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domingo, 26 de julho de 2009

Comme les autres


Ficha Técnica:

Baby Love (Comme Les Autres) França 2008

Diretor: Vincent Garenq

Escritor: Vincent Garenq

Estúdio: Canal +

Elenco: Lambert Wilson, Pascal Elbé, Pilar Lopez de Ayala, Anne Brochet


Philippe e Emannuele, ou Manu, são dois homossexuais levando uma vida perfeita. Moram juntos, se amam muito e tem muitos amigos. Mas nem tudo é tão perfeito quanto parece: Manu quer, mais do que tudo, um filho. Philippe defende que não é natural que dois gays tenham filhos. Manu decide se separar e tentar de todas as formas adotar uma criança. Quando tudo parece perdido, ele conhece a simpática Fina, que concorda em carregar sua criança se ele se casar com ela para que ela deixe de ser imigrante ilegal na França.

Comédia romântica à francesa. Moderna e irreverente, divertida e talentosa, esta obra prima do cinema tem tudo pra deixar qualquer um pensando e sorrindo. Esta é a grande diferença entre este e os outros filmes do gênero: ao invés de tentar fazer o espectador gargalhar, para no final oferecer uma cena clichê, ele se esforça para faze-lo sorrir e se emocionar aos poucos com uma história tão controversa e original como a de Manu.

Lambert Wilson, que já apareceu em superproduções americanas como Matrix, prova ser capaz de qualquer papel como o elegante, mas inseguro Manu. A maior qualidade do filme, porém, é essa discussão, que começa a ficar cada vez mais evidente, sobre os direitos dos homossexuais. Manu defende a visão de que todos tem o direito de ser pais, independente da opção sexual. Mas muitos, como o próprio Philippe, acreditam que não é natural e pode ser até traumático para uma criança ser criado por pais do mesmo sexo.

Fina, a jovem argentina, aparece para contrabalancear essa equação e para complicar ainda mais a vida já conturbada de Manu. Ela acredita e aceita o amor homossexual de Manu, mas acaba descobrindo uma nova forma de amor. As situações engraçadas não tem a exclusividade de fazer rir, mas de tentar colocar o espectador dentro da mente e do coração de seus personagens, com a dose de drama e romance necessária para fazer pensar.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Intolerable Cruelty


Ficha Técnica:

O Amor Custa Caro (Intolerable Cruelty) EUA 2003

"They can't keep their hands of each others assets"

Diretor: Joel Coen

Escritores: Robert Ramsey e Mathew Stone (história)

Joel e Ethan Coen (roteiro)

Estúdio: Universal Pictures

Elenco: Catherine Zeta-Jones, George Clooney, Geoffrey Rush, Billy Bob Thornton, Edward Herrman, Cedric The Entertainer.


Miles Massey é um advogado de divórcio que tem tudo. Uma impressionante lista de vitórias, dinheiro, sucesso, e o famoso pré nupcial Massey, dito infalível. Quando o tédio atinge sua vida bem sucedida, Massey vê em Marylin Rexroth a chance de um desafio. Depois do divórcio entre Marylin e o cliente de Miles, Rex, a moça acaba sem nada e coloca em prática um plano para se vingar do advogado responsável por arruinar sua meta perfeita de ser milionária dando o golpe do baú.

Em O Amor Custa Caro (tradução bem patética para o português), os irmãos Coen trazem de volta às telas o seu talento inigualável para o inteligente e satírico humor negro. Os personagens são inescrupulosos e interesseiros, mas ainda assim conseguem trazer um charme que nos faz torcer pelo sucesso de suas duvidosas empreitadas. George Clooney e Catherine Zeta-Jones tem uma química perfeita e trocam diálogos afiados, botando a prova a inteligência um do outro.

O Amor... é uma comédia romântica sim, mas muito, muito diferente do que estamos acostumados a ver. A situação já não tem nada de romântica: o mundo da advocacia do divórcio, com golpes e pré nupciais, é o ambiente perfeito para desiludir qualquer um da chance do amor. Mesmo com o dinheiro valendo tudo e Marylin pronta para derrubar Massey no primeiro golpe, a vida conspira a favor do atípico casal que descobre exatamente do que cada um precisa.

Com situações engraçadas como um matador que resolve mudar de vítima ou os tribunais que mais parecem circos, o filme traz estampado em cada detalhe a assinatura irreverente dos irmãos Coen e é uma garantia de diversão inteligente para os espectadores cansados de água com açucar.


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Até breve!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Gone with the wind


Ficha Técnica:

...E o vento levou (Gone with the wind) EUA 1939

"The most magnificent picture ever"

Diretor: Victor Fleming

Escritores: Margaret Mitchell (romance)

Sidney Howard (roteiro)

Estúdio: Selznick International Pictures

Elenco: Vivian Leigh, Clark Gable, Hattie McDaniel, Leslie Howard, Olivia de Havilland


Em meio ás dores da guerra da secessão nos EUA, a jovem Scarlett O'Hara tem planos próprios. Embora seja o objeto de desejo de todos os homens, ela quer apenas um que não a ama: Ashley Wilkes, prestes a se casar com a bondosa Melanie. Mas a surpresa vem para Scarlet na forma do visitante de Charleston, um homem diferente e um tanto rude chamado Rhett Butler. Forçada a enfrentar a realidade dura da guerra, Scarlet se transforma de jovem mimada em fazendeira trabalhadora, amante de sua terra de Tara. Rhett e Scarlett criam então uma vida a dois cheia de amor escondido e ressentimento.

...E o Vento Levou é um clássico. Isso não pode ser debatido. Mas mesmo depois de 70 anos, ele continua tão espetacular e de tirar o fôlego como sempre foi. Poucos filmes, hoje ou há 70 anos podem se igualar à fotografia perfeita do romance, repleta de paisagens belas do campo americano. A guerra de secessão se transforma em pano de fundo para uma história de vida espetacular, e Scarlett O'Hara se tornou uma das primeiras heroínas da história do cinema. Sua força, paixão e vivacidade a transformavam numa personagem muito a frente do seu tempo, interpretada com maestria pela belíssima Vivian Leigh.

Esqueçam o romance do século 21. Embora antiquado, o romance do filme é extremamente apelativo ainda hoje e o casal Scarlett e Rhett parece ter sido inspirado na megera domada de Shakespeare, com os melhores toques do Sul dos EUA. A música que serve de trilha sonora para o filme é uma das mais belas já compostas para a sétima arte e pode ser apreciada mesmo anos depois de sua criação. Preparem-se, porém: três horas e meia de duração para um filme da década de 30 não é exatamente o esperado, mas vendo o longa com olhos para apreciar sua beleza, é garantia de que as três horas passarão muito normalmente. Uma belíssima obra prima com grandes nomes do cinema e um clássico para ser apreciado por muitas gerações ainda por vir.


CURIOSIDADES: Na famosa cena de beijo entre Scarlett e Rhett, a atriz que interpretou Scarlett, Vivian Leigh, declarou ter detestado o beijo do ator Clark Gable devido ao seu mau hálito. Mas a cena não perdeu nada com isso.


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Até breve!

domingo, 1 de março de 2009

Slumdog Millionaire


Ficha Técnica:

Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire) RU/França 2008

"Do you believe in destiny?"

Diretor: Danny Boyle

Escritores: Simon Beaufoy (roteiro)

Vikas Swarup (romance)

Estúdio: Pathé

Elenco: Dev Patel, Freida Pinto, Ankur Vikal, Madhur Mittal


Jamal Malik é morador de uma favela em Mumbai, na Índia. Quando ele participa de um programa de TV e ganha 10 milhões de rúpias, a polícia suspeita de fraude e o leva para um interrogatório. Jamal precisa então explicar como é possível que ele tenha acertado respostas que médicos, advogados e outros muito mais educados não teriam acertado.

Slumdog Millionaire chamou a atenção do mundo ao conquistar oito Oscars na cerimônia dos Academy Awards este ano, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado. Preciso dizer que fiquei curiosa, mas o que vi não é nada perto do que eu esperava. Com um elenco desconhecido de astros indianos e uma história que poderia facilmente ter se tornado maçante, o filme é uma verdadeira obra prima, desde a inesquecível trilha sonora até a maneira extremamente interessante e inusitada de contar a vida de Jamal.

Um dos pontos fortes do filme é justamente a definição de cultura e inteligência, abordada com maestria pelo diretor Danny Boyle. Quando perguntado como é possível que tenha acertado tantas respostas, Jamal fornece à polícia uma narrativa completa e real de sua vida, mostrando com detalhes como cada resposta chegou a sua vida. Sua cultura, embora fosse de um favelado (como é chamado o tempo todo), era melhor que a de outros por um truque do destino. As perguntas que foram sorteadas para ele eram exatamente as que ele sabia responder.

A idéia de destino por sua vez é o argumento central do filme. Tudo na vida de Jamal parece ter convergido na direção que ele tomava naquele momento. Sua vida, embora seja miserável e dramática, em momento algum transparece com o choque excessivo que vemos nos filmes brasileiros como "Cidade de Deus" e etc. O clima é de felicidade e bem estar e é uma garantia infalível que o espectador sairá da sala de cinema tocado, satisfeito e feliz. A beleza da história está impregnada em cada diálogo e cena e a originalidade da produção se reflete na impecável qualidade técnica. Simplesmente imperdível.


NOTÍCIAS: Está confirmada a data de estréia do filme do herói Lanterna Verde da DC Comics, para 17 de dezembro de 2010. Quem está na direção é Martin Campbell de "Cassino Royale" e segundo rumores, Campbell teria convidado o ator Anton Yelchin de "Apha Dog" para participar da produção. Este rumor ainda não é confirmado.


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Até breve!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

High School Musical 3: Senior Year


Ficha Técnica:

High School Musical 3: Ano de Formatura (High School Musical 3: Senior Year) EUA 2008

"High School Graduation"

Diretor: Kenny Ortega

Escritor: Peter Barsochinni

Estúdio: Walt Disney Pictures

Elenco: Zac Efron, Vanessa Hudgens, Ashley Tisdale, Lucas Grabeel, Corbin Bleu, Monique Coleman


Depois de dois anos de provações no ensino médio, é hora de se formar para a turma de High School Musical. Entre escolher faculdades, montar um musical de fim de ano e decidir para sempre que rumos tomar na vida, eles conseguem arrumar tempo para cantar e descobrir o quanto as amizades importam.

High School Musical é a cereja do bolo produzido pelo Disney channel nos últimos tempos. O canal começou a gerar sucessos teens com as meninas da banda Cheetah Girls e seguiu por este caminho até Hanna Montana, High School Musical e mais recentemente os Jonas Brothers. O mais surpreendente da séria HSM porém, foi o fato de que os dois primeiros filmes foram feitos com orçamento relativamente baixo e só transmitidos pelo Disney Channel. Com o sucesso inesperado e estrondoso da franquia, a Disney aproveitou tudo que podia gerando bastante marketing, paradas nos parques de Orlando e criou uma legião de fãs alucinados. O terceiro filme foi para os cinemas e provou ser o fim perfeito para uma criação de sucesso.

Que o espectador não se engane porém. A Disney, como é bem do seu feitio, criou todas as séries o mais politicamente correto possível. Desde os anéis de "pureza" da banda Jonas Brothers até o amor sem beijos dos queridinhos de High School Musical, a Disney conseguiu vender para os pré adolescentes uma idéia de diversão contida, coisa que, desnecessário dizer, simplesmente ganhou o coração dos pais preocupados com uma juventude cada vez mais precoce. O filme é bobo, os garotos são péssimos atores, mas excelentes dançarinos e a história é tão clichê quanto podia ser, mas por motivos simples como o reforço da idéia do "seja você mesmo" e essa liberação de identidade artística em uma fase onde os jovens são julgados por tudo, High School Musical se destacou e ganhou versões em todas as línguas e países e continua a provocar choros pelo fim da série.

Uma dica: não assista ao filme ao menos que esteja disposto a suportar cenas gigantescas de ladainha romântica por alguns segundos de belas coreografias. Ignore as vozes metálicas das cantoras e preste atenção nos pequenos detalhes qeu no fim das contas fazem a diferença. Mas lembre-se que High School Musical é extremamente firme em um ponto: ele tem idade para ser assistido.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

What Happens in Vegas


Ficha Técnica:

Jogo de Amor em Las Vegas (What happens in Vegas) EUA 2008

"Get Lucky"

Diretor: Tom Vaughan

Escritores: Dana Fox

Estúdio: Twentieth Century Fox Film Corporation

Elenco: Ashton Kutcher, Cameron Diaz, Lake Bell, Rob Corddry


Joy é uma mulher trabalhadora e que acaba de levar um fora. Jack é um rapaz inconsequente que acaba de ser despedido pelo próprio pai. Ambos encontram o mesmo remédio para curar os problemas: Las Vegas. A viagem porém toma rumos inesperados quando Jack e Joy se conhecem, afogam as mágoas no álcool e se casam. Decididos de imediato a se separar, tudo muda quando um prêmio de 3 milhões de dólares cai nas mãos do casal que é sentenciado a seis meses de casamento forçado para dividir o dinheiro. Ambos farão de tudo para transformar a vida um do outro em um verdadeiro inferno.

Jogo de Amor em Las Vegas não é ambicioso, tampouco inteligente ou original. É mais um daqueles filmes de amores que acontecem quando menos se espera e onde uma grande lição espera os protagonistas e o espectador de braços abertos no final. Mas por Cameron Diaz e Ashton Kutcher, ele consegue ser extremamente divertido. Os atores tem uma química hipnotizante nas telas e embora Kutcher seja o mesmo paspalho infantil de sempre, Cameron Diaz compensa todas as suas falhas com a graça abobalhada e adorável que lhe rendeu o posto de uma das queridinhas da América.

A história é no mínimo divertida: o jogo sujo de ambas as partes conta com armas que todos sabemos que só poderiam acontecer no cinema e justamente por isso conseguem arrancar risadas sinceras de uma platéia distraída. Uma comédia romântica mais comédia do que romântica, que conta com excelentes diálogos desenvolvidos com muita naturalidade tanto pelos protagonistas como pelos pequenos outros personagens que dividem a história como Queen Latifa no papel da terapeuta matrimonial e a estrela em ascensão Lake Bell. O filme ideal para uma tarde de diversão light.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Nights in Rodhante


Ficha Técnica:

Noites de Tormenta (Nights in Rodanthe) EUA 2008

"It's never to late for a second chance"

Diretor: George C. Wolf

Escritores: Ann Peacock e John Romano (roteiro)

Estúdio: DiNovi Pictures

Elenco: Richard Gere, Diane Lane, Viola Davis, James Franco


Um médico assombrad por lembranças faz uma viagem para tentar encontrar seu filho e restabelecer uma antiga relação com ele. No caminho, ele encontra uma pequena pousada na Carolina do Norte que está sendo administrada pela amiga da proprietária, a doce e mal casada Adrienne Willis. Devido ao anúncio de uma tempestade, Adrienne e Paul ficam presos na pousada e passam a se conhecer dia após dia, escutando e descobrindo as fraquezas um do outro, até que descobrem que não é tarde demais para se apaixonar.

Noites de Tormenta é diferente de qualquer romance bobo, justamente porque não envolve os costumeiros e confusos casais que experienciam o amor pela primeira vez. Não é sobre conversas afiadas e respostas prontas, nem mesmo sobre o charme do galã Richard Gere, mas sobre a humanidade de duas pessoas que já tinham abandonado o amor pela vida e por si mesmos, depois de cometerem erros que qualquer um podia sofrer. É sobre se apaixonar duas vezes e saber sentir o tipo de amor que faz com que acreditem que podem ser o que quiserem.

Os problemas que atormentam tanto Adrienne quanto Paul, podiam acontecer com qualquer um, mas a amargura de cada um os faz encara-los com dificuldade. O filme explora a beleza de solucionar os problemas dentro e fora de si, quando existe alguém que te ama ao seu lado. O amor vivenciado por Paul e Adrienne é tao necessário, carinhoso e intenso que derrete o coração dos mais duros e céticos. Tanto Diane Lane quanto Richard Gere conseguiram conferir aos personagens a intensidade que necessitavam para manterem o público de olhos colados na tela e com o coração apertado de emoção.

A beleza da história, da fotografia e das doces cenas de amor, fazem de Noite de Tormenta um filme de aprendizado profundo sobre as emoções humanas e sobre esperança nas surpresas da vida.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Interview with the Vampire


Ficha Técnica:

Entrevista com o Vampiro (Interview with the vampire) EUA 1994

"Drink from me and live forever"

Diretor: Neil Jordan

Escritora: Anne Rice (romance e roteiro)

Estúdio: Geffen Pictures

Elenco: Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas, Kirsten Dunst, Christian Slater


Daniel Malloy é um repórter que se vê completamente arrebatado pela emocionante narrativa de um personagem mais do que peculiar. Ele ouve cuidadosamente a história de Louis de Pointe du Lac, um vampiro que conta sua história desde o instante em que se transformou em vampiro, por intervenção de um outro chamado Lestat de Lioncourt. A vida de Louis é modificada à medida que ele percebe a esmagadora e sanguinária realidade do que ele se tornou e quando ele transforma a criança Cláudia em mais uma caçadora da noite.

Entrevista com o Vampiro difere de forma extremamente sutil de qualquer outra história destas infames criaturas míticas. O sofrimento e o conflito de Louis não são nada típicos dos antigos romances sobre vampiros e contrastam a beleza e graça de ser diferente e perfeito, mas com o peso de precisar constantemente de tirar vidas humanas. Ambos Tom Cruise e Brad Pitt, estonteantes e marcantes, dão um show de interpretação. Mas o destaque do filme, e talvez o motivo para um espectador pouco apetecido por fantasia assistir ao filme é a simplesmente maravilhosa Kirsten Dunst.

Dunst hoje é uma atriz conhecida com inúmeros filmes no currículo, mas foi o seu trabalho em Entrevista com o Vampiro que lhe rendeu olhos do mundo todo. Com apenas doze anos, ela interpreta a deliciosa Cláudia, uma menina que é obrigada a ter a mente de uma adulta, ou melhor, de várias adultas, dentro do corpo de uma menina que nunca envelhece. Os conflitos de Cláudia entre querer crescer e não poder a enlouquecem a medida que ela evolui a mente, mas não é capaz de fazer seu corpo acompanhar. Ela dá performances de cair o queixo falando com a maturidade de uma mulher cruel e maliciosa pelo rosto angelical de Cláudia.

Louis, que não possui a sede de sangue dos companheiros, é aos poucos assolado por um série de perguntar e por uma sensação perturbadora de solidão que se aprofunda a medida que ele encara décadas sem morrer, sem sentir, em um torpor assombrado. Ele conhece a brutalidade de outros como ele e está determinado a mudar quem é, mas sua impossibilidade de morrer o assombra como um pesadelo para o resto da vida.

O filme quebra completamente o paradigma de criaturas charmosas e cruéis. Embora sejam sim, incrivelmente belos e poderosos, os vampiros sofrem de um pesadelo que jamais poderá perturbar nenhum mortal: a falta de sentido em se viver para sempre.


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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

The Other Boleyn Girl


Ficha Técnica:

A Outra (The Other Boleyn Girl) EUA/RU 2008

"The only thing that could come between these sisters... is a kingdom"

Diretor: Justin Chadwick

Escritor: Peter Morgan (roteiro)

Philippa Gregory (romance)

Estúdio: Universal Pictures

Elenco: Natalie Portman, Scarlet Johansson, Eric Bana, Jim Sturgess.


Ana e Maria Bolena são duas irmãs inseparáveis, igualmente belas, mas com gênios muito diferentes. Quando a oportunidade se apresenta, a mais ambiciosa e astuta das duas, Ana, é oferecida como amante para o rei da Inglaterra Henrique Tudor. Depois de preferir Maria à sua irmã, uma rixa terrível se instala na família e a ambiciosa Ana fará de tudo para conquistar o amor do Rei, o que mais tarde culminaria no rompimento da Inglaterra com a Igreja católica e em um dos maiores escândalos já vividos na monarquia.

A Outra é baseado na história real do caso vivido entre Henrique Tudor e Ana Bolena. O filme deixa bem claro que algumas vezes a realidade é realmente mais estranha, assustadora e escandalosa do que a ficção. Como a luta pelo poder foi capaz de dividir uma família, provocar ações desesperadas das quais a única que saiu ilesa foi Maria, conhecida por sua gentileza e honestidade. Scarlet Johansson não podia estar mais perfeita para o papel da angelical irmã mais nova das Bolena, Maria, com seu rosto perfeito de boneca de porcelana. O sofrimento de Maria, causado pela irmã maldosa Ana, é visível em cada expressão de Scarlet que conquista o espectador com sua inocência.

O verdadeiro brilho de A Outra no entanto está na atriz Natalie Portman que recebeu a difícil tarefa de representar a ambiciosa e manipuladora Ana, que apunhala a irmã pelas costas absolutamente sem motivos. Sendo a realidade mais estranha do que a ficção, a história nos mostra que tudo de ruim que Ana fez volta bem mais do que dobro para ela e sua vida se torna um inferno onde todos os olhos da Inglaterra ficam sobre ela e seu plano acaba não saindo tão perfeitamente. Desde "V de Vingança", Natalie Portman demonstrou sua habilidade extraordinária de representar o sofrimento, fazendo o espectador acreditar em cada lágrima. Sua atuação é tão convincente que a platéia fica confusa sobre odiar ou ter pena de Ana Bolena. Seu destino trágico acaba por decidir esta batalha.

Eric Bana é ofuscado pelas duas atrizes, mas executa bem seu papel na pele de Henrique Tudor. Uma história sensual de amor e traição, um excelente filme, que garante diversão para os que querem fugir das "loucuras" excessivas do cinema e presenciar a verdadeira história de duas mulheres fortes e inseparáveis.


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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Wimbledon


Ficha Técnica:

Winbledon - o Jogo do Amor (Wimbledon) RU/França 2004

"She's the golden girl. He's the longshot. In a match made in..."

Diretor: Richard Loncraine

Estúdio: Inside Track Films

Elenco: Kirsten Dunst, Paul Bettany, James McAvoy, Bernard Hill


Peter Colt é o tenista número 119 do mundo. Sua carreira está declinando e ele está recebendo convites de um clube de campo para ensinar senhoras a jogar tênis. Inesperadamente ele recebe um convite para jogar no Wimbledon, o torneio de tênis mais importante do mundo, e aceita tendo em mente encerrar sua carreira e sem nenhuma esperança de vitória. Lá ele conhece a obstinada e linda estrela do tênis Lizzie Bradbury que mexe com seu mundo e o ensina valiosas lições sobre o tênis e a vida.

Os créditos iniciais de Wimbledon já dão uma esperança de um filme divertido e inteligente e certamente não desapontam. As filmagens de cada partida são feitas de forma diferente, ora lentas, ora movimentadas, mas não de uma forma entediante, e mescladas às inúmeras raquetadas e bolas (geradas por computador) que voam pelas quadras, o diretor inseriu os pensamentos do inseguro Peter Colt. O espectador sente o tenista ofegar, hesitar e gemer depois de cada movimento que faz cada osso do corpo do veterano doer.

Lizzie, é adorável, e um verdadeiro sopro de ar fresco para o desacreditado Colt. Sua garra e determinação inspiram Peter a ser melhor, a dar o melhor de si, alimentado pelo amor inesperado e crescente que surge entre ambos. Colt por sua vez ensina a dura Lizzie que o amor pode ser algo bom e que a deixará melhor, ao invés de encará-lo como uma distração da vitória. O charmoso inglês Paul Bettany interpreta Colt com timidez e excelência, satirizando os ingleses a cada cena do chuvoso torneio. A simples, mas convincente atriz americana Kirsten Dunst é Lizzie, não saindo muito da personalidade da atriz, mas conquistando ambos Colt e o público com sua paixão pelo jogo.

Os cenários são simples, as cenas e músicas deliciosas e os atores brilhantes. Uma história de amor light e completamente original recheada de bons diálogos e o charme necessário para entreter todos os tipos de públicos!


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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Shakespeare in love


Ficha Técnica:

Shakespeare Apaixonado (Shakespeare In Love) EUA 1998

"A comedy about the greatest love story almost never told"

Diretor: John Madden

Estúdio: Universal Pictures

Elenco: Gwyneth Paltrow, Joseph Fiennes, Judi Dench, Geoffrey Rush, Tom Wilkinson


Na Inglaterra da virada do século 16, um jovem William Shakespeare sofre de um bloqueio tentando escrever. Viola é uma jovem e rica sonhadora, que sempre quis ser atriz. Como não era permitido que mulheres atuassem na época, Viola se disfarça de homem e consegue o papel do jovem Romeu. Quando é descoberta por William, ambos se apaixonam e iniciam uma história de amor proibida que irá dar origem a uma das mais famosas histórias de todos os tempos.

Shakespeare Apaixonado foi indicado a 7 Oscars dos quais levou melhor filme, melhor figurino e melhor atriz para Gwyneth Paltrow, entre outros. A história de Romeu e Julieta nunca tinha sido contada de forma tão irreverente e vista de fora: não são propriamente os personagens da família Monteccio e Capuletto, mas o próprio escritor e sua amada que sofrem de um amor impossível que desafia todos os preceitos de sua época. O filme consegue unir dois gêneros de forma brilhante e muito bela: enquanto há muita comédia e risos, há também uma boa quantidade de lindas cenas de amor, executadas com intensidade por Paltrow e Joseph Fiennes.

O figurino mereceu o Oscar tanto quanto o restante. As roupas são mesmerizantes, coloridas, vivas, leais à época e muito bem trabalhadas. O amor de Viola e William é tão divertido e leve, cheio de prazer, contando com apenas alguns obstáculos feitos com a intenção de deixar o espectador um pouco nervoso. Sem se utilizar da demonstração completa da peça "Romeu e Julieta" o diretor fez relações diretas com a vida real de William e mostrou o suficiente de cada uma para que mesmo a platéia mais desatenta possa perceber as semelhanças entre ambos. Um filme artístico sem ser pretensioso, acessível, belo e divertido. Garantia de satisfação para todos os gostos.


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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Titanic


Ficha Técnica:

Titanic (Titanic) EUA 1997

"A woman's heart is a deep ocean of secrets"

Diretor: James Cameron

Estúdio: Twentieth-Century Fox Film Corporation

Elenco: Kate Winslet, Leonardo di Caprio, Billy Zane, Kathy Bates, Bill Paxton.


E finalmente chegamos à marca de 100 filmes! Passamos por aventura, comédia, suspense, romance, ficção, fantasia, ação, mas ainda há muito, muito mais a ser descoberto! Desde os festivais, às polêmicas em torno de novos filmes, das estréias aos clássicos, dos beijos às brigas, Hollywood ainda tem muitas formas de nos encantar! Espero que continuem comigo nesta maravilhosa viagem pelo mundo do cinema, onde podemos ser quem quisermos e viver as aventuras que sempre sonhamos!

E agora de volta aos bastidores! O filme de hoje é Titanic que conta a história de uma jovem rica e sufocada pelas exigências da sociedade em que vive, em especial pela mãe e pelo noivo que não ama. Rose, tem seu mundo virado de cabeça para baixo quando embarca no lendário e dito indestrutível navio de luxo Titanic, e lá conhece o adorável, mas muito pobre jovem Jack Dawson. Jack e Rose se apaixonam e desafiam os padrões em uma deliciosa aventura amorosa, mas tudo será posto a prova quando o Titanic iniciar a tragédia que até hoje é conhecida como uma das mais traumáticas da história da navegação.

Titanic, dirigido pelo visionário diretor James Cameron, teve a maior bilheteria da história e é empatado com o épico "Senhor dos Anéis" pelo número de Oscars que levou para casa: 11 estatuetas no total, incluindo melhor filme e melhor diretor. Mas o filme foi indicado a 14 Oscars no total, transformando-o no recordista dos Academy Awards de Los Angeles. O filme apresentou uma incrível inovação em efeitos visuais, posicionando um espectador anteriormente encantado com uma história de amor, bem no meio da horrível tragédia que tirou centenas de vida e que teve como causa apenas a arrogância humana. Na primeira metade do longo filme, Kate Winslet (perfeita no papel de Rose) é apenas uma jovem desesperada, incapaz de respirar com todos os trejeitos que lhe são exigidos. Leonardo di Caprio (adoravelmente infantil no papel de Jack) é um rapaz de bem com a vida, sonhador, um artista que vê em Rose sua chance de um amor verdadeiro.

Superando os limites, o amor de Jack e Rose consegue se sobressair na tragédia que se segue, dando um contraste perfeito para os sentimentos de um navio outrora seguro. Quando tudo vai por água abaixo (até bem literalmente), a única coisa que não vemos mudar é o sentimento que surgiu com tanta rapidez entre Rose e Jack. Acusado diversas vezes de ser clichê, ou de ser superprodução demais (vai entender) Titanic faz justiça aos melhores elementos do cinema moderno, quebrando barreiras que devem ser levadas em conta em relação à época em que foi feito.


CURIOSIDADES: Ser ator nem sempre é fácil. Kate Winslet teve pneumonia ao filmar as sequências que se passavam dentro da água e Leonado di Caprio machucou a clavícula em uma cena onde usa um banco de madeira para arrombar um portão de ferro.

Titanic quebrou diversos recordes entre eles: maior número de indicações ao Globo de Ouro, produção mais cara da história (200 milhões de dólares), maior bilheteria da história (1.8 bilhões de dólares) e foi o primeiro filme a ser lançado em DVD/VHS enquanto ainda estava em exibição nos cinemas (feito que durou 281 dias). FONTE: CINEMATECA VEJA


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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ever After


Ficha Técnica:

Para Sempre Cinderella (Ever After) EUA 1998

"Desire. Defy. Escape"

Diretor: Andy Tennant

Estúdio: Twentieth Century Fox - Film Corporation

Elenco: Drew Barrymore, Anjelica Huston, Dougray Scott, Melanie Lynksey, Megan Dodds.


Para Sempre Cinderella narra a "verdadeira" história do lendário conto de fada por um ponto de vista completamente novo. A jovem e boa Danielle de Barbarac perde sua mãe quando nova e depois que seu pai se casa com a Baronesa Rodmilla de Ghent, também falece. A vida de Danielle se transforma em um inferno, onde a Baronesa e sua filha mais velha Margherite a obrigam a fazer todos os serviços da criadagem. Certo dia, ela conhece o príncipe da França Henry, e eles se apaixonam perdidamente. O problema é que Danielle finge ser uma Condessa e o seu amor correr o risco de ser arruinado pelos planos da cruel madrasta.

A história de Cinderella nunca foi contada com tanta emoção e humanidade como neste filme maravilhoso. Drew Barrymorre é verdadeiramente um anjo no papel da doce, mas forte Danielle de Barbarac e sua história de perseverança e coragem atravessa os séculos para dar lições de amor aos mais incrédulos. Danielle prova que é possível ser altruísta e bondosa, mesmo quando a vida judia dela constantemente. É justamente sua visão positiva e inovadora que faz com que o inseguro príncipe se apaixone por ela e passe a vê-la além dos títulos.

