quinta-feira, 14 de maio de 2009

Toy Story 3 chega aos cinemas em 2010


Para os fãs da Pixar, mais uma boa notícia.

Além da estréia bem recebida do novo longa "Up", a Pixar revelou o seu próximo grande projeto com estréia prevista para 18 de junho de 2010.

Toy Story 3 continua a história dos personagens que transformaram a Pixar em um gigante das animações e terá novamente os talentos vocais de Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack e possivelmente Michael Keaton. A direção fica por conta de Lee Unkrich, co-diretor de Procurando Nemo, Monstros S.A e Toy Story 2.

Desta vez, Woody, Buzz e seus amigos são largados em uma creche depois que o dono anterior, Andy, vai para a faculdade.


No longa Up, é possível ver um novo personagem de Toy Story 3, um urso cor-de-rosa quando a câmera filma a casa cheia de balões passando por uma janela.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Deception

Ficha Técnica:

A Lista – Você está livre hoje? (Deception) EUA 2008

“When you're in this world, no one is who they seem, and everyone is playing the game”

Diretor: Marcel Langenegger

Escritores: Mark Bomback (roteiro)

Estúdio: Seed Productions

Elenco: Ewan McGregor, Hugh Jackman, Michelle Williams.

Jonathan McQuarry é um solitário contador que conhece o charmoso e bem sucedido advogado Wyatt Bose. Wyatt apresenta Jonathan a um mundo desconhecido de esportes, bebida e belas mulheres. Quando os celulares deles são trocados acidentalmente, Jonathan ganha acesso a uma privilegiada lista, onde encontros noturnos com mulheres maravilhosas estão a apenas alguns números de distância. Seduzido, Jonathan logo descobre que a lista lhe causará mais problemas do que ele podia imaginar.
A lista tem uma proposta interessante e dois grandes atores. Mas isso não o salva de ser apenas mais um filme medíocre. O personagem de Ewan McGregor, um belo desperdício do talento do ator, é óbvio, previsível e uma tentativa fútil de ganhar a simpatia do espectador. A vida de Jonathan, apresentada como algo tão patético e ordinário, não passa de um retrato perfeito da vida da maioria das pessoas que trabalham demais.
Em contrapartida, o estilo de vida tão charmoso que o personagem de Hugh Jackman vende, nada mais é do que uma visão idealizada de Hollywood que nem mesmo o espectador mais ingênuo é capaz de comprar como sendo verdadeira. O filme não tem os aspectos comuns que nos chamariam atenção para sua negatividade, mas erra imensamente em tentar vender uma idéia que só é concebível em filmes.
É este erro que o arrasta para baixo. A veracidade da história começa a ir por água abaixo com a amizade forçada e repentina de Jonathan e Wyatt e piora consideravelmente quando apresenta a lista: homens e mulheres estonteantes e bem sucedidos que fazem sexo sem compromisso, já que não tem tempo de ter uma relação normal como os outros pobres mortais. Michelle Williams, do enfadonho Dawson’s Creek, nem sequer merece ser mencionada por seu papel quase invisível e sua absoluta falta de capacidade em transformar sua presença em algo indispensável.
Longe de ser um suspense eficaz, A Lista é previsível e tenta, de forma nem um pouco sutil, forçar o espectador a se imergir em um mundo que simplesmente não existe. Ingrediente fundamental do filme de suspense, essa imersão falha, não simpatizamos com ninguém e a maior expectativa do filme é para que ele acabe.

Fico por aqui hoje!
Até breve!

sábado, 9 de maio de 2009

Star trek


Ficha Técnica:

Star Trek (Star Trek) EUA 2009

"The future begins"

Diretor: J.J Abrams

Escritores: Roberto Orci e Alex Kurtzman (roteiro)

Gene Roddenberry (série)

Estúdio: Bad Robot

Elenco: Zachary Quinto, Chris Pine, Eric Bana, Zoe Saldana, John Cho, Simon Peg, Karl Urban


Star Trek narra o princípio das histórias dos infames Capitão James T. Kirk, Spock e todos os outros membros da U.S.S Enterprise. Sob a ameça de um ataque romulano e a iminente destruição do planeta Vulcano, a nave U.S.S Enterprise parte para sua primeira e histórica missão com a equipe que conquistou milhões de fãs no mundo inteiro.

Como falar de Star Trek sem ferir a lenda? Os fãs da série, conhecidos como os maiores geeks da cultura norte americana certamente ficaram de olho nesta nova produção, com temor de que a ambição de Hollywood por ser sempre grande pudesse estragar a delicadamente construída reputação deste ícone da TV. Como pessoa que tem fé na capacidade do cinema de ressucitar grandes ícones, fiquei simplesmente estarrecida. Como conhecedora, mas não fã, de Star Trek, fiquei extremamente satisfeita.

Star Trek conquista nas primeiras cenas: agitadas, nobres, sensíveis e épicas. A introdução do universo e dos charmosos personagens ficam claras nas primeiras explosões e trocas de diálogo afiados. Impossível não se sensibilizar com a atitude heróica do Capitão George Kirk e não ficar abalado com aquela pequena figura de orelhas pontudas e olhos ferinos que demonstram um dilema que é construído de forma sutil e magnífica. Não fosse por estas grandes cenas que abrem a produção, talvez o impacto não seria o mesmo.

Mas, ao contrário de muitos filmes que apostam nas exaustivas cenas de efeito, Star Trek mantém a qualidade, transportando mesmo os espectadores alheios ao universo de Klingons e Vulcanos a uma aventura pelo espaço como somente Star Wars tinha conseguido. Esqueçam os clichês. Este novo Star Trek paralisa o olhar com cenas espetaculares e acima de tudo com personagens capazes de direcionar a atenção para eles, mesmo quando o universo está se desfazendo pela janela da imensa U.S.S Enterprise.

Spock é, sem dúvida alguma, o trunfo do filme. Com olhar penetrante e uma frieza que conquista, Zachary Quinto, conhecido por seu papel em Heroes, é o anti-herói ideal, torturado por uma indecisão que remonta ao seu nascimento e forçado constantemente a superar seus próprios limites. Kirk é o bonitão, mas nem por isso deixa de divertir. Suas constantes panacadarias e sua capacidade inacreditável de se colocar nas piores situações possíveis certamente redefinirão o padrão do personagem para todos. E se a complexidade dos personagens não bastasse, a execução de uma história não tão original para que fique brilhante certamente o faria. O visual do filme, com sua naves gigantescas e sua completa falta de compromisso com o real que conhecemos, é espetacular no sentido grandioso da palavra. Não falta diversão para quem simplesmente quer ver uma troca de tiros e muitas explosões.

Por todos os ângulos, Star Trek é brilhante. Ele consegue domar todos os rebeldes e sem dúvida alguma carregar mais alguns adeptos à cultura dos klingons que creio eu, depois de tão magnífica obra, não será mais tão geek.


Fico por aqui hoje!

Até a próxima!

sábado, 2 de maio de 2009

I Love You, Man


Ficha Técnica:

Eu te amo, cara (I Love You, Man) EUA 2009

"Are you man enough to say it?"

Diretor: John Hamburg

Escritores: John Hamburg e Larry Levine (roteiro)

Estúdio: Bernard Gayle Productions

Elenco: Paul Rudd, Rashida Jones, Jon Favreau, Jason Segel


As vésperas de seu casamento, Peter Klaven percebe que não tem nenhum candidato verdadeiro para ser seu padrinho, já que ele não tem nenhum amigo realmente próximo. Encorajado pela noiva, Peter começa a procurar um amigo e seu caminho acaba se cruzando com o do irreverente Sidney Fife. Juntos, eles descobrem as alegrias da amizade masculina e os problemas que vem com ela.

Esqueça as comédias românticas convencionais. Eu Te Amo, Cara é uma comédia romântica entre homens heterossexuais. Parece estranho? Pode ser, mas ainda assim o diretor John Hamburg conseguiu fazer a fórmula funcionar, e muito bem. O carismático e abestalhado personagem de Paul Rudd rende algumas risadas, mas é a espontaneidade absoluta do personagem Sidney Fife (Jason Segel) que consegue elevar o filme a um outro patamar.

Já cansamos de ser submetidos ao ritual de "encontro", idolatrado pelos americanos. Eles costumam ser sempre iguais: um restaurante, alguns diálogos afiados, momentos de falta de jeito seguidos por um sucesso absoluto ou um fracasso vergonhoso. Eu Te Amo, Cara se aproveita desta fórmula clichê para criar a mesma situação com homens que simplesmente querem ser amigos. E convenhamos, usar um serviço de internet para achar amigos é um tanto mais constrangedor do que fazê-lo para achar um par romântico.

Os jantares, supostos encontros e as outras tentativas estapafúrdias que Peter utiliza para achar amigos jogam para o espectador um misto de emoções que passa da pena à vergonha, tendo risadas e outros elementos diversos no recheio. Mas quando finalmente Peter acha sua "alma gêmea" em Sidney, o filme assume uma postura mais típica e mostra o quanto a amizade masculina, tão pouco explorada na telona, pode ser bonita em sua simplicidade. Claro que, sendo mulher, eu acredito que não sou completamente capaz de entender exatamente o quão verdadeiro é o retrato pintado no filme, mas como observadora acredito que é convincente o suficiente para agradar até o mais exigente dos espectadores.

O humor do filme é pensado, infelizmente recaindo várias vezes nas piadas de sexo que são excessivas no filme (faz parte do universo masculino? será?). Mas são os pequenos detalhes e a sutileza com que a amizade entre Sidney e Peter flui com naturalidade que transformam Eu Te Amo, Cara em um filme certamente diferente de todos os outros. Não é digno de prêmios, nem de grandes elogios pela parte técnica, mas é absolutamente brilhante e único na proposta de sua execução.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Knowing


Gente o blog está carente mesmo! Eu juro que estou tentando atualizar, mas eu mal mal tenho tido tempo de ver filmes!

Eu sinceramente espero que vocês tenham paciência né? Vamos tentar retomar em Maio porque Abril foi um fracasso! Ironicamente eu vi muitos filmes novos nos cinemas, na TV e em DVD, mas as críticas virão!

Então ao filme de hoje!


Ficha Técnica:

Presságio (Knowing) EUA 2009

"Knowing is Everything"

Diretor: Alex Proyas

Escritores: Ryne Douglas Pearson e Juliet Snowden (roteiro)

Estúdio: Escape Artists

Elenco: Nicolas Cage, Rose Byrne, Lara Robinson, Chandler Canterbury


Um grupo de alunos enterra uma cápsula com suas visões do futuro em 1959. Uma menina porém, Lucinda, não faz nada além de uma folha coberta por números na frente e no verso. 50 anos depois, a cápsula é aberta e o menino Caleb Koestler recebe a misteriosa folha de Lucinda. Seu pai, John, observa a folha e percebe que os números são datas e outros dados de catástrofes que já aconteceram e ainda vão acontecer em diversos lugares do mundo. Ele se encontra então em uma busca desenfreada pela verdade, que o irá levar a uma descoberta assustadora.

Presságio não é lá muito original na sua premissa: o fim do mundo. Este tópico já foi exaustivamente explorado, mas por motivos quase transcendentais, os espectadores continuam comprando as mirabolantes teorias da conspiração que levam à fantasia de sua própria destruição. Seja porque a humanidade gosta de se ver punida ou porque a boa e velha morte de alguns não satisfaz mais, a fórmula faz sucesso. E Presságio sabem bem disso, se utilizando de todo tipo de baboseira que puder encontrar para mostrar que os sinais estão bem na nossa frente.

E se há uma coisa que o espectador gosta mais do que o fim do mundo, é sua superioridade no conhecimento. As pessoas gostam de saber o que as outras não sabem, de participar daquilo que os mortais nem sabem que existe. Nicolas Cage interpreta justamente um homem fascinado com essa verdade. Ele vê em si mesmo a chance de se tornar um novo salvador da humanidade com seu interminável conhecimento de uma folha de papel. E aí começa o primeiro erro do filme: um homem relativamente descrente e desiludido, que, de uma hora para a outra passa a enxergar significado em uma folha que pessoas do seu tipo queimariam. E, inexplicavelmente, Cage passa a querer estar em todos os lugares onde as supostas tragédias vão acontecer. Não é um Messias muito inteligente.

Seu envolvimento inclui cenas desnecessárias como correr para dentro dos destroços de um avião, com um rosto estampado por um choque nada convincente, tirando vítimas do fogo. Como se isso fosse ajudar. Cage não tem sido feliz nas suas escolhas recentes de filme: Lenda do Tesouro perdido 2, Perigo em Bangkok, etc. Acho que o ator foi invadido por uma síndrome Sansão e perdeu a fonte dos seus poderes de discernimento depois que passou a usar implante (o que já é mais um reforço de sua falta de discernimento). O fato é que, Presságio não foge ao padrão.

O filme passa grande parte da sua extensão tentando convencer o espectador de um perigo iminente com jogos de câmera que lembram bem Bruxas de Blair ou Cloverfield e não é muito bem sucedido. A sensação de aflição é só para que o filme acabe e as coisas só ficam piores quando os roteiristas resolvem fazer uma bela salada entre Guerra dos Mundos, Independence Day e uma série de passagens bíblicas, desde Jesus à construção da arca de Moisés. Um sentimento de pena invade qualquer um ao constatar que o diretor Alex Proyas, do excelente "Eu, Robô", foi incapaz de criar o universo charmoso e inteligente como o fez com Will Smith.

Talvez o tópico de fim do mundo ainda mereça alguns filmes. Bons filmes como Armageddon ou Independence Day (embora os EUA continue tomando todas as decisões). Mas Presságio certamente não cumpre sua função de filme revolucionário e muito menos de uma boa aventura. Só mostra a crescente incompetencia de um ator que já fez filmes brilhantes e uma falta de originalidade para explorar um tema complexo.


Fico por aqui hoje

Até breve!

domingo, 12 de abril de 2009

Singin' In the Rain


Ficha Técnica:

Cantando na Chuva (Singin' In the Rain) EUA 1952

"What a glorious feeling!"

Diretores: Stanley Donan e Gene Kelly

Escritores: Adolph Green e Betty Comden (história)

Estúdio: Metro Goldwyn Mayer Pictures

Elenco: Gene Kelly, Debbie Reynolds, Donald O'Connor, Cyd Charisse, Rita Moreno


O elenco e a equipe de um filme mudo de sucesso percebe a nova tendência do cinema falante e resolve fazer um filme com vozes. O problema é que o filme fica péssimo e eles tem que refazê-lo como um musical. A atriz principal, que é bonita mas tem a voz terrivelmente fina, precisa ser dublada pela talentosa Kathy Selden, que é o amor do protagonista do filme.

Feito na época de ouro de Hollywood, quando os grandes musicais eram o estouro nos cinemas, Cantando na Chuva é um tributo à arte de fazer filmes. Talvez por isso seja tão brilhante. A equipe passa pelas dificuldades enfrentadas pelos estúdios quando os filmes começaram a ser falados e com muita desenvoltura e bom humor, contornam as situações adversas.

É difícil, para não dizer impossível, descrever a experiência de assitir ao filme no século 21, onde se tornou tão fácil criar grandes produções com a abundância de recursos e tecnologia. O charme, a beleza e tudo aquilo que torna o cinema uma arte de emoções está presente no longa, que tem uma facilidade imensa de deixar o espectador encantado e implorando por mais, mesmo depois que as letras muito antigas anunciam o fim daquele espetáculo por cima do letreiro da MGM.

Os personangens são adoráveis, carismáticos e mais apelativos graças aos mestres que os encarnam com tanta perfeição. Os grandes dançarinos da época, Gene Kelly e Donald O'Connor transformam cada cena em um banquete para os olhos, armados de roupas coloridas e sapatos brilhantes que marcam os sons sincronizados no belo sapateado. A famosa cena em que Gene Kelly dança na chuva é apenas uma das muitas em que o ator demonstra o talento que o deixou famoso, com um sorriso mais do que simpático estampado no rosto do que poderia ser um galã comum. Donald O'Connor é igualmente fascinante e fantástico e seu personagem tem exatamente o papel do ator naquela produção: um coadjuvante indispensável que conquista com seu jeito palhaço e, é claro, seu talento exímio para a dança. Cyd Charisse, dona das pernas mais bonitas de Hollywood, faz uma aparição marcante que começa (claro) por suas pernas e marca sua presença, ainda que por alguns minutos, na mente e no coração de quem assiste ao filme.

As músicas e coreografias de Cantando na Chuva, são seguramente eternas e transportam em uma viagem de primeira classe, o espectador deslumbrado, para os grandes musicais da Broadway, para o mundo glamouroso e cheio de possibilidades de Hollywood e para um universo onde tudo é possível, tudo é imperfeitamente perfeito e o fantástico é apenas rotina: o maravilhoso universo do cinema.


OBS: Bom pessoal, desculpem pela falta de atualizações, mas as coisas andam meio corridas e eu não tenho tido tempo de escrever. Tenho muito filmes na lista e eu gostaria também de receber sugestões para o Sétima Arte e para filmes que vocês acham que devem ser comentados. Obrigada!


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Intolerable Cruelty


Ficha Técnica:

O Amor Custa Caro (Intolerable Cruelty) EUA 2003

"They can't keep their hands of each others assets"

Diretor: Joel Coen

Escritores: Robert Ramsey e Mathew Stone (história)

Joel e Ethan Coen (roteiro)

Estúdio: Universal Pictures

Elenco: Catherine Zeta-Jones, George Clooney, Geoffrey Rush, Billy Bob Thornton, Edward Herrman, Cedric The Entertainer.


Miles Massey é um advogado de divórcio que tem tudo. Uma impressionante lista de vitórias, dinheiro, sucesso, e o famoso pré nupcial Massey, dito infalível. Quando o tédio atinge sua vida bem sucedida, Massey vê em Marylin Rexroth a chance de um desafio. Depois do divórcio entre Marylin e o cliente de Miles, Rex, a moça acaba sem nada e coloca em prática um plano para se vingar do advogado responsável por arruinar sua meta perfeita de ser milionária dando o golpe do baú.

Em O Amor Custa Caro (tradução bem patética para o português), os irmãos Coen trazem de volta às telas o seu talento inigualável para o inteligente e satírico humor negro. Os personagens são inescrupulosos e interesseiros, mas ainda assim conseguem trazer um charme que nos faz torcer pelo sucesso de suas duvidosas empreitadas. George Clooney e Catherine Zeta-Jones tem uma química perfeita e trocam diálogos afiados, botando a prova a inteligência um do outro.

O Amor... é uma comédia romântica sim, mas muito, muito diferente do que estamos acostumados a ver. A situação já não tem nada de romântica: o mundo da advocacia do divórcio, com golpes e pré nupciais, é o ambiente perfeito para desiludir qualquer um da chance do amor. Mesmo com o dinheiro valendo tudo e Marylin pronta para derrubar Massey no primeiro golpe, a vida conspira a favor do atípico casal que descobre exatamente do que cada um precisa.

Com situações engraçadas como um matador que resolve mudar de vítima ou os tribunais que mais parecem circos, o filme traz estampado em cada detalhe a assinatura irreverente dos irmãos Coen e é uma garantia de diversão inteligente para os espectadores cansados de água com açucar.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

segunda-feira, 30 de março de 2009

The Sixth Sense


Ficha Técnica:

O Sexto Sentido (The Sixth Sense) EUA 1999

"I see dead people"

Diretor: M. Night Shyamalan

Escritor: M. Night Shyamalan (roteiro)

Estúdio: Barry Mendel Productions

Elenco: Bruce Willis, Haley Joel Osment, Tony Collete, Mischa Barton, Donnie Wahlberg


Um psicólogo infantil sofre um atentado de um dos pacientes que ele não conseguiu curar. Anos depois ele vê em Cole, um menino com os mesmos sintomas de seu antigo paciente, a chance de se redimir. Cole é recluso, anti-social e acima de tudo ele possui um segredo que só divide com o psicólogo Malcom Crowe: ele vê espíritos que não sabem que estão mortos e continuam seguindo suas vidas como se nada tivesse acontecido.

É desnecessário dizer que uma das coisas que mais atrai em O Sexto Sentido é o final surpreendente (que eu obviamente não irei revelar), mas mesmo para quem já conhece o final, vale a pena assistir o filme mais uma vez, apenas para contemplar e observar a perfeição com que foi executado, tendo agora informações adicionais.

Shyamalan, diretor um tanto instável, fez sucesso com este longa sobre o perturbado menino Cole. Mas ao contrário de outros suspenses que Shyamalan viria a dirigir, Sexto Sentido é ao mesmo tempo tenso e belo. As cenas são pensadas em seus mínimos detalhes, pequenas coisas assustadoras como portas de armários se abrindo em questão de segundos sem a menor explicação. O fato de que os "fantasmas" possam machucar Cole só torna o suspense um tanto pior a medida que o espectador começa a compreender as estranhezas do universo do menino e sentir na pele sua aflição.

As revelações perturbadoras de Cole e as cenas de pânico do garoto são frutos de um bom roteiro e boa direção, mas acima de tudo de uma excepcional atuação do menino Haley Joel Osment, que foi indicado ao Oscar pelo seu papel em o Sexto Sentido. A inocência de uma criança, com o rosto tão angelical como o de Cole, se mescla com a força do psicológico que o atinge, transformando-o em um menino com olhos de adulto transtornado.

A força do suspense se encontra também na completa solidão de Cole que tem plena consciência de que terá de lidar com tudo sozinho, já que não há ninguém (como normalmente acontece em filmes do gênero) que acredite na sua habilidade de falar com os mortos, quase sempre violentos. O melhor filme de Shyamalan, o Sexto Sentido vale a pena por todos os seus aspectos unidos de forma a deixar o espectador tão angustiado quanto seu protagonista.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Gone with the wind


Ficha Técnica:

...E o vento levou (Gone with the wind) EUA 1939

"The most magnificent picture ever"

Diretor: Victor Fleming

Escritores: Margaret Mitchell (romance)

Sidney Howard (roteiro)

Estúdio: Selznick International Pictures

Elenco: Vivian Leigh, Clark Gable, Hattie McDaniel, Leslie Howard, Olivia de Havilland


Em meio ás dores da guerra da secessão nos EUA, a jovem Scarlett O'Hara tem planos próprios. Embora seja o objeto de desejo de todos os homens, ela quer apenas um que não a ama: Ashley Wilkes, prestes a se casar com a bondosa Melanie. