quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

High School Musical 3: Senior Year


Ficha Técnica:

High School Musical 3: Ano de Formatura (High School Musical 3: Senior Year) EUA 2008

"High School Graduation"

Diretor: Kenny Ortega

Escritor: Peter Barsochinni

Estúdio: Walt Disney Pictures

Elenco: Zac Efron, Vanessa Hudgens, Ashley Tisdale, Lucas Grabeel, Corbin Bleu, Monique Coleman


Depois de dois anos de provações no ensino médio, é hora de se formar para a turma de High School Musical. Entre escolher faculdades, montar um musical de fim de ano e decidir para sempre que rumos tomar na vida, eles conseguem arrumar tempo para cantar e descobrir o quanto as amizades importam.

High School Musical é a cereja do bolo produzido pelo Disney channel nos últimos tempos. O canal começou a gerar sucessos teens com as meninas da banda Cheetah Girls e seguiu por este caminho até Hanna Montana, High School Musical e mais recentemente os Jonas Brothers. O mais surpreendente da séria HSM porém, foi o fato de que os dois primeiros filmes foram feitos com orçamento relativamente baixo e só transmitidos pelo Disney Channel. Com o sucesso inesperado e estrondoso da franquia, a Disney aproveitou tudo que podia gerando bastante marketing, paradas nos parques de Orlando e criou uma legião de fãs alucinados. O terceiro filme foi para os cinemas e provou ser o fim perfeito para uma criação de sucesso.

Que o espectador não se engane porém. A Disney, como é bem do seu feitio, criou todas as séries o mais politicamente correto possível. Desde os anéis de "pureza" da banda Jonas Brothers até o amor sem beijos dos queridinhos de High School Musical, a Disney conseguiu vender para os pré adolescentes uma idéia de diversão contida, coisa que, desnecessário dizer, simplesmente ganhou o coração dos pais preocupados com uma juventude cada vez mais precoce. O filme é bobo, os garotos são péssimos atores, mas excelentes dançarinos e a história é tão clichê quanto podia ser, mas por motivos simples como o reforço da idéia do "seja você mesmo" e essa liberação de identidade artística em uma fase onde os jovens são julgados por tudo, High School Musical se destacou e ganhou versões em todas as línguas e países e continua a provocar choros pelo fim da série.

Uma dica: não assista ao filme ao menos que esteja disposto a suportar cenas gigantescas de ladainha romântica por alguns segundos de belas coreografias. Ignore as vozes metálicas das cantoras e preste atenção nos pequenos detalhes qeu no fim das contas fazem a diferença. Mas lembre-se que High School Musical é extremamente firme em um ponto: ele tem idade para ser assistido.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Bride Wars


Ficha Técnica:

Noivas em Guerra (Bride Wars) EUA 2008

"Before the rings go on, the gloves come off"

Diretor: Gary Winick

Escritores: Greg dePaul e Casey Wilson (roteiristas)

Estúdio: Twentieth-Century Fox Film Corporation

Elenco: Kate Hudson, Anne Hathaway, Bryan Greenberg, Chris Pratt


Duas amigas de infância, sonham desde pequenas com o dia do seu casamento. Um dia, as duas assistem a um casamento no Plaza Hotel em NY, realizado em junho. Desde aquele dia, se fazem uma promessa de que farão seus próprios casamentos em junho, no Plaza. Quando ficam noivas praticamente no mesmo dia, as duas marcam imediatamente os casamentos para Junho, no Plaza, como sempre tinha sido o sonho. Mas devido a um mau entendido, o casamento de ambas é marcado para a mesma data e quando nenhuma delas dá sinais de ceder, começa uma série de sabotagens que envolve bronzeados exagerados e tinta de cabelo azul.

Noivas em Guerra não é nenhum original. Na verdade, é bem típico não fosse a história que finalmente não envolve a descoberta do amor. O filme é, em sua maioria, bobo, sem grandes surpresas, mas extremamente divertido graças as duas excelentes atrizes que contracenam com um talento impecável. Tanto Anne Hathaway quando Kate Hudson demoram segundos para conquistar de vez a simpatia do público que se sente praticamente obrigado a rir das peripécias das duas beldades. Hathaway faz o papel de Emma, a amiga carinhosa e que não consegue se impor enquanto Hudson é Liv, a bem sucedida e forte, mas que por isso desgrada a maioria das pessoas.

A história deixa uma lição, capaz de tocar apenas o coração das mulheres, pois só elas entendem a cumplicidade existente na amizade feminina. Embora passem o filme todo tentando se matar e destruir o casamento uma da outra, elas sabem que no fim de tudo, a única pessoa com quem realmente podem contar é sua melhor amiga. Os noivos são apenas coadjuvantes e o diretor fez questão de mostrar que eles estão ali cumprindo o sonho delas: de um casamento. Mas quem seria o homem nunca fez parte da história e tampouco faz parte do filme. Impossível se destacar perto de Hathaway e Hudson que provam em seus papéis bem executados que a amizade é realmente eterna.