Ninguém podia ser melhor para o papel da madrasta do que a brilhante Anjelica Huston, que o executa com uma crueldade quase gentil, o que só a a torna pior. A história de amor de Henry e Danielle passa pelas mãos do rei e da rainha da França, da cruel madrasta e sua filha ainda pior, pelas dificuldades da posição, apenas para provar que o importante nao é viver feliz para sempre, mas simplesmente viver.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

domingo, 28 de setembro de 2008

Fool's Gold


Ficha Técnica:

Um Amor de Tesouro (Fool's Gold) EUA 2008

"This february, true love takes a dive"

Diretor: Andy Tennant

Estúdio: Warner Bros Pictures
Elenco: Mathew McConaughey, Kate Hudson, Donald Sutherland, Ray Winstone


Finn e Tess tem duas paixões em comum: um ao outro e a caça ao tesouro. Quando Tess resolve de divorciar do marido sonhador, Finn vê no famoso tesouro do dote da rainha da espanha sua única esperança de recuperar as finanças e o amor da mulher. Devendo dinheiro a um rapper, aliados a um milionário com a filha socialite burra, Finn e Tess partem em busca do tesouro nas Bahamas, e acabam encontrando mais problemas do que esperavam.

Esta não é a primeira vez que Kate Hudson e Mathew McConaughey dividem as telas como par romântico. E exatamente como em "Como perder um homem em 10 dias", eles possuem uma química adorável e muito convincente. Este é provavelmente o elemento mais forte de Um Amor de Tesouro, contrabalanceando as cenas de açao um tanto fracas e a história não muito original. O longa não é fantástico, mas é extremamente divertido e arranca boas risadas do espectador que acompanha ansioso a velha história de caça ao tesouro. Como em outros filmes light, até os "vilões" são abestalhados e não pensam muito antes de agir. Na verdade, é tudo (menos o relacionamento) quase fácil demais para Tess e Finn.

O cenário é naturalmente deslumbrante: as ilhas paradisíacas das Bahamas servem de palco para a aventura do casal e dos outros personangens igualmente divertidos. Donald Sutherland intepreta o milionário judiado pela filha, e que vê na caça uma boa oportunidade de se aproximar da patricinha desinteressada. Ray Winstone é o grosseiro (como sempre) mas divertido rival de Finn, que embora cace o tesouro, não deseja nada de ruim para o velho amigo. O charme está nos diálogos sensacionais realizados entre os ambos muito charmosos atores Kate Hudson e Mathew McCounaughey. Ela, irreverente e de língua afiada e ele estabanado e bonitão. Uma combinação ideal para uma busca desesperada por um tesouro quase lendário, que gera risos, explosões, aventura e nenhuma surpresa.


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Até breve!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Hairspray


Ficha Técnica:

Hairspray (Hairspray) EUA 2007

"Who's who behind the do?"

Diretor: Adam Shankman

Estúdio: Gabriel Simon Production Services

Elenco: John Travolta, Christopher Walken, Michelle Pfeiffer, Queen Latifah, Amanda Bynes, Nikki Blonski, Zac Efron, James Marsden, Brittany Snow.


Na Baltimore de 1962, auge dos programas Bandstand e ainda na época do devastador apertheid, uma garota chama Tracy Turnblad decide tentar entrar no programa de dança "The Corny Collins Show" onde os jovens mais badalados competem pelo posto de dançarinos. O problema é que Tracy é um pouco... "grande" demais para os padrões da inescrupulosa produtora Velma Von Tussle. Superando as dificuldades, Tracy começa a quebrar as regras, e mostrar ao mundo que os diferentes não são tão diferentes assim, e transforma seu desejo de dançar em uma furiosa paixão para mudar o mudo, acabar com o racismo, e unir todas as pessoas pelo ritmo da música.

Hairspray (que é também estrondoso sucesso na Broadway) é simplesmente perfeito. Adorável, alegre, animado e educativo. A jovem Nikki Blonski, brilha no papel da gordinha e obstinada Tracy, e o restante do elenco é tão grande quanto a vontade da personagem. John Travolta aparece como Edna, mãe de Tracy, em um dos melhores papéis de sua carreira: tímido, inseguro como nunca havia aparecido antes, o ator normalmente garanhão mostra ao público do que é capaz. Christopher Walken interpreta o desastrado pai de Tracy e Queen Latifah mostra toda a sua força (e voz) como a apresentadora do "Dia do Negro" no programa de Corny Collins.

Além do elenco, que é boa parte da força do filme, Hairspray tem coreografias contagiantes, uma história envolvente e uma comovente lição sobre aceitar o diferente. A cena da marcha pelos direitos dos negros ao som da voz poderosa de Queen Latifah, é sem´dúvida a mais bonita do longa, e abandona, ainda que por breve segundos, o teor brincalhão da produção. Tracy é o próprio símbolo anti-preconceito, uma pessoa, que bastou para mudar a visão do mundo sobre quem deveria ou não ser aceito. A garota dança bem, tem um grande coração, e como um bom clichê, seu jeito diferente acaba conquistando o bonitão da escola (Zac Effron de High School Musical) que também é namorado da rival loira e magérrima de Turnblad. Embora seja óbvio, Hairspray não é bobo. É um musical, e cumpre bem seu papel de divertir e educar ainda que sutilmente, mesmo os públicos mais resistentes.


NOVIDADES: O comediante Steve Martin volta às telas do cinema no papel do estabanado inspetor Clouseau de "A Pantera Cor de Rosa" em 2009. Desta vez, o detetive e seu parceiro Ponton, (interpretado novamente por Jean Reno) devem pegar um ladrão especializado em roubar artefatos antigos. O elenco traz ainda Andy Garcia, Alfred Molina, a belíssima Aishwarya Rai e John Cleese que substitui Kevin Kline no papel do inspetor chefe Dreyfus.


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sábado, 13 de setembro de 2008

Mamma Mia!


Ficha Técnica:

Mamma Mia! (Mamma Mia) EUA 2008

"Take a trip down the aisle you'll never forget"

Diretora: Phyllida Loyd

Estúdio: Universal Pictures
Elenco: Amanda Seyfried, Stellan Skarsgard, Pierce Brosnan, Colin Firth, Meryl Streep, Julie Walters, Christine Baranski.


Sophie é uma jovem adorável prestes a se casar em uma belíssima ilha na Grécia onde ela mora com sua mãe, Donna. Mas Sophie tem um desejo muito forte: ela quer que seu pai, a quem ela nunca conheceu, a leve pelo altar. O único problema é que ela não sabe quem ele é, e depois de achar o diário da mãe, Sophie descobre que houveram três homens na mesma época e que podem ser seus pais: Sam, Harry e Bill. Ela então manda convites para o três que aparecem na ilha sem que Donna saiba, e tem início uma divertida confusão, regada por muita música e dança.

Mamma Mia! é baseado no espetacular musical da Broadway de mesmo nome. Embora o musical seja mais envolvente para o público, o filme conta com recursos visuais e cenários dos quais um palco não dispõe. Fora isso, são praticamente idênticos e igualmente divertidos. Um filme light, sem ambições de ser inteligente, mas com diversão suficiente para fazer o espectador querer levantar da cadeira e se juntar a uma festa que promete ser maravilhosa. A trilha sonora é do grupo sueco da década de 80, ABBA, e contribui para o clima de festa e alegria que decora a produção. As conhecidas músicas "Dancing Queen" e "Gimme, Gimme, Gimme" entre outras, aliadas a atuação perfeita e deliciosa dos veteranos como Meryl Streep e Pierce Brosnan, tornam cada cena uma surpresa agradável que provoca sorrisos ou risadas convencidas de uma platéia satisfeita.

Amanda Seyfried cumpre muito bem o papel da recém saída da adolescência Sophie, e conquista o público com seu jeito angelical. Já as amigas de Donna (Meryl Streep) são dois opostos perfeitos, e principal motivo de risadas, em especial Julie Walters de "Harry Potter", que assume o papel da estabanada Rosie. O cenário é maravilhoso, a história light, os atores excelentes, a trilha sonora excepcional. Mamma Mia! é diversão garantida para todos os fãs do gênero musical, ou para quem está simplesmente procurando se divertir!


ESTRÉIAS: Além de Mamma Mia!, estrearam ontem no Brasil outros dois filmes de grande porte. O comentado "Ensaio sobre a Cegueira" de Fernando Meirelles, conta a história de uma epidemia de cegueira que assolou a população instalando o caos. O elenco traz Julianne Moore, Mark Ruffalo, Gael Garcia Bernal, e a brasileira talentosa Alice Braga. Estreou também o filme de ação "Perigo em Bangkok" que narra a história de um assassino profissional que deve salvar a vida de um bom homem. O elenco traz Nicolas Cage no papel do assassino Joe.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Pride and Prejudice


Ficha Técnica:

Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice) EUA 2005

"Sometimes, the last person on earth you wanna be with, is the one you can't be without"

Diretor: Joe Wright

Estúdio: Focus Features

Elenco: Keira Knightley, Rosamund Pike, Donald Sutherland, Simon Woods, Mathew Mcfayden


Na Inglaterra georgiana, cinco irmãs de família humilde, Jane, Elizabeth, Mary, Kitty e Lydia tem suas vidas viradas de cabeça para baixo quando o rico Sr. Bingley e o amigo Sr. Darcy lhes fazem uma visita. A perspectiva de um bom casamento é excelente para a família que necesita do dinheiro para subir de vida e assegurar o futuro. O Sr. Bingley se apaixona pela bela irmã mais velha Jane e a pede em casamento. Enquanto isso, uma estranha relação se estabelece entre o fechado e orgulhoso Sr. Darcy e a irreverente e também orgulhosa Elizabeth que trava constantes brigas com o estranho, até perceber que um sentimento está surgindo devido às suas inúmeras semelhanças.

Orgulho e Preconceito, assim como seu "sucessor" "Desejo e Reparação", conta principalmente com lindos cenários e boas atuações. Pela primeira vez, Keira Knightley me conquistou (ainda não acho a atuação digna do Oscar para o qual foi indicada mas...) com o papel de Elizabeth, uma mulher muito a frente de seu tempo, que não possuía paciência alguma pelas idolatrias das famílias ricas ou pelos tediosos bailes e conversas. Uma moça rebelde, que tem seu coração arrebatado pelo homem mais frio e mais desprezível aos seus olhos, prova de que o amor é constantemente confundido com o ódio.

O pouco conhecido Matthew Mcfayden é charmoso, conquistador e um cavalheiro que sem dúvida povoa os sonhos de todas as mulheres que assistem à sua brilhante atuação em Orgulho e Preconceito. Igualmente boas, estão os veteranos Donald Sutherland que faz o papel do cansado pai de Elizabeth e Judi Dench, em breve, mas marcante aparição no papel da seca e pretensiosa Lady Catherine de Bourg. A boa fotografia e bons atores marcam Orgulho e Preconceito como um dos melhores e mais elegantes romances desta geração. Uma excelente escolha!


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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Hors de Prix


Ficha Técnica:

Amar... Não tem Preço (Hors de Prix) França 2008

"She only dated men with money... Until she met a man with a heart"

Diretor: Pierre Salvadori

Estúdio: France 2 Cinéma
Elenco: Audrey Tautou, Gad Elmaleh, Marie-Christine Adam, Vernon Dobtcheff


Irène é uma mulher interesseira, que dorme com homens ricos e arranca deles todo o dinheiro que estão dispostos a gastar com ela em roupas de grife, restaurantes caros, jóias e hotéis luxuosos. A vida de Irène muda quando seus planos perfeitos de se casar com um destes ricos é atrapalhado por uma noite de bebida e sexo com o pobre barman de um hotel, Jean. Desesperada, Irène volta a caça, mas Jean, que se apaixonou por ela no primeiro instante, faz o possível para ter sua amada, o que prova ser extremamente caro. Depois de ficar duro, Jean conhece uma mulher rica e a partir daí recebe os ensinamentos da experiente Irène de como manipular seus parceiros e eles se apaixonam verdadeiramente, enquanto aproveitam dos benefícios das relações com os ricaços e acabam tendo que escolher entre uma vida de dinheiro e segurança, ou uma de pobreza e amor.

Amar...Não Tem Preço é uma comédia romântica, mas é muito diferente das tradicionais, frouxas e pouco ambiciosas comédias românticas americanas. Audrey Tautou de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulin" está no auge de seu charme e beleza nesta história adorável sobre o amor pouco convencional. O diferencial do filme está justamente nas inusitadas situações pelas quais os personagens do filme passam e na maneira casual, normal, sem drama ou culpa com que a personagem Irène encara sua situação de vida. O filme não mostra a moça como uma pobre coitada que tem que ir às ruas e dormir com homens para sobreviver, mostra uma mulher ambiciosa e manipuladora que não vê nada de dramático no que faz. Sua maior tristeza é ter de se vestir mal e comer em pizzarias comuns.

O pouco conhecido Gad Elmaleh é simplesmente espetacular e faz uma transformação inacreditável ao longo do filme. Ele começa como um homem bobo e manipulável que só sabe babar por Irène e acaba como um homem confiante que sabe manipular ainda melhor que sua "tutora" e salva a amada de diversas situações constrangedoras, jamais perdendo a paixão pela vida e o amor por Irène. Ele mostra a ela como a vida pode ser, ainda que sem dinheiro, e como o amor é capaz de superar todas as dificuldades que lhes são impostas.

Um filme repleto de charme, com boas atuações, ambientados na adorável região de Cote D'azur no sul da França, Amar...Não Tem Preço é uma aposta certa mesmo para os mais resistentes ao gênero como eu!


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domingo, 17 de agosto de 2008

Moulin Rouge!


Ficha Técnica:

Moulin Rouge - Amor em Vermelho (Moulin Rouge!) EUA 2001

"Every man wanted her. But one man dared to love her"

Diretor: Baz Luhrman
Estúdio: Bazmark Films

Elenco: Nicole Kidman, Ewan McGregor, Jim Broadbent, John Leguizamo, Richard Roxburgh


Na França da virada do século, no ano 1900, um jovem escritor chamado Christian resolve escrever sobre sua história de amor. Christian cruza o caminho de um grupo de boêmios que estão ensaiando para uma peça que será encenada no centro do bairro mais boêmio de Paris, no bordel mais famoso da história: o Moulin Rouge. Por um golpe do destino, Christian, sensível e poético, se torna o escritor da peça e no Moulin Rouge se apaixona pela mulher mais desejada de todas, Satine. Satine e Christian iniciam então um amor proibido, que deve permanecer escondido do poderoso homem que financia a peça, o Duque, que deseja Satine e é enlouquecido pelo ciúme.

Como o próprio Christian diz, Moulin Rouge é acima de tudo uma história sobre o amor. A lição a ser transmitida é a velha história de que o amor supera todas as coisas e que ele é mais forte do que tudo, exceto a morte. Naturalmente o diferencial de Moulin Rouge é ele ser um musical. O filme incorpora músicas de musicais antigos como Os homens preferem as loiras e Singing in the Rain e as mistura com hits modernos chegando até a tocar Nirvana. E esta mistura se torna um elemento interessante, inovador e belo. Além da mistura de musicais, Moulin Rouge é um romance com pitadas de comédia e drama sem ficar muito "samba do criolo doido", pois o diretor sabe exatamente o momento de inserir cada gênero na história e o jeito perfeito de acabar com ele sem deixar o espectador tonto.

Moulin Rouge foi indicado a oito Oscars e levou dois: figurino e direção de arte. Ambos extremamente merecidos. O figurino do filme é espetacular, colorido, atraente, sexy sem ser vulgar e divertido. Os cenários são ainda mais interessantes, contrastando a beleza vermelha do sensual Moulin Rouge com o restante de Paris a beira de uma revolução cultural. O próprio Christian é um antagonismo à segura Satine e o amor de duas pessoas tão diferentes contribui para a sensação do filme. Em linhas gerais e específicas, um filme feito para agradar a praticamente todo mundo.


NOVIDADES: Depois do fiasco de "O Código da Vinci", vem aí a tentativa número dois de adaptar uma obra do autor de best sellers internacionais, Dan Brown. Prevista para maio de 2009 a estréia do longa "Anjos e Demônios" baseado no livro de mesmo nome. Tom Hanks volta a interpretar Robert Langdon e EwanMcGregor aparece no papel de Carlo Ventresca. A atriz israelense Ayelet Zurer vai encarnar a sensual cientista Vittoria Vetra, nova musa de Langdon depois de Audrey Tatou no papel de Sophie. Só resta esperar para que este filme não seja tão ruim quanto o antecessor.


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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Atonement


Ficha Técnica:

Desejo e Reparação (Atonement) EUA 2007

"Joined by love. Separated by fear. Redeemed by hope"

Diretor: Joe Wright

Estúdio: Working Title Films

Elenco: James McAvoy, Keira Knightley, Saoirse Ronan, Romola Garai


Na época da segunda guerra mundial, Briony, uma aspirante a escritora de 13 anos com a imaginação muito fértil, muda o curso da vida de várias pessoas ao acusar o amante secreto da irmã mais velha Cecília de um crime que não cometeu. Briony vê cenas diárias na casa de verão da família e começa a imaginar que talvez o amante Robbie seja um perigoso maníaco sexual, e jura solenemente tê-lo visto cometer um crime, o que provoca sua ida a prisão e posteriormente a guerra, destruindo o amor de Robbie e Cecília.

Desejo e Reparação mostra o lado não inocente de uma menina que ainda não é adulta, mas também não pode ser chamada de criança. Briony não é necessariamente má, e se arrepende muito do que fez, mas ainda assim o faz com facilidade espantosa. Saoirse Ronan, que interpreta a Briony de 13 anos, foi indicada ao Oscar por este papel e ela certamente fez por merecer. De seu olhar ao seu calculado modo de andar pela mansão, Briony é assustadora e absolutamente convincente em todos os seus detalhes. James McAvoy também é uma excelente adição ao filme, e interpreta o amante Robbie que vê sua vida despedaçada por uma mentira de uma menina que ele já adorou quando nova.

Keira Knightley recebeu sua segunda indicação ao Oscar depois de "Orgulho e Preconceito" por este papel de Cecília. A academia que me perdoe, mas já vi todos os filmes de Keira e em nenhum deles ela passou perto de merecer um Oscar. Sua atuação é boa sim em Desejo e Reparação, mas a jovem Saoirse Roman a ofusca com todo o seu esplendor de jovem atriz e Keira (sempre deslumbrante) faz menos do que o papel oferece.

A fotografia do filme também é maravilhosa, junto com a trilha sonora e a força da história. Não é bem um romance, é mais um drama que explora as faces da fraqueza humana, tendo estas a ver com inveja, amor, sexo, mentira ou decepção. O bom conjunto de atores, em especial a jovem Briony, contribui para criar uma história comovente sobre a delicadeza das relações entre as pessoas, e como uma mentira pode modificar milhares de vidas, de forma direta ou não.


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