos de câmera inusitados e interessantes tentam deixar a história mais movimentada e emocionante do que realmente é. A expectativa é alta no começo e ainda maior no meio, quando Lina e Doon são forçados a enfrentar a tirania de um governante que sempre teve a última palavra, mas ela desmorona mais para frente, quando o espectador finalmente percebe que a missão dos jovens não vai ser assim tão difícil.

É neste ponto que Ember se diferencia de outras produções da Walden Media. Não é necessária nenhuma superação pessoal ou embate moral para que os personangens descubram a solução para os seus problemas. O plano se apresenta como uma sucessão de coincidências e com uma única e patética tentativa de intervenção por parte do prefeito da cidade, o pífio vilão da história. Quando fica claro que não haverão mais tentativas de impedir a dupla, o filme se torna uma simples passagem do tempo, já que o conflito final foi solucionado praticamente na metade de sua duração.

Como aconteceu com filmes como Eragon, a história é corrida demais e não dá muito tempo para que o espectador se envolva com as emoções tão confusas dos personagens. Posso praticamente garantir que o livro funciona bem melhor em mergulhar o espectador na agonia óbvia da contagem regressiva, fator que, sem esforço nenhum, consegue ser aflitivo. Assim que o ler, confirmo para vocês minhas suspeitas. Ember é sim, um bom filme, repleto de qualidades que fazem valer a pena assisti-lo. Mas infelizmente desperdiça a sua capacidade de ser muito mais.


Fico por aqui hoje!

Até breve!


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Journey to the Center of the Earth


Ficha Técnica:
Viagem ao Centro da Terra (Journey to the Center of the Earth) EUA 2008
"Same Planet. Different World"
Diretor: Eric Brevig
Escritores: Michael D. Weiss e Jennifer Plackett
Estúdio: Walden Media
Elenco: Brendan Fraser, Josh Hutcherson, Anita Briem


Depois que um cientista desaparece, seu irmão Trevor Anderson parte para descobrir o que aconteceu com ele seguindo pistas de abalos sísmicos que o cientista investigava. A companhia inesperada de Trevor é a do filho adolescente do irmão, Sean, e juntos eles pedem a ajuda de uma guia de montanhas Hannah Asgeirsson que revela a eles que o desaparecido, assim como seu pai, era um Verniano, uma pessoa que acredita que as história do escritor Júlio Verne sejam verdadeiras. Seguindo as pistas do romance "Viagem ao Centro da Terra" o trio descobre as verdades e mitos deste mundo e se envolve em aventuras e perigos inimagináveis.

O diretor Eric Brevig realizou trabalhos brilhantes como supervisor de efeitos especiais da ILM em filmes como "Pearl Harbor", "A Ilha", "O dia depois de amanhã", "K-19" e muitos outros sucessos de crítica e público. Talvez fosse sensato então que permanecesse onde era seu território familiar. Em Viagem ao Centro da Terra, uma de suas poucas explorações no universo da direção, Brevig demonstrou juntamente com os roteiristas e aparentemente toda a equipe, exatamente o que fazer para fazer um filme dar errado.

O clássico do brilhante escritor Júlio Verne virou piada e filme de sessão da tarde, com direito a - ironicamente - efeitos visuais ridículos, explicações mirabolantes para uma história sem pé nem cabeça e diálogos tão fracos que dão vontade de chorar. A Walden Media, que vem apostando em filmes de fantasia como Nárnia e o maravilhoso "Ponte para Terabítia" errou feio neste longa exceto talvez pela escolha do ator mirim Josh Hutcherson que é o único sopro de ar fresco no filme. Brendan Fraser, que tem capacidade de atuar mas não de escolher os filmes em que o faz, é vítima mais uma vez de sua própria vontade de ser carismático demais e acaba exagerando.

O mundo que é encontrado no centro da Terra (depois de uma escorregada por um túnel praticamente infinito que é amortecido por um cobertor de água - sentiram o drama?) é bem fraco, sem imaginação e lembra mais as críticas feitas aos insetos gigantes de King Kong do que ao maravilhoso universo criado por Verne. Em benefício e por pena de todos os grandes nomes envolvidos na produção do desastre podemos ao menos tentar colocar a culpa na tendência recente de filmes 3D que estão entrando bastante na moda. Por acharem que o 3D é o suficiente para impressionar, a equipe acaba esquecendo que filmes não são feitos só de efeitos e esquecem de embasar a produção com uma boa história e pessoas competentes.


Fico por aqui hoje.

Ate breve!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl


Ficha Técnica:

Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl) EUA 2003

"Prepare to be blown out of the water"

Diretor: Gore Verbinski

Escritores: Ted Elliot e Terry Rossio (roteiro)

Estúdio: Walt Disney Pictures

Elenco: Johnny Depp, Keira Knightley, Orlando Bloom, Geoffrey Rush


Quando a filha do governador de Port Royal, Elizabeth Swann é raptada pela maléfica tripulação do infame navio Pérola Negra, o jovem e apaixonado ferreiro William Turner deve procurar a ajuda do homem mais inescrupuloso e incorreto do Caribe: Capitão Jack Sparrow. Sparrow e Turner unem forças para localizar o navio e seu capitão, Barbosa, e descobrem que uma terrível maldição recai sobre os seus tripulantes.

Piratas do Caribe foi inspirado na atração de mesmo nome localizada no Walt Disney World Resort e projetada pelo prórpio Walt Disney. Quem já visitou o lugar sabe que algumas cenas do filme são tão semelhantes ao brinquedo que chegam a dar aflição e o longa conseguiu transmitir toda a magia e aventura bucaneira que seu criador gostaria de ver. O filme é divertido, com belos cenários, ação de primeira qualidade e possui o personangem que viria a se tornar um dos mais carismáticos dos estúdios Disney: o bêbado e engraçado Jack Sparrow. Johnny Depp encarnou o personagem com toda a sua habilidade renomada de excelente ator e o transformou em algo único, um homem que não deixa espaço para mais ninguém na tela, exceto talvez o também brilhante Capitão Barbossa, interpretado por Geoffrey Rush.

A maluquice de caveiras e mortos vivos que poderia ter enfurecido os mais céticos, foi feita com tamanha maestria e estilo que conquistou o coração de todos os que assistiram às peripécias de Turner e Sparrow. Elizabeth Swann é infelizmente apagada na pele da sempre fraca Keira Knightley, mas cumpre bem o seu própósito. As filmagens feitas em alto-mar e os efeitos especiais espetaculares, aliados a uma trilha sonora perfeita do gênio Klaus Baldet, conferem à Piratas do Caribe um status de novo filme de aventuras, onde tudo não precisa ser bobo ou óbvio. O próprio personagem de Jack (que desagradou a Disney no começo) é uma ambiguidade sem fim, politicamente incorreto, mas deliciosamente divertido.

A magia de Disney e a aventura das histórias bucaneiras se combinam para formar esta obra prima do cinema, que ao contrário de suas sequências, possui todas as qualidades necessárias para levar públicos imensos a lugares inimagináveis.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

The Forbidden Kingdom


Ficha Técnica:

O Reino Proibido (The Forbidden Kingdom) EUA/China 2008

"The path is unsafe. The place is unknown. The adventure is unbeliavable."

Diretor: Rob Minkoff

Escritor: John Fusco

Estúdio: Casey Silver Productions

Elenco: Jackie Chan, Jet Li, Michael Angarano, Yifei Liu, Collin Chou


Um rapaz novaiorquino, viciado em artes marciais, descobre em uma antiga loja de penhores um bastão sagrado, que segundo a lenda pertenceu ao lendário Rei Macaco. O jovem se vê então arrastado de seu mundo para uma China antiga, onde deve devolver o bastão ao seu portador original, com a ajuda de dois grandes mestres e uma garota, para salvar o império do domínio do Imperador de Jade.

Lendo um resumo da história, é de se imaginar que o filme seja ao menos razoável. Tendo Jackie Chan e Jet Li no elenco, é de se esperar que ele seja ao menos suportável. Mas ele não é nenhuma das duas coisas. A filmagem já se inicia de forma estranha, num estilo meio "vagabundo" que se vê nos filmes B's - ironicamente - chineses. À filmagem ruim se segue logo no início uma sessão de diálogos completamente estapafúrdios e lutas absolutamente ridículas além da revelação do ator medíocre escolhido para representar o garoto Jason. E isso tudo antes da China sequer entrar em cena. A história é confusa, acontece tão rápido que não dá a menor chance de desenvolvimento para a personalidade dos heróis e tudo acontece sem nenhum motivo.

Jackie Chan e Jet Li, não são conhecidos por sua excelente atuação e normalmente só entram em cena para dar alguns chutes e socos, mas em O Reino Proibido, os dois atores são escravos de um roteiro que simplesmente não podia ser pior. Ao que tudo indica, o escritor definiu um rascunho de história sem detalhes e o diretor simplesmente o executou, com zero de criatividade e uma tentativa ridícula de imitar os belos filmes como "Tigre e o Dragão" ou o "Clã das Adagas Voadoras". Para completar o pacote que pode ser jogado no lixo, o figurino (que é uma das coisas mais belas em filmes chineses) parece ser feito de papelão e a maquiagem podia ser melhor se feita na bancada de uma casa. As perucas são ridículas, os efeitos terrivelmente amadores e o diálogo só vai ficando pior a cada segundo.

Sem dúvida um insulto ao cinema chinês e a sétima arte, O Reino Proibido merece um lugar de honra no fundo da gaveta de todas as locadoras.

Vale comentar que a equipe responsável pelo trailer devia ganhar um Oscar. Desde "Tróia" um filme não tinha se mostrado tão diferente do que é prometido.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Cutthroat Island


Ficha Técnica:

A Ilha da Garganta Cortada (Cutthroat Island) EUA 1995

"The Course has been set. There is no turning back"

Diretor: Renny Harlin

Estúdio: Beckner/Gorman Productions

Elenco: Geena Davis, Mathew Modine, Frank Langella, Maury Chaykin


A capitã pirata mais procurada do mundo, Morgan Adams, está atrás de um mapa que a leve a misteriosa Ilha da Garganta Cortada e ao seu imensurável tesouro. Morgan compra um charmoso ladrão como seu escravo para que ele traduza as inscrições em latim do mapa e juntos eles devem enfrentar o mais temível adversário de todos: o tio de Morgan, Dawg Brown, que possui 1 das três partes do mapa e fará tudo que estiver a seu alcançe para pegar as peças que a sobrinha possui.

Depois de Piratas do Caribe, é um pouco complexo falar de filmes mais antigos. Quem detesta "maluquices" como as caveiras amaldiçoadas de Piratas do Caribe, vai adorar esta tradicional e cativante história sobre os piratas (quase) como realmente eram. Claro, Ilha da Garganta Cortada é antigo, e como tal não precisava se preocupar muito com a complexidade de seus vilões. Dawg é o típico vilão que mata os próprios companheiros quando recebe más notícias e tem falas tão óbvias que ficam cansativas. Mas a personagem da adorável e forte Genna Davis, a capitã Morgan Adams compensa os defeitos de Dawg em sua obstinação, originalidade e completa irreverência de uma mulher de bom coração, mas com atitudes politicamente incorretas.

Os cenários não variam: ilhas desertas, matas e muita água. A trama também não: sempre em torno de um tesouro e do famoso "X" que marca o local. Mas a ação bem feita, não dependente de efeitos especiais muito exagerados e a boa atuação de Geena Davis conseguem tirar Ilha da Garganta Cortada da categoria de filmes fracassados e o coloca no patamar de uma despretensiosa, mas deliciosa aventura que continuará encantando os mais diversos públicos por muitos anos que virão.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Star Wars




Ficha Técnica:

Guerra nas Estrelas (Star Wars) EUA

"May the force be with you"

Diretor: George Lucas

Elenco: Mark Hammil, Harrisson Ford, Carrie Fisher, Natalie Portman, Samuel L. Jackson, Ewan McGregor, Hayden Christensen.

Bem a crítica de hoje vai ser um pouco especial. Por sugestão do meu irmão a toa em seu escritório, vou fazer uma crítica dos seis filmes que mudaram a história do cinema, dos efeitos especiais e da ficção científica. A série Star Wars. São eles: Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999), Episódio II: O Ataque dos Clones (2002), Episódio III: A vingança dos Sith (2005), Episódio IV: Uma nova esperança (1977), Episódio V: O Império Contra-Ataca (1980) e o Episódio VI: O Retorno do Jedi (1983).

Uma super resumida na história para quem ainda não conhece. Em uma outra galáxia, há muitos anos atrás, existe uma raça de guerreiros superdotados chamados de Jedi. Estes guerreiros se utilizam de um poder chamado de Força para defenderem os ideais da Federação e da República Intergalática. Há uma lenda que circula entre estes Jedis, de um escolhido, um guerreiro mais poderoso do que todos os outros que trará equilíbrio à Força. Este menino é encontrado por Qui-Gon Jin e Obi-Wan Kenobi, dois mestres que prometem treiná-lo. O jovem Anakin Skywalker cresce para se tornar uma perigosa ameaça, dominada pelo medo e pela vingança e que acaba passando para o lado negro da Força. Se aproveitando desta situação, o Chanceler Supremo Palpatine, executa um golpe de estado e instala o império, aniquilando quase todos os Jedis da face do universo e utiliza Anakin, agora conhecido como Darth Vader para dar segurança aos seus planos. O problema do império surge com o aparecimento do filho de Anakin, Luke Skywalker, que prova ser tão talentoso quanto o pai, e junto com um soldado chamado Han Solo, uma princesa chamada Léia e uma outra boa quantidade de aliados, deve destruir o Império e trazer paz para a galáxia.

Original? Para a época foi. E muito. Hoje, tantos filmes já copiaram as idéias de Star Wars que quem nunca assistiu aos filmes, os acha extremamente clichês. Mas George Lucas, o visionário diretor que teve a idéia mais absurda da década de 70, criou a história 100% de sua mente e encantou os públicos, quebrou recordes, e deu início à saga de maior sucesso na história do cinema. Os efeitos especiais vistos em Star Wars, nunca tinham sido feitos em lugar algum e deram uma vivacidade e vertiginosidade à história que fazia os espectadores pularem de seus assentos.

George Lucas lançou primeiro os episódios IV, V e VI para mais de 15 anos depois, mostrar ao público ansioso, o início da saga do infame vilão Darth Vader. Embora a história de Star Wars seja interessante, é preciso admitir que seu charme está quase que inteiramente nas naves, lutas e efeitos especiais. Por este motivo somente, é que mesmo depois de tanto tempo, a saga conseguiu manter ou melhorar sua qualidade. Os atores antigos são melhores, (nem todos), mas os recursos de hoje permitem que se crie uma aventura de proporções ainda mais espaciais que envolve quem a assiste por inteiro. Unidos os filmes levaram 7 Oscars e foram indicados para mais inúmeros prêmios. O casal Han Solo e Léia conquistou as platéias do mundo inteiro e este amor fez os narizes dos fãs se entortarem com o casal da nova geração: Padmé e Anakin Skywalker. O amor de Solo e Léia era divertido e irreverente enquanto o de Padmé e Anakin é maçante, meloso e cheio de drama.
Um dos maiores must-sees para qualquer fã da sétima arte, Star Wars é uma obra brilhante, de um diretor visionário, que literalmente foi para fora deste mundo para trazer o melhor do entretenimento em ficção científica.

Fico por aqui hoje!
Até breve!

sábado, 9 de agosto de 2008

The Spiderwick Chronicles


Ficha Técnica:

As Crônicas de Spiderwick (The Spiderwick Chronicles) EUA 2008

"Their World is closer than you think"

Diretor: Mark Waters

Estúdio: Paramount Pictures

Elenco: Freddie Highmore, Sarah Bolger, Mary-Louise Parker, Nick Nolte, Martin Short


Os gêmeos Jared e Simon Grace, junto com a irmã Mallory e a mãe, se mudam para uma antiga casa no interior que pertenceu ao tio bisavô dos meninos, Arthur Spiderwick. Lá Jared encontra um cômodo secreto, que guardava o maior tesouro de Spiderwick, um guia de campo para o fantástico mundo a nossa volta. Neste livro, estão registradas todas as descobertas que Spiderwick fez sobre o povo invisível que vive nos arredores da região, a grande maioria criaturas do bem. Porém existe um ogro chamado Mulgarath que mataria para possuir os segredos do povo de qual é inimigo e ao ler o guia, Jared libera a fúria de Mulgarath e deve proteger o livro a qualquer preço, junto com Simon e Mallory.

As Crônicas de Spiderwick segue uma onda recente de filmes como Nárnia ou Ponte para Terabítia, mas como os outros, possui originalidade mesclada aos elementos comuns. Freddie Highmore já pode ser chamado de um veterano do cinema e deu excelentes atuações em "Em Busca da Terra do Nunca" e "Fantástica Fábrica de Chocolate". Agora com 13 anos, Highmore ainda consegue cativar o público com um ar infantil, mas respeitável, como um bom ator da sua idade e encara em Spiderwick o desafio de interpretar gêmeos de personalidades opostas além do dobro de falas. A iniciante Sarah Bolger também impressiona no papel de pouco destaque de Mallory Grace, mas o verdadeiro encanto do filme é o cenário. As criaturas do livro são trazidas à vida de forma impressionante, ora grotescas, ora delicadas, mas sempre cativantes em seus papéis.

O filme é sim feito para crianças, o que não o impede de ser apreciado por adultos. Mas a diretriz principal é de fato infantil, e as lições são atuais, lidando com valores cada vez mais recorrentes na vida das crianças, como o divórcio e as brigas familiares. A magia retratada com perfeição pelo diretor Mark Waters é o diferencial principal de As Crônicas de Spiderwick, que consegue aliar uma equipe impecável de técnicos de computação gráfica com a imaginação inovadora de sua própria mente.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Stardust


Ficha Técnica:

Stardust - O Mistério da Estrela (Stardust) EUA 2007
The Fairy Tale that Won't Behave.

Diretor: Mathew Vaughn

Estúdio: Paramount Pictures

Elenco: Claire Danes, Charlie Cox, Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Sienna Miller, Mark Strong


Tristan é um jovem sonhador e diferente, fruto de uma misteriosa paixão, que para ganhar o coração de sua amada, promete a ela pegar a estrela cadente que ambos viram cair do céu em uma noite. O que Tristan não esperava é encontrar uma estrela sim, mas com forma e coração tão humanos quanto os dele. Tristan acerta então um acordo com a bela e relutante estrela Yvaine que irá dá-la de presente para a amada e depois a ajudará a voltar para casa. No caminho para casa porém, Tristan e Yvaine são forçados a lidar com bruxas que querem o coração da estrela, se encontram no meio de uma disputa pelo trono e são ajudados por piratas dos céus.

Stardust é uma destas histórias absolutamente encantadoras. O elenco forte e a originalidade absoluta do roteiro são as duas marcas mais fortes em uma história onde podemos encontrar aventura, romance, drama e magia. A escolha da delicada Claire Danes para interpretar Yvaine não podia ter sido mais feliz, assim como Michelle Pfeiffer no papel da bruxa Lamia e Robert De Niro como o pouco convencional capitão Shakespeare. Os pequenos toques como o conselho de falecidos príncipes que assiste a aventura dando de ombros, o esforço de um capitão pirata homossexual em parecer másculo e os constantes suspiros de desagrado de Lamia em relação ao seu envelhecimento são essenciais na construção de uma história divertida, mas que em momento algum perde o foco.

A trilha sonora não é espetacular, mas serve bem ao propósito de adicionar emoção a cada cena e pode ser descrita como tipicamente aventureira. O jovem Tristan é um pouco apagado, mas justamente por isso consegue encarnar o aventureiro tímido que descobre como se transformar em um homem. Stardust conta com um elenco brilhante, roteiro original, piratas, bruxas, cavaleiros e um amor de proporções cósmicas. Quem poderia pedir mais?


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

The Water Horse: Legend of the Deep


Ficha Técnica:

Meu Monstro de Estimação (The Water Horse: Legend of the Deep) EUA 2007

Diretor: Jay Russel

Estúdio: Beacon Pictures/Walden Media

Elenco: Brian Cox, Emily Watson, Ben Chaplin, Alex Etel


E chegamos ao nosso 50° filme! Ainda estamos arranhado a superfície do mundo do cinema e existe muito a ser explorado, desde clássicos do terror aos filmes criados puramente de computação gráfica. Àqueles que me acompanharam neste curto período de tempo obrigada! E espero continuar escrevendo e tendo novidades para quem estiver disposto a descobrir um pouco mais sobre esta belíssima sétima arte!

E vamos ao filme de hoje!

Meu Monstro de Estimação conta a encantadora história de um menino sonhador e aterrorizado pela segunda guerra e como suas aventuras deram origem ao lendário Monstro do Lago Ness. Angus McMorrow é um garoto escocês que é fascinado pela água, mas ao mesmo tempo tem pavor dela. Seu único passatempo é esperar pela volta do pai que foi para a guerra e que lhe contava lindas histórias sobre o mar quando era mais jovem. Certo dia na praia, Angus descobre um curioso ovo, que dá a vida a um ser ainda mais curioso, uma espécie de dragão de água, e que Angus cria com todo o carinho enquanto observa a criatura se tornar enorme em um curtíssimo período de tempo. Com a ajuda da irmã Kirstie e do faz-tudo da casa, Lewis (que o ensina que a criatura é na verdade um cavalo d'água) Angus esconde o animal e o leva para o Lago Ness, onde muitas coisas põe a amizade de Angus e seu monstro Crusoé à prova.

A Walden Media parece ter um fraco (ou um forte) pelas histórias fantásticas de jovens. O estúdio é responsável por produções como "As Crônicas de Nárnia", "Ponte para Terabítia", "Loja Mágica de Brinquedos" e os futuros "Viagem ao Centro da Terra" e "A Ilha da Imaginação." Não é difícil perceber um padrão nas produções do estúdio que executa quase sempre com maestria a magia necessária para tornar destas histórias sucessos de bilheteria. Embora as vezes escorregue, a Walden Media mostra em Meu Monstro de Estimação que ainda possui o tato de fazer belíssimas histórias cercadas de magia, e capazes de entreter crianças, jovens e adultos. O segredo está na simplicidade de pensamento e em confiar mais na magia inerente às crianças ou aos personagens dos filmes do que necessariamente em cenários deslumbrantes ou computação gráfica impecável. E mesmo que estes dois últimos não sejam os principais, são fatores sempre em alta nos filmes da Walden Media e Meu Monstro de Estimação não é exceção.

O monstro Crusoé é tão adorável quanto só um monstrinho de computação gráfica criado com muita imaginação pode ser. É quase um ator em sua realidade e emoções e não demora a conquistar mesmo os militares mais duros. Os cenários da Escócia também fazem parte da construção do mundo mágico de Angus, com a névoa, os misteriosos lagos e as montanhas deslumbrantes. Tudo em Meu Monstro de Estimação se une em uma mistura perfeita, capaz de criar uma aventura charmosa repleta de emoções genuínas e que consegue capturar a atenção de espectadores de todas as gerações.

terça-feira, 24 de junho de 2008

The Thief Lord


Ficha Técnica:

O Senhor dos Ladrões (The Thief Lord) EUA 2006

Diretor: Richard Claus

Estúdio: Theme Production

Elenco: Aaron Johnson, Jasper Harris, Rollo Weeks, Caroline Godall.


Prosper e Bo são dois irmãos separados depois da morte dos pais, por uma tia que só quis adotar o menino mais novo, Bo de oito anos. Seu irmão Prosper porém o rapta da casa dos tios e foge com ela para Veneza, a cidade em que, segundo sua mãe, coisas mágicas acontecem. Lá eles são abrigados por um jovem ladrão mascarado Scipio que se intitula o Senhor dos Ladrões e passam a viver com mais outras três crianças sob o cuidado de Scipio em um velho cinema. A oportunidade de uma aventura surge quando um cliente oferece ao Senhor dos Ladrões 50 mil dólares por uma peça de um misterioso carrossel.

O Senhor dos Ladrões é um filme feito para o público infantil. E embora eu tenha um fraco por histórias fantásticas, é impossível não reconhecer a produção bem feita do longa. Além do cenário deslumbrante de Veneza, a história é cativante e as crianças são nada mais do que crianças, mas com sede de aventura e coragem para fazer seus sonhos acontecerem. De fato, os dois rapazes principais são os melhores. Aaron Jonhson que interpreta Prosper é uma excelente adição ao elenco e demonstra as habilidades necessárias para se tornar um grande ator no futuro. Já o rapaz qu interpreta Scipio Rollo Weeks, tem um charme adulto absolutamente hipnotizante, e interpreta um jovem ladrão com todas as características que este deve ter.

A história é envolvente mas acima de tudo é a situação em que as crianças se encontram que torna o filme interessante. Como tantos outros antes dele, O Senhor dos Ladrões apresenta a oportunidade de ser feliz para crianças sofridas, órfãs ou pobres. E dessa vez, não há drama na situação deles. Eles são felizes e vivem a vida com o máximo de intensidade possível, não dando tanta importância aos acontecimentos que os tornam diferentes.

Senhor dos Ladrões não atrair por seus efeitos especiais ou pela inteligência surpreendente de seu roteiro. Atrai pela fascinação que é gerada pelas crianças que demonstram mais coragem e discernimento do que muitos adultos e o que isso representa na vida de cada uma. Além disso, é uma aventura com um toque de magia, o que torna qualquer filme irresistível.


NOVIDADES: Prevista para 1° de julho de 2009 a estréia da terceira parte do longa dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, Ice Age 3: Dawn of the Dinosaurs. Saldanha já tinha dirigido o segundo filme e feito parte da equipe no primeiro. Agora basta esperar e ver se ele irá continuar agradando pela comédia que conquistou o mundo desde Era do Gelo 1.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

National Treasure


Ficha Técnica:

A Lenda do Tesouro Perdido (National Treasure) EUA 2004

Diretor: John Turteltaub

Estúdio: Walt Disney Pictures

Elenco: Nicolas Cage, Diane Kruger, Justin Bartha, Sean Bean, Jon Voight


Um caçador de tesouros chamado Benjamin Gates, busca com a ajuda de seu sócio Ian Howe, um tesouro que segundo a lenda foi escondido pelos maçons nos Estados Unidos. A família de Gates passou o segredo deste tesouro de geração em geração e por nunca tê-lo achado, mas por continuar a defendê-lo, ela foi rotulada como louca e perdeu a reputação que tinha. Quando Ian trai o sócio, Gates se vê em uma busca desenfreada por pistas deixadas em locais diversos que levam ao tesouro misterioso, na companhia do amigo Riley e da determinada Abigail Chase que se une de forma inesperada à aventura de Ben.

Ben Gates é uma espécie de Robert Langdon de "O Código da Vinci". Tudo que ele precisa saber nas situações que ele se encontra ele sabe, mesmo os dados mais absurdos e praticamente impossíveis de serem aprendidos e muito menos guardados por uma mente humana normal. Esse fator estraga o filme em muitos de seus momentos, mas é um filme de ação, então estamos prontos a aceitar que estes deslizes serão cometidos. Fora esse defeito, A Lenda do Tesouro Perdido também é patriótico além da conta e a justificativa de honra familiar não consegue explicar o comportamento de um homem que vive de caçar tesouros.

O filme não é ruim. Também não é excelente. Mas cumpre bem o propósito de deixar o espectador colado na cadeira com a respiração presa a cada segundo. Os obstáculos que ficam no caminho da equipe de Ben são bem mais convincentes que suas miraculosas intervenções intelectuais e o ritmo do longa é sem dúvida eletrizante. Jerry Bruckheimer "o midas do cinema" dá o seu selo a esta produção, assim como a sua sequência (terrível) e prova que tem tato para ação, mas o enredo de seus filmes anteriores como Armageddon costumava ser mais inteligente.

Apesar de tudo recomendo A Lenda do Tesouro Perdido por seu ritmo alucinante, suas breves lições de história em meio aos inúmeros tiros e em especial por Nicolas Cage e Justin Bartha, sendo este último responsável por todas as risadas do filme. E elas não são poucas.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Bridge to Terabithia


Ficha Técnica:

Ponte para Terabítia (Bridge to Terabithia) EUA 2007

Diretor: Gabor Csupo

Estúdio: Hal Lieberman Company

Elenco: Josh Hutcherson, Anna Sophia Robb, Robert Patrick, Zooey Deschanel


Em Ponte para Terabítia, Jess, um garoto pobre e um tanto solitário tem sua vida virada de ponta cabeça ao conhecer a imaginativa Leslie. Para fugir dos problemas da escola e de casa, Leslie e Jess criam juntos um mundo fantástico chamado Terabítia. Jess resiste a princípio, não acreditando nas coisas que Leslie diz ver, mas a imaginação da garota é tão espetacular que ele começa a enxergar Terabítia em cada detalhe, como se ela fosse de fato real.

Não há uma maneira certa de começar a descrever a beleza e perfeição que é Ponte para Terabítia. A história é simplesmente mágica e ao contrário de outros filmes do mesmo gênero, Terabítia se aproveita mais das excelentes atuações de Anna Sophia Robb (Leslie) e Josh Hutcherson (Jess) do que da computação gráfica ou da verdadeira criação de um mundo novo. Anna Sophia é uma agradabilíssima surpresa, uma menina que transmite vivacidade e especialmente a energia positiva e imaginação de sua personagem. O mesmo acontece com Josh, que interpreta com perfeição as dificuldades de uma quase-adolescência. A amizade entre Leslie e Jess é pura, simples e perfeita. Ela imagina, ele desenha e juntos eles descobrem o poder de ter um ao outro mesmo nas horas mais difíceis.

Ponte para Terabítia é um drama, e como todo bom drama tem uma lição a nos passar. Leslie vê o potencial em todas as coisas, o potencial de se tornarem coisas boas e de ver a vida como uma aventura a ser descoberta. E esse é o segredo de sua felicidade. A lição principal que ela passa porém é "fechar os olhos, mas manter a mente bem aberta". Em um mundo onde tudo é entregue pronto, brinquedos, filmes e jogos, Ponte para Terabítia destaca a importância da imaginação e o poder que ela tem na mente de quem realmente acredita.

Um filme absolutamente brilhante em todos os seus aspectos e devo dizer, um dos meus favoritos. Vale mesmo a pena conferir.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

The Last Samurai


Ficha Técnica:

O Último Samurai (The Last Samurai) EUA 2003

Diretor: Edward Zwick

Estúdio: Warner Bros Company

Elenco: Tom Cruise, Ken Watanabe, Billy Connolly, Timothy Spall, Masato Harada, Koyuki.


Um sobrevivente da famosa batalha (ou massacre) de Little Bighorn, Capitão Nathan Algren, é contratado para treinar um exército japonês que irá guerrear contra os samurais, guerreiros do Japão feudal. A história acontece durante a Era Meiji, onde o Japão estava em conflito entre se modernizar e deixar a civilização ocidental interferir ou permanecer com as tradições antigas, como a dos samurais. Em um primeiro e precipitado ataque contra os guerreiros feudais, o exército japonês é derrotado e Nathan é levado para viver em cativeiro com os samurais. Lá ele estuda a origem e o estilo de vida dos guerreiros que outrora foram chamados de selvagens e aprende o significado da honra, da lealdade e do serviço.

Tudo bem, Tom Cruise (Nathan Algren) não poderia aprender a lutar como um samurai que passa a vida aprendendo as artes da espada no tempo que ele aprendeu, mas são pequenos deslizes que estamos prontos a aceitar em nome do bem maior de Hollywood. Afora este pequeno fato, O Último Samurai é um filme absolutamente brilhante e devo acrescentar, com uma fotografia de tirar o fôlego, mostrando o melhor do país nipônico. Tom Cruise pode ser galã, mas nem por isso deixa de ser bom ator. Ken Watanabe, que já participou de inúmeras produções de sucesso como "Memórias de uma Gueixa", "Cartas de Iwo Jima" e "Batman Begins", é perfeito para o papel do samurai honroso ávido por aprender sobre seu adversário; Katsumoto.

O filme traz uma lição de vida sobre o preconceito e sobre as dores da guerra que assombram o capitão Algren. Com os samurais, ele aprende a ser cuidadoso, a lutar com arte e a executar cada tarefa do seu dia com perfeição e embora os japoneses tenham fama de ser um tanto sistemáticos, lições tiradas do mundo dos samurais são extremamente necessárias nos dias de hoje e não há nenhuma classe guerreira no mundo que lutasse com o espírito de batalha dos samurais.

O Último Samurai traz excelentes atores mesmo nos menores papéis, uma fotografia maravilhosa, uma história interessante e cenas de ação aliadas com maestria à arte delicada dos japoneses. Uma aposta certa para qualquer pessoa que queira assistir a um bom filme!


Fico por aqui hoje!

Até breve!

domingo, 1 de junho de 2008

The Chronicles of Narnia: Prince Caspian


Ficha Técnica:

As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian (The Chronicles of Narnia: Prince Caspian)

Diretor: Andrew Adamson

Estúdio: Walt Disney Pictures

Elenco: Ben Barnes, Anna Popplewel, Georgie Henley, Skandar Keynes, William Moseley


Até que gostaria de ter falado um pouco de O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa (o primeiro filme de Nárnia) antes, mas nao tendo sido possível vou contextualizar brevemente. No primeiro filme da série baseada nos sete livros de C.S. Lewis, As Crônicas de Nárnia, quatro irmãos ingleses são transportados a um reino mágico, de onde descobrem serem os futuros reis e rainhas, depois de travarem batalhas com forças malignas. Neste segundo filme, os irmãos Pevensie são chamados de volta a Nárnia por um príncipe refugiado das terras vizinhas, Caspian. Juntos, eles devem lutar contra o tio de Caspian, que quer o sobrinho morto para ter direitos sobre o trono e cuja nação, Telmar, dizimou as criaturas mágicas de Nárnia e os mantém sobre constante vigilância.

C.S Lewis é junto com Tolkien meu autor preferido. E Nárnia é sua obra prima. Desnecessário dizer que os filmes não chegam perto de traduzir toda a beleza e magia dos livros de Lewis, mas isso não quer dizer que não sejam excelentes. Já ouvi mais de uma vez "Ué, mas Nárnia não é pra crianças?" Eu responderia que não embora compreendesse quem pensa de forma diferente. O primeiro filme é mais infantil que o segundo, mas é igualmente brilhante. As crianças de Nárnia ao contrário dos atores mirins de filmes como Harry Potter, transmitem maturidade e ao mesmo tempo inocência para o espectador.

A surpresa maior para mim foi o personagem Edmund. Tratado nos filmes como típico assistente de herói, Edmund impressiona muito mais que Peter e Caspian que são os mais bonitos, mais fortes e principais. Edmund luta melhor, é melhor ator, tem os diálogos mais interessantes e o ar mais convincente. Caspian é bom também, mas talvez certinho demais para uma guerra e Peter sofre tantos conflitos internos que se perde no filme. A menina Georgie Henley que interpreta Lucy, a mais nova, está adorável e corajosa como no primeiro e é o maior trunfo do filme. Sua irmã, Susan (Anna Popplewel) melhorou consideravelmente do primeiro filme e está mais adulta, mais treinada e simplesmente perfeita nas cenas de combate.

O enredo do novo filme está melhor, os atores amadureceram e as cenas de luta são espetaculares sem serem exageradas. Sou fã de Nárnia (agora mais ainda) e aguardo ansiosa para os próximos filmes!


CURIOSIDADES: Bem para quem não sabe, Nárnia é composta de sete livros. O primeiro filme da série é o segundo livro. E o segundo (Principe Caspian) é o quarto. Na verdade creio que o estúdio tenha escolhido os livros onde os irmãos Pevensie aparecem e estes são somente quatro. Em cada livro, crianças diferentes vivem aventuras e no último, TODAS a exceção de Susan voltam a Nárnia juntas. Quem gosta de ler, não perca a oportunidade de ler os sete livros!


Fico por aqui hoje!

Até breve!

sábado, 24 de maio de 2008

The League of Extraordinary Gentlemen


Ficha Técnica:

A liga extraordinária (The League of Extraordinary Gentleman) EUA 2003

Diretor: Stephen Norrington

Estúdio: Angry Films

Elenco: Sean Connery, Peta Wilson, Shane West, Richard Roxburgh


A Liga Extraordinária une diversos personagens da literatura clássica, quadrinhos e cinema em uma equipe que tem a missão de impedir que um louco inicie uma corrida armamentista que irá lhe dar lucros inimagináveis pela venda das armas que ele mesmo está construindo. Tudo parece ordinário até que se revelam quem são os integrantes dessa liga secreta: homens como Alan Quatermain que se diz ter dado origem ao herói Indiana Jones, Dorian Gray, o misterioso imortal do famoso livro inglês, Skinner, o homem invisível; Dr. Jekyll do infame O médico e o monstro; o capitão Nemo de vinte mil léguas submarinas de Julio Verne além de Tom Sawyer e a mulher do físico que caçou drácula Mina Harker.

Com tantos personagens inusitados e extremamente charmosos, é natural que a Liga Extraordinária abusasse da fantasia. Cenas como a de um Nautilus que apesar de lindo de nada lembra o de Julio Verne entrando no canal de Veneza, irritam um pouco aquele espectador que não gosta de fatos que fogem a realidade. Para mim porém, o maior charme do filme está nestes imortais personagens da literatura unidos de forma brilhante e convincente. Nada é mais atraente e charmoso do que personagens extraordinários em uma Londres do século dezenove completando missões com maestria e a sempre frieza dos ingleses. Sean Connery prova que não há limite de idade para a aventura e encarna com perfeição o atirador Alan Quatermain, que dá lições a ninguém menos do que Tom Sawyer, interpretado pelo ótimo Shane West. Dorian Gray é um cínico irresistível e luta incessantemente com sua (imortal) alma gêmea Mina Harker interpretada por Peta Wilson da antiga série La Femme Nikita. A história da Liga é interessante e suas cenas de ação deixam qualquer um sem fôlego, rezando para que os personagens sobrevivam as armadilhas de um vilão a altura de sua inteligência, o professor James Moriarty de Sherlock Holmes.

Tudo bem eu entendo que eu não tenha realmente falado tudo que devia do filme, mas acho que quem quer que esteja lendo isso deve assisti-lo. Se você gosta de ler, e especialmente se já leu os livros de Sherlock, O retrato de Dorian Gray ou O médico e o monstro; ou se você simplesmente gosta de aventura e de tiros ao velho estilo vale muito a pena conferir este filme. E perdoem as pequenas atrocidades cometidas contra as obras do brilhante Júlio Verne. Afinal, cinema é cinema!


CURIOSIDADES: Uma pequena curiosidade apenas para deixar um pouquinho mais das novidades, o recente herói preferido, Iron Man vai fazer uma pequena aparição no filme do monstro verde Hulk. Ainda não sei qual o motivo mas acho que vamos ter que esperar.


Fico por aqui hoje!

Até breve.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull


Ficha Técnica:

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull) EUA 2008

Diretor: Steven Spielberg

Estúdio: Kerner Optical

Elenco: Harrisson Ford, Cate Blanchett, Shia LaBeouf, Karen Allen, Ray Winstone


Finalmente, depois de três anos de anúncios furados e expectativas frustradas, o novo Indiana Jones estreou no Brasil. E devo dizer que a espera valeu!

A trama do quarto filme se desenvolve quando nosso conhecido Indiana se envolve (contra a sua vontade) com a KGB para ajudar uma Coronel um tanto alternativa a desvendar o antigo mistério maia das caveiras de cristal. O especialista no assunto é um antigo colega do Dr. Jones, Dr. Oxley, que desaparece nas mãos da KGB, juntamente com o amor do protagonista de seu primeiro filme, Marion Ravenwood. Quem traz o recado do desaparecimento dos dois companheiros de Jones é um jovem encrenqueiro, Mutt Williams, que é filho de Marion.

Não vou dizer mais nada sobre a história pois temo estragar algumas surpresas. Ao invés disso acho que devo focar no aspecto mais importante e debatido do novo filme: a idade de Harrisson Ford. Basta dizer que para mim, foi simplesmente o quarto filme da série. Não senti o espaço de dezenove anos entre um filme e outro mesmo vendo as rugas de Ford no seu rosto. É impressionante a forma com que o filme preservou o estilo das cenas de ação, dos diálogos, das descobertas e até da expressão dos personagens diante de um novo fato. É desnecessário dizer que o elenco é tão brilhante como era 19 ou 25 anos atrás e as novas adições como a perfeita Cate Blanchett e o sempre cativante Shia LaBeouf dão ainda mais credibilidade a história do aventureiro. Harrisson Ford é Indiana Jones e vice versa. Ele continua apanhando e dando saltos possíveis, mesmo que as histórias que envolvem seus artefatos não sejam tão críveis.

Mas que importa? Os filmes da série já nos trouxeram uma arca que suga seres humanos, um cálice que dá vida eterna e uma civilização que arranca corações das vítimas e O Reino da Caveira de Cristal não é diferente e definitivamente não é menos emocionante. Indiana Jones continua sendo o maior ícone da aventura do cinema e Harrisson Ford continua a ser o homem que dá vida a este personagem tão querido e admirado. Vale dizer que no filme o próprio Indiana envelheceu e é lembrado disso pelo menos três vezes. Mas sua língua sempre afiada está pronta para responder as provocações principalmente do jovem Mutt interpretado por LaBeouf.

Sou fã de Indiana Jones e o novo filme não mudou isso. Pelo contrário, me fez ficar ansiosa para o filme sair em DVD e eu possa completar a trilogia que já tenho. Tirou meu chapéu para Harrisson Ford e Steven Spielberg que mantiveram acesa a chama de um dos maiores heróis da história do cinema. Falo com certeza que amo Indiana Jones como amava quando vi o primeiro filme! Desnecessário dizer que recomendo!


Fico por aqui.

Até breve!

terça-feira, 13 de maio de 2008

The Golden Compass


Ficha Técnica:

A bússola de Ouro (The Golden Compass) EUA 2007

Diretor: Chris Weitz

Estúdio: New Line Cinema

Elenco: Eva Green, Daniel Craig, Nicole Kidman, Dakota Blue Richards, Freddie Highmore, Ian McKellen.


A bússola de ouro é baseado na trilogia literária do mesmo nome. A trama se desenvolve em uma das dimensões existentes no universo, que são ligadas pelo "pó". Nesta dimensão, paralela a nossa, as pessoas possuem animais chamados "dímons" que são os receptáculos de suas almas e uma grande instituição chamada de Magistério controla tudo em uma espécie de ditadura moderada. No meio disso tudo há uma garota corajosa chamada Lyra Belacqua que supõe-se ser a criança de uma profecia, capaz de ler e interpretar um objeto muito cobiçado pelo magistério, um elitiômetro ou bússola de ouro. Este objeto é capaz de contar a verdade para aquele capaz de lê-la.

Quando um grupo chamado de Gobblers, que raptam crianças, pega um dos amigos de Lyra, a garota se vê a caminho do Norte, da terra dos grandes ursos polares, para resgatar o seu amigo. É complicado explicar tudo que se desenvolve ao mesmo tempo, uma vez que ela recebe a ajuda de grupos diversos como o povo da água, os Gípcios e as feiticeiras e é caçada por outros tantos como o Magistério e os Gobblers.

A história se desenvolve de maneira um pouco rápida na minha opinião. De um modo geral, muitas coisas ficam sem explicação mas eu atribuo isto ao fato do filme ser uma trilogia e tenho esperança que nos próximos, as explicações venham. O que não falta no filme são boas atuações e um cenário deslumbrante. As cidades são diferentes e inovadoras, como se fossem futuristas, apesar das roupas e costumes serem antigos. A menina Lyra (Dakota Blue Richards) encarna com perfeição a rebeldia jovem e a sempre impecável Nicole Kidman está assustadora no papel da líder dos Gobblers, Sra. Marisa Coulter. Daniel Craig (que interpreta o tio de Lyra, Lorde Aisrael) quase não aparece no filme e Eva Green está boa, mas não diria sensacional como uma das feiticeiras do ar. Freddie Higmore empresta sua voz ao adorável dímon de Lyra, Pan e IanMcKellen empresta a sua ao urso guerreiro Iorek Byrnison.

A bússola de Ouro ultrapassa os limites de uma história de fantasia boba. É repleta de valores, boa trama, boas cenas e excelente fotografia. Ele cumpre o seu propósito de deixar o espectador ansioso, querendo mais, querendo entender o que se passa naquele mundo tão diferente e qual exatamente é a profecia que envolve a garota Lyra. Quem gosta de aventura e um toque de magia inteligente, pode assistir ao filme, mas esteja alerta. Ele é um dos que dizem "não ter final". Se você é curioso demais, melhor esperar pelos outros dois.


NOVIDADES: Como prometido vou divulgar uma pequena lista das sequências que vem por aí. Algumas delas me deixaram muito animada. Hulk 2, Arquivo X 2, Hellboy 2, Batman - The Dark Knight, A múmia 3, Star Wars 7, As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian, James Bond Quantum of Solace, Sin City 2, Homem Aranha 4. Respondendo a duas perguntas que podem ter surgido. "Cadê o Hulk?" O novo filme do Hulk na verdade será um remake depois do fracasso do primeiro então nao conta como continuação. A respeito de Star Wars 7, peço aos fãs que não se animem (muito). O filme será em animação e baseado na série animada em cartaz no Cartoon Network THE CLONE WARS. Ainda assim, vamos esperar!


Fico por aqui hoje.

Até breve.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

The Illusionist


Ficha Técnica:

O ilusionista (The Illusionist) EUA 2006

Diretor: Neil Burger

Estúdio: Bull's Eye Entertainment

Elenco: Edward Norton, Paul Giamatti, Jessica Biel, Rufus Sewell.


O ilusionista surgiu mais ou menos na mesma época de um filme do mesmo gênero "O Grande Truque". Para mim, O Ilusionista nem se compara ao outro, é melhor em todos os seus aspectos. Mas não me entendam mal, gostei muito de "O grande truque" e em breve falarei dele aqui. Mas de volta ao nosso filme.

Um jovem rapaz de raízes humildes se apaixona por uma jovem duquesa e ela corresponde o seu sentimento. Mas a família da menina não os deixa juntos e o garoto se ve forçado a abandonar sua terra em busca de aprimorar seus talentos na arte da magia e da ilusão nas quais já tinha extrema habilidade. Assim começa a história de um homem que ficará posteriormente conhecido como Eisenheim, O Ilusionista. Os caminhos de Eisenheim acabam por levá-lo a Vienna, onde monta um show que em uma ocasião é assistido pelo Príncipe regente Leopold e sua noiva Sophie. Mas um homem preparado para tudo é surpreendido pela descoberta de que Sophie é de fato a garota por quem se apaixonou quando menino. A partir deste momento, Eisenheim e a moça entram em uma aventura coberta de mistério para fugirem do cruel Príncipe Leopold. Eisenheim está sempre sob o olhar vigilante do implacável chefe da polícia do príncipe Inspetor Uhl, um homem inteligente e obstinado.

O fator principal que me fez simplesmente amar O Ilusionista é sua história, coberta de detalhes e surpresas, sem mencionar o charmoso toque de mistério. Edward Norton (um dos meus atores preferidos, talvez nos cinco melhores) está sensacional no papel do mágico Einsenheim e a beldade Jessica Biel também não decepciona no papel da duquesa Sophie. Paul Giamatti interpreta o Inspetor Uhl e compete com Norton pela melhor atuação. Ele é ansioso porém correto e inteligente.

O Ilusionista é um filme que para mim tem tudo. Boa história, bons atores, bons papéis, surpresa, mistério e romance. Uma produção de qualidade que vale ver até mais de uma vez.


NOVIDADES: Para a minha enorme alegria, os produtores de Iron Man anunciaram sua sequência para Abril de 2010. Para quem ainda não viu o filme, existe uma cena depois que TODOS os créditos acabam que dá a deixa exata da história do segundo filme. No próximo filme coloco notícias de outras sequências que vem por aí.


Fico por aqui hoje.

Até breve.