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Até breve!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

What Happens in Vegas


Ficha Técnica:

Jogo de Amor em Las Vegas (What happens in Vegas) EUA 2008

"Get Lucky"

Diretor: Tom Vaughan

Escritores: Dana Fox

Estúdio: Twentieth Century Fox Film Corporation

Elenco: Ashton Kutcher, Cameron Diaz, Lake Bell, Rob Corddry


Joy é uma mulher trabalhadora e que acaba de levar um fora. Jack é um rapaz inconsequente que acaba de ser despedido pelo próprio pai. Ambos encontram o mesmo remédio para curar os problemas: Las Vegas. A viagem porém toma rumos inesperados quando Jack e Joy se conhecem, afogam as mágoas no álcool e se casam. Decididos de imediato a se separar, tudo muda quando um prêmio de 3 milhões de dólares cai nas mãos do casal que é sentenciado a seis meses de casamento forçado para dividir o dinheiro. Ambos farão de tudo para transformar a vida um do outro em um verdadeiro inferno.

Jogo de Amor em Las Vegas não é ambicioso, tampouco inteligente ou original. É mais um daqueles filmes de amores que acontecem quando menos se espera e onde uma grande lição espera os protagonistas e o espectador de braços abertos no final. Mas por Cameron Diaz e Ashton Kutcher, ele consegue ser extremamente divertido. Os atores tem uma química hipnotizante nas telas e embora Kutcher seja o mesmo paspalho infantil de sempre, Cameron Diaz compensa todas as suas falhas com a graça abobalhada e adorável que lhe rendeu o posto de uma das queridinhas da América.

A história é no mínimo divertida: o jogo sujo de ambas as partes conta com armas que todos sabemos que só poderiam acontecer no cinema e justamente por isso conseguem arrancar risadas sinceras de uma platéia distraída. Uma comédia romântica mais comédia do que romântica, que conta com excelentes diálogos desenvolvidos com muita naturalidade tanto pelos protagonistas como pelos pequenos outros personagens que dividem a história como Queen Latifa no papel da terapeuta matrimonial e a estrela em ascensão Lake Bell. O filme ideal para uma tarde de diversão light.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Nights in Rodhante


Ficha Técnica:

Noites de Tormenta (Nights in Rodanthe) EUA 2008

"It's never to late for a second chance"

Diretor: George C. Wolf

Escritores: Ann Peacock e John Romano (roteiro)

Estúdio: DiNovi Pictures

Elenco: Richard Gere, Diane Lane, Viola Davis, James Franco


Um médico assombrad por lembranças faz uma viagem para tentar encontrar seu filho e restabelecer uma antiga relação com ele. No caminho, ele encontra uma pequena pousada na Carolina do Norte que está sendo administrada pela amiga da proprietária, a doce e mal casada Adrienne Willis. Devido ao anúncio de uma tempestade, Adrienne e Paul ficam presos na pousada e passam a se conhecer dia após dia, escutando e descobrindo as fraquezas um do outro, até que descobrem que não é tarde demais para se apaixonar.

Noites de Tormenta é diferente de qualquer romance bobo, justamente porque não envolve os costumeiros e confusos casais que experienciam o amor pela primeira vez. Não é sobre conversas afiadas e respostas prontas, nem mesmo sobre o charme do galã Richard Gere, mas sobre a humanidade de duas pessoas que já tinham abandonado o amor pela vida e por si mesmos, depois de cometerem erros que qualquer um podia sofrer. É sobre se apaixonar duas vezes e saber sentir o tipo de amor que faz com que acreditem que podem ser o que quiserem.

Os problemas que atormentam tanto Adrienne quanto Paul, podiam acontecer com qualquer um, mas a amargura de cada um os faz encara-los com dificuldade. O filme explora a beleza de solucionar os problemas dentro e fora de si, quando existe alguém que te ama ao seu lado. O amor vivenciado por Paul e Adrienne é tao necessário, carinhoso e intenso que derrete o coração dos mais duros e céticos. Tanto Diane Lane quanto Richard Gere conseguiram conferir aos personagens a intensidade que necessitavam para manterem o público de olhos colados na tela e com o coração apertado de emoção.

A beleza da história, da fotografia e das doces cenas de amor, fazem de Noite de Tormenta um filme de aprendizado profundo sobre as emoções humanas e sobre esperança nas surpresas da vida.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Interview with the Vampire


Ficha Técnica:

Entrevista com o Vampiro (Interview with the vampire) EUA 1994

"Drink from me and live forever"

Diretor: Neil Jordan

Escritora: Anne Rice (romance e roteiro)

Estúdio: Geffen Pictures

Elenco: Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas, Kirsten Dunst, Christian Slater


Daniel Malloy é um repórter que se vê completamente arrebatado pela emocionante narrativa de um personagem mais do que peculiar. Ele ouve cuidadosamente a história de Louis de Pointe du Lac, um vampiro que conta sua história desde o instante em que se transformou em vampiro, por intervenção de um outro chamado Lestat de Lioncourt. A vida de Louis é modificada à medida que ele percebe a esmagadora e sanguinária realidade do que ele se tornou e quando ele transforma a criança Cláudia em mais uma caçadora da noite.

Entrevista com o Vampiro difere de forma extremamente sutil de qualquer outra história destas infames criaturas míticas. O sofrimento e o conflito de Louis não são nada típicos dos antigos romances sobre vampiros e contrastam a beleza e graça de ser diferente e perfeito, mas com o peso de precisar constantemente de tirar vidas humanas. Ambos Tom Cruise e Brad Pitt, estonteantes e marcantes, dão um show de interpretação. Mas o destaque do filme, e talvez o motivo para um espectador pouco apetecido por fantasia assistir ao filme é a simplesmente maravilhosa Kirsten Dunst.

Dunst hoje é uma atriz conhecida com inúmeros filmes no currículo, mas foi o seu trabalho em Entrevista com o Vampiro que lhe rendeu olhos do mundo todo. Com apenas doze anos, ela interpreta a deliciosa Cláudia, uma menina que é obrigada a ter a mente de uma adulta, ou melhor, de várias adultas, dentro do corpo de uma menina que nunca envelhece. Os conflitos de Cláudia entre querer crescer e não poder a enlouquecem a medida que ela evolui a mente, mas não é capaz de fazer seu corpo acompanhar. Ela dá performances de cair o queixo falando com a maturidade de uma mulher cruel e maliciosa pelo rosto angelical de Cláudia.

Louis, que não possui a sede de sangue dos companheiros, é aos poucos assolado por um série de perguntar e por uma sensação perturbadora de solidão que se aprofunda a medida que ele encara décadas sem morrer, sem sentir, em um torpor assombrado. Ele conhece a brutalidade de outros como ele e está determinado a mudar quem é, mas sua impossibilidade de morrer o assombra como um pesadelo para o resto da vida.

O filme quebra completamente o paradigma de criaturas charmosas e cruéis. Embora sejam sim, incrivelmente belos e poderosos, os vampiros sofrem de um pesadelo que jamais poderá perturbar nenhum mortal: a falta de sentido em se viver para sempre.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Post Especial: BAFTA


E hoje teremos um post especial ja que ontem foi a premiação da British Academy of Film and Television Arts, o famoso BAFTA. Os favoritos da noite eram “Slumdog Millionaire” que já faturou outros prêmios do cinema e o comentado “The Curious Case of Benjamin Button”, ambos com 11 indicações.
Slumdog Millionaire faturou 7 prêmios incluindo melhor filme e melhor diretor. Benjamin Button acabou levando somente três prêmios e agora precisa esperar o Oscar para tentar ganhar as glórias. Kate Winslet que já tinha levado pra casa dois Golden Globes e era indicada em duas categorias por “The Reader” e “Revolutionary Road” ganhou o prêmio de melhor atriz por “The Reader”.
Segue aí a lista completa dos ganhadores.


MELHOR FILME – Slumdog Millionaire – Christian Colson
FILME INGLÊS DE DESTAQUE – Man on Wire – Simon Chinn, James Marsh
PRÊMIO CARL FOREMAN – Steve McQueen (diretor de Hunger)
MELHOR DIRETOR – Danny Boyle – Slumdog Millionaire
ROTEIRO ORIGINAL – In Bruges – Martin McDonagh
ROTEIRO ADAPTADO – Slumdog Millionaire – Simon Beaufoy
FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA – I’ve loved you so long – Yves Marmion, Phillipe Claudel
FILME ANIMADO – Wall-E – Andrew Stanton
MELHOR ATOR – Mickey Rourke – The Wrestler
MELHOR ATRIZ – Kate Winslet – The Reader
MELHOR ATOR COADJUVANTE – Heath Ledger – Batman: The Dark Knight
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – Penélope Cruz – Vicky Cristina Barcelona
MÚSICA – Slumdog Millionaire – A.R. Rahman
CINEMATOGRAFIA – Slumdog Millionaire – Anthony Dod Mantle
EDIÇÃO – Slumdog Millionaire – Chris Dickens
DESIGN DE PRODUÇÃO – The Curious Case of Benjamin Button – Donald Graham Burt, Victor J. Zolfo
MELHOR FIGURINO – The Duchess – Michael O’Connor
SOM – Slumdog Millionaire - Glenn Freemantle, Resul Pookutty, Richard Pryke, Tom Sayers, Ian Tapp
EFEITOS VISUAIS – The Curious Case of Benjamin Button - Eric Barba, Craig Barron, – Nathan McGuinness, Edson Williams
MAQUIAGEM – The Curious Case of Benjamin Button ­- Jean Black, Colleen Callaghan
CURTA DE ANIMAÇÃO – Wallace & Gromit: A Matter of Loaf and Death - Steve Pegram, Nick Park, Bob Baker
CURTA METRAGEM – September – Stewart Le Marechal e Ester May Campbell
PREMIO ORANGE RISING STAR – Noel Clarke
CONTRIBUIÇÃO INGLESA PARA O CINEMA DE DESTAQUE – Pinewood Studios e Sheperton Studios
SOCIEDADE DA ACADEMIA – Terry Gilliam


Vamos esperar pra ver se o Oscar corresponde à opinião dos britânicos sobre os melhores filmes de 2008.


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Ate breve!

Journey to the Center of the Earth


Ficha Técnica:
Viagem ao Centro da Terra (Journey to the Center of the Earth) EUA 2008
"Same Planet. Different World"
Diretor: Eric Brevig
Escritores: Michael D. Weiss e Jennifer Plackett
Estúdio: Walden Media
Elenco: Brendan Fraser, Josh Hutcherson, Anita Briem


Depois que um cientista desaparece, seu irmão Trevor Anderson parte para descobrir o que aconteceu com ele seguindo pistas de abalos sísmicos que o cientista investigava. A companhia inesperada de Trevor é a do filho adolescente do irmão, Sean, e juntos eles pedem a ajuda de uma guia de montanhas Hannah Asgeirsson que revela a eles que o desaparecido, assim como seu pai, era um Verniano, uma pessoa que acredita que as história do escritor Júlio Verne sejam verdadeiras. Seguindo as pistas do romance "Viagem ao Centro da Terra" o trio descobre as verdades e mitos deste mundo e se envolve em aventuras e perigos inimagináveis.

O diretor Eric Brevig realizou trabalhos brilhantes como supervisor de efeitos especiais da ILM em filmes como "Pearl Harbor", "A Ilha", "O dia depois de amanhã", "K-19" e muitos outros sucessos de crítica e público. Talvez fosse sensato então que permanecesse onde era seu território familiar. Em Viagem ao Centro da Terra, uma de suas poucas explorações no universo da direção, Brevig demonstrou juntamente com os roteiristas e aparentemente toda a equipe, exatamente o que fazer para fazer um filme dar errado.

O clássico do brilhante escritor Júlio Verne virou piada e filme de sessão da tarde, com direito a - ironicamente - efeitos visuais ridículos, explicações mirabolantes para uma história sem pé nem cabeça e diálogos tão fracos que dão vontade de chorar. A Walden Media, que vem apostando em filmes de fantasia como Nárnia e o maravilhoso "Ponte para Terabítia" errou feio neste longa exceto talvez pela escolha do ator mirim Josh Hutcherson que é o único sopro de ar fresco no filme. Brendan Fraser, que tem capacidade de atuar mas não de escolher os filmes em que o faz, é vítima mais uma vez de sua própria vontade de ser carismático demais e acaba exagerando.

O mundo que é encontrado no centro da Terra (depois de uma escorregada por um túnel praticamente infinito que é amortecido por um cobertor de água - sentiram o drama?) é bem fraco, sem imaginação e lembra mais as críticas feitas aos insetos gigantes de King Kong do que ao maravilhoso universo criado por Verne. Em benefício e por pena de todos os grandes nomes envolvidos na produção do desastre podemos ao menos tentar colocar a culpa na tendência recente de filmes 3D que estão entrando bastante na moda. Por acharem que o 3D é o suficiente para impressionar, a equipe acaba esquecendo que filmes não são feitos só de efeitos e esquecem de embasar a produção com uma boa história e pessoas competentes.


Fico por aqui hoje.

Ate breve!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

The Spirit


Ficha Técnica:

The Spirit (The Spirit) EUA 2008

"My city screams. She is my lover. And I am her spirit"

Diretor: Frank Miller

Escritores: Frank Miller (roteiro)

Will Eisner (quadrinhos)

Estúdio: Lionsgate

Elenco: Gabriel Macht, Scarlett Johansson, Eva Mendes, Samuel L. Jackson, Sarah Paulson, Jaime King, Dan Gerrity


The Spirit é baseada na famosa série de quadrinhos de Will Eisner sobre um policial, Denny Colt, que é assassinado mas volta a vida na forma do defensor de sua amada cidade cujo codinome é Spirit. A vida de Colt é cercada de belas mulheres incluindo sua musa Ellen, seu amor de infância Sand Saref e a própria morte, Lorelei, que anseia para ter o detetive em seus braços. Mas o único e verdadeiro amor de Spirit é sua cidade que lhe dá tudo que ele precisa e o abriga enquanto ele a protege. Spirit se envolve em uma troca poderosa entre Sand Saref e seu arquiinimigo, Octopus, e ele precisa descobrir o que cada um deles pretende.

Frank Miller foi aclamado por "Sin City" e posteriormente por "300" e mostrou ao mundo que ele possui uma forma única de fazer filmes, tornando seu estilo inconfundível. Ele também é responsável pelo quadrinho que deu origem ao filme "Batman Begins" e depois a "Batman: The Dark Knight". Miller constrói e dirige histórias politicamente incorretas, com um humor extremamente refinado, um certo nível de sensualidade e um toque noir no melhor estilo de filmes policiais da década de 50. Essa misturada toda pode parecer colidir, e realmente o faz, mas de uma forma surpreendente que não agrada a todo mundo, mas que é capaz de conquistar completamente outros.

Em The Spirit, Miller realiza seu melhor trabalho. O charme das muitas mulheres e a dureza porém sensibilidade do herói transformam o filme em uma deliciosa e irreverente viagem às paginas dos quadrinhos modernos. Scarlett Johansson como a bela Silken Floss é sem dúvida a melhor atriz do filme, mas ela tem a seu favor a interessante personalidade de Floss, uma mulher séria que não tem muita paciência para os teatros de seu soberano, Octopus. As brigas entre Octopus e Spirit são extremamente divertidas, com um "quê" de exagerado e uma pitada de épico.

O mais original dos filmes de Frank Miller porém é o visual. As cores são fracas, quase pretas e brancas no caso de The Spirit, com destaques para algumas cenas ou objetos de cores mais marcantes como a gravata vermelha do personagem principal - sua marca registrada - ou o brilho das jóias da sensual Sand Saref. Embora o tom seja de sobriedade, Miller arruma espaço suficiente para brincar e seduzir os espectadores com o constante jogo de palavras, o charme dos personagens e a simplicidade da história.


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Até breve!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Twilight

Ficha Técnica:

Crepúsculo (Twilight) EUA 2008

"When you can live forever, what do you live for?"

Diretor: Catherine Hardwicke

Escritoras: Stephenie Meyer (romance)
Melissa Rosenberg (roteiro)

Estúdio: GoldCrest Films

Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Billy Burke, Nikki Reed, Taylor Lautner
De volta estamos! Depois de uma longa ausência vamos retomar com força total porque este ano vem cheio de novidades.

Bella Swann é uma jovem comum que se muda para a pequena e chuvosa cidade de Forks no interior de Washington. Uma surpresa porém espera por ela na forma do atraente e misterioso Edward Cullen que desperta em Bella sentimentos fortes e potencialmente perigosos. Edward e Bella se apaixonam, mas ela logo descobre que as coisas não são tão simples quanto parecem: Edward é um vampiro que precisa resistir ao impulso e a tentação geradas pelo sangue de Bella e uma história de amor irreverente e inesperada se inicia, com a contribuição de outros perigos para desafiar o jovem casal.

Para falar de Crepúsculo é preciso compreender primeiro o fenômeno gerado pela série que gerou o filme. A estreante Stephenie Meyer conseguiu o chamado "sucesso do dia para a noite" com este Romeu e Julieta moderno e sobrenatural. O livro é excelente, embora eu deva admitir que apela muito mais para o sexo feminino. A história se apropria dos personagens criados pelas lendas, mas desconstrói todos os clichês a seu respeito como o medo de crucifixos ou a repulsa por alho.

A marca principal porém está lá: a alimentação controversa dos vampiros. Edward, como sua simpática e perfeita família de jovens lindos e misteriosos, segue um regime diferente: eles não se alimentam de sangue humano por questões simplesmente morais. Como animais porém, eles são tentados e precisam lutar para resistir a este instinto básico de sua espécie. O que realmente atrai em Crepúsculo é este contraste feito de formas diferentes entre Bella e Edward. Enquanto ele é estonteante, charmoso, inteligente, sem falar nos superpoderes, Bella é comum, estabanada e não muito popular. A grande jogada é justamente essa: fazer com que todas as meninas do mundo sejam Bellas Swann e que todas elas desejem ter o romântico e protetor Edward ao seu lado.
O filme porém transmite poucas das qualidades do livro. O elenco é bem fraco, composto principalmente por atores na escalada para a fama e que não dão aos personagens a força psicológica que Meyer construiu tão cuidadosamente no romance. Os efeitos especiais são impossíveis de se ignorar e é quase ridículo pensar que em uma geração onde é tão fácil fazer filmes, uma superprodução como esta não tenha se dado ao trabalho de se esforçar no quesito visual. Robert Pattinson é a encarnação visual perfeita do vampiro Edward Cullen, mas sua atuação deixa a desejar e o espectador acaba perdendo o efeito principal de sentir a paixão insuportavelmente forte entre os dois personagens, elemento principal para que resistir à tentação tenha mérito na história.

O filme, como o romance, é politicamente correto e apresente alusões claras à responsabilidade de Edward e Bella no quesito sexual. Nem mesmo beijos apaixonados são trocados entre eles e os sentimentos tentam ser transmitidos por olhares intensos e diálogos engasgados. A história, embora corra demais na tela, apresentou uma boa qualidade não existente no livro: a de introduzir os "vilões", os vampiros inimigos, ao longo do filme e gerar uma expectativa que o romance falhou em conseguir.

Com um pouco de prática e algumas mudanças na aplicação do orçamento, é possível que a sequencia "Lua Nova", prevista para este ano, consiga ser mais feliz em agradar os milhões de leitores apaixonados por esta original história de amor impossível.

PRÊMIOS: Fevereiro é O mês do cinema e para provar, este domingo será a premiação oficial dos British Academy Film Awards, o BAFTA. E é claro, todos estão ansiosos pelos famosos Oscars que acontece no dia 22 de fevereiro. A academia já soltou os indicados e quem quiser conferir é só ir em www.oscar.com/nominees e ver a lista completa. O grande vencedor deste ano é o maravilhoso "The Strange Case of Benjamin Button" que foi indicado a treze estatuetas, incluindo melhor filme, ator, atriz coadjuvante e diretor. Concorrem com Benjamin Button para melhor filme: Frost/Nixon, Milk, The Reader e Slumdog Millionaire. Vamos esperar!
Fico por aqui hoje!
Até breve!


domingo, 14 de dezembro de 2008

Corta!


Bom gente, primeiramente eu gostaria de agradecer a qualquer um de vocês que tenha se dado ao trabalho de entrar no blog pra ler os posts e eu espero que tenham aprendido um pouco mais sobre essa coisa maravilhosa que é o cinema, capaz de nos transportar para qualquer lugar e de nos fazer querer viver mais, mais aventuras, mais emoção, mais amor.

O "Sétima Arte" vai dar uma pausa agora e volta em fevereiro devido a uma viagem que a escritora que vos fala vai fazer. Muita coisa vai rolar nas férias, muitos filme estreando e muitos outros que vão sair em DVD para os que não tiveram tempo de assistir no cinema. Não se esqueçam de ficar ligados no que está acontecendo aí! Eu recomendo muito pra quem quiser saber de novidades entrar no http://www.imdb.com/ no http://www.omelete.com.br/ e na www.apple.com/trailers . Todos os três muito bons. Semana que vem estréia aí o super esperado Crepúsculo, adaptação de um livro que eu amei e que é a maior febre agora no mundo, ao menos entre as meninas!

Bom é isso aí então! Continuem assistindo, pesquisando e explorando porque eu volto em fevereiro com novidades e com um ano fresquinho cheio de estréias super esperadas como Watchmen, Push e Homem-Aranha 4.

Tenham todos um feliz natal e um ano novo maravilhoso! Vamos interromper as filmagens, mas a gente volta!

Um abraço grande.

Luiza Salazar

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl


Ficha Técnica:

Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl) EUA 2003

"Prepare to be blown out of the water"

Diretor: Gore Verbinski

Escritores: Ted Elliot e Terry Rossio (roteiro)

Estúdio: Walt Disney Pictures

Elenco: Johnny Depp, Keira Knightley, Orlando Bloom, Geoffrey Rush


Quando a filha do governador de Port Royal, Elizabeth Swann é raptada pela maléfica tripulação do infame navio Pérola Negra, o jovem e apaixonado ferreiro William Turner deve procurar a ajuda do homem mais inescrupuloso e incorreto do Caribe: Capitão Jack Sparrow. Sparrow e Turner unem forças para localizar o navio e seu capitão, Barbosa, e descobrem que uma terrível maldição recai sobre os seus tripulantes.

Piratas do Caribe foi inspirado na atração de mesmo nome localizada no Walt Disney World Resort e projetada pelo prórpio Walt Disney. Quem já visitou o lugar sabe que algumas cenas do filme são tão semelhantes ao brinquedo que chegam a dar aflição e o longa conseguiu transmitir toda a magia e aventura bucaneira que seu criador gostaria de ver. O filme é divertido, com belos cenários, ação de primeira qualidade e possui o personangem que viria a se tornar um dos mais carismáticos dos estúdios Disney: o bêbado e engraçado Jack Sparrow. Johnny Depp encarnou o personagem com toda a sua habilidade renomada de excelente ator e o transformou em algo único, um homem que não deixa espaço para mais ninguém na tela, exceto talvez o também brilhante Capitão Barbossa, interpretado por Geoffrey Rush.

A maluquice de caveiras e mortos vivos que poderia ter enfurecido os mais céticos, foi feita com tamanha maestria e estilo que conquistou o coração de todos os que assistiram às peripécias de Turner e Sparrow. Elizabeth Swann é infelizmente apagada na pele da sempre fraca Keira Knightley, mas cumpre bem o seu própósito. As filmagens feitas em alto-mar e os efeitos especiais espetaculares, aliados a uma trilha sonora perfeita do gênio Klaus Baldet, conferem à Piratas do Caribe um status de novo filme de aventuras, onde tudo não precisa ser bobo ou óbvio. O próprio personagem de Jack (que desagradou a Disney no começo) é uma ambiguidade sem fim, politicamente incorreto, mas deliciosamente divertido.

A magia de Disney e a aventura das histórias bucaneiras se combinam para formar esta obra prima do cinema, que ao contrário de suas sequências, possui todas as qualidades necessárias para levar públicos imensos a lugares inimagináveis.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Burn After Reading


Ficha Técnica:

Queime Depois de Ler (Burn After Reading) EUA 2008

"Inteligence is relative"

Diretores: Joel e Ethan Coen

Escritores: Joel e Ethan Coen

Estúdio: Focus Features

Elenco: Brad Pitt, John Malkovich, George Clooney, Tilda Swinton, Frances McDormand.


Um ex-analista da CIA é despedido e resolve iniciar um livro com suas memórias. Traído pela mulher fria, Osbourne Cox é agressivo e impaciente e inicia sua jornada com uma enorme confusão. O disco contendo informações e suas memórias da agência acaba caindo nas mãos de dois inescrupulosos e nada inteligentes trabalhadores de uma academia: Chad Feldeheimmer e Linda Litzke, que tentam vendê-lo de qualquer jeito, criando uma divertida e perigosa confusão que envolve amantes, agentes, alheios e todo tipo de mal entendido possível.

Joel e Ethan Coen atraíram a atenção dos críticos com o elogiado "Onde os Fracos não tem Vez" que levou o Oscar de melhor filme neste ano. Em Queime Depois de Ler, os irmãos Coen mostram novamente a genialidade e originalidade absurdas e deliciosas que possuem. O filme é completamente diferente de tudo que já foi feito, quase não podendo ser encaixado em um gênero. O humor é perfeitamente negro, deixando o espectador surpreso em cada cena. A sucessão de eventos é mais estranha do que se podia imaginar, e envolve uma série de comportamentos potencialmente psicopatas de pessoas completamente diferentes, unidas pelas estranhas circunstâncias da vida.

O elenco não podia ser melhor. A escolha de Brad Pitt para encarnar o completamente retardado Chad parece inusitada já que ele é o costumeiro galã. Mas Pitt é também um excelente ator e prova ser capaz de tudo ao representar com genialidade de gente grande o tapado trabalhador da academia. Chad faz par com o personangem igualmente carismático de Frances McDormand, e juntos eles formam uma dupla que simplesmente tinha tudo para dar errado: os únicos que aparentemente ainda não sabem que a Guerra Fria acabou e que julgam o punhado de informações inúteis que tem, suficientes para entrarem em uma espécie de submundo da espionagem.

Unindo uma direção impecável a um roteiro original e às cenas completamente íntimas e reconhecíveis, Queime Depois de Ler vai além do patamar da típica comédia, mostrando uma situação inédita com inteligência e irreverência dignas de aplausos de pé. Uma excelente escolha, qualquer que seja o seu gosto.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

domingo, 7 de dezembro de 2008

The Italian Job


Ficha Técnica:

Saída de Mestre (The Italian Job) EUA/França 2003

"Get in. Get out. Get even"

Diretor: F. Gary Gray

Escritores: Troy Kennedy-Martin (versão de 1969)

Donna Powders (roteiro)

Estúdio: Paramount Pictures

Elenco: Mark Wahlberg, Charlize Theron, Edward Norton, Donald Sutherland, Seth Green


A equipe de ladrões muito profissionais liderada por Charlie Croker acaba de cometer um grande crime. Perfeito. Mas quando um dos membros da própria equipe trai os demais e custa a vida de alguém, Charlie planeja sua vingança que envolve roubar de volta o que foi tirado deles causando um dos maiores congestionamentos da história de Los Angeles.

Saída de Mestre é baseado em um outro longa de 1969 de Michael Caine, com o mesmo nome. Os tempos mudaram, mas a trama continua sendo charmosa, surpreendente e absolutamente genial. O filme consegue dosar com perfeição as difíceis medidas de ação, mistério e crime deixando o espectador completamente hipnotizado, fascinado, intrigado, curioso e emocionado. A equipe é composta daquelas pessoas incríveis demais para serem verdade: diálogos afiados, flertes sofisticados e um conhecimento fora do normal sobre as mais diversas áreas relacionadas ao roubo. Mas é justamente por isso que o filme consegue ser tão divertido: engraçado de forma inteligente e com perseguições que não são exatamente estilo 007.

O personagem de Mark Wahlberg é bom. Sem muita profundidade, mas tudo que você poderia pedir de um ladrão com bom coração. Charlize Theron é belíssima, mas não precisa se utilizar de sua beleza estonteante para chamar a atenção dos homens ou dos espectadores: ela o faz com presença, sofisticação e um toque um tanto "pessoal" que nos faz imaginar que talvez poderíamos ser como ela. O holofote está, como de costume, sobre Edward Norton, que só não ofusca os colegas pela incrível diversidade de papéis do filme, que dá espaço para que cada personagem se desenvolva com o próprio espaço. Ainda assim, Norton é brilhante, atraente e convincente, no papel provavelmente mais difícil de interpretar: o do único homem que não sabe de tudo.

Aliando a inteligência dos filmes de crime com uma ação explosiva, carros velozes e belos personagens, Saída de Mestre é uma excelente diversão com um "que" de diferente, que merece ser vista por todos os admiradores do cinema.


CURIOSIDADES: O segundo filme da série, entitulado "The Brazilian Job" tem estréia prevista para 2011. O elenco do primeiro filme tem a presença confirmada de volta neste novo longa, com exceção de algumas pessoas. Charlize Theron, Mark Wahlberg e Seth Green são alguns dos que já confirmaram participação na sequência. Com a excelência do primeiro filme e um título tão atrativo, roemos as unhas para ver o que será desta nova obra.


Fico por aqui hoje.

Até breve.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Vantage Point


Ficha Técnica:

Ponto de Vista (Vantage Point) EUA 2008

"8 strangers. 8 points of view. 1 truth"

Diretor: Pete Travis

Escritor: Barry Levy

Estúdio: Columbia Pictures

Elenco: Dennis Quaid, Forest Whitaker, Sigourney Weaver, Ayelet Zurer, William Hurt, Mathew Fox


Quando o presidente Ashton, dos EUA, participa de uma convenção na Espanha para falar sobre terrorismo, os agentes do serviço secreto Thomas Barnes e Kent Taylor são designados para protegê-lo. Uma tentativa de assassinato contra o presidente é cometida e oito completos estranhos vêem o ocorrido sobre perspectivas diferentes, cada uma delas com algo a acrescentar. Se inicia então uma busca frenética pelo assassino que tenta escapar, e as informações são montadas como peças de um quebra cabeça, correndo contra o tempo.

Ponto de Vista pode ser acima de tudo, bem exaustivo. A cena do "assassinato" do presidente é repetida oito vezes para mostra o ponto de vista de cada um, e ela não é uma cena curta. Fora este pequeno contratempo, o filme cumpre bem o seu papel de deixar o espectador tenso, não a tensão de um filme de terror, mas aquela em que é preciso colar os olhos na tela para tentar compreender a história que se desenrola. Os pontos de vista são muito bem explicados e revelam, mesmo que de forma sutil, pistas que envolvem a platéia em uma investigação sincronizada com o elenco.

Forest Whitaker, rouba o brilho de todos os outros, como sempre acontece cada vez que aparece em um filme. O ator dá uma gentileza e simpatia tão grande ao seu personagem que comove o espectador e o faz prestar mais atenção nele do que no rebuliço que se desenvolve na praça lotada. Dennis Quaid e Mathew Fox estão ambos bem fracos: o primeiro pois já se apresenta a algum tempo em uma decadência na carreira. O segundo porque apesar de ter sido lançado para o estrelato como um foguete pelo seriado "Lost", não consegue convencer nem uma criança de seus papéis na telona.

A solução do filme é inteligente e surpreendente, mais do que suficiente para transformar Ponto de Vista em um filme no mínimo divertido. Não esperem ação ao estilo Bourne, ou suspense ao estilo "Silêncio dos Inocentes". Ponto de Vista está mais no patamar de filmes médios, que divertem, mas não marcam.


Fico por aqui hoje!

Até breve!


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Basic Instinct


Ficha Técnica:

Instinto Selvagem (Basic Instinct) EUA 1992

"A brutal murder. A brilliant killer. A cop who can't resist the danger."

Diretor: Paul Verhoeven

Escritor: Joe Eszterhas

Estúdio: Canal +

Elenco: Sharon Stone, Michael Douglas, Jeanne Tripplehorn.


Um detetive de São Franciso que frequenta a terapia por comportamento agressivo é designado para a investigação de um assassinato brutal. Todas as pistas parecem apontar para a sensual escritora Catherine Trammel que inicia um jogo de gato e rato com o detetive, tornando-o cada vez mais vítima de seu charme irresistível.

Instinto Selvagem foi um filme especialmente "desinibido" para a época e extremamente controverso. A famosa cruzada de pernas de Sharon Stone na sala de interrogatório gerou discussões e até hoje é vista como uma das cenas mais famosas do cinema. O filme foi responsável por transformar a loira em sex symbol e lhe rendeu elogios da crítica e do público. Michael Douglas está perfeito no papel do Detetive Nick, alcóolatra, fumante, agressivo e com uma séria tendência de descontar suas frustrações no sexo. Arma perfeita para ser utilizada por Catherine Trammel.

O assassinato brutal que dá início ao filme podia ser um pouco menos chocante, mas o clima de tensão que se estabelece sobre quem o cometeu, conquista o espectador aos poucos. No início existe a certeza absoluta de que Catherine matou tanto esta vítima quanto algumas outras, mas embora ela faça questão de se mostrar culpada, mas sem entregar o jogo, a dúvida vai se instalando a medida que outras possibilidades são apresentadas. Michael Douglas consegue retratar com perfeição a aflição do detetive que parece ser o único que compreende o que está acontecendo.

Não posso dizer que é um filme para todos, mas para os de estômago forte e sede pelos bons filmes de suspense, Instinto Selvagem é um must-see, um filme que definitivamente mudou a história da sétima arte.


NOVIDADES: Algumas fotos do novo filme do X-Men Wolverine foram liberadas, assim como algumas revelações sobre a história do longa que deve estrear em maio de 2009. Quem quiser conferir as fotos é só acessar http://www.omelete.com.br/popup/popup_galeria_imagens.aspx?id=100016766&img=1

O diretor do filme Justice League anunciou que está oficialmente fora do projeto. O filme sobre os super heróis da DC COmics acabou sendo paralisado e o diretor George Miller acredita que se for voltar a ser filmado, o elenco será reescalado.


Fico por aqui hoje!

Até breve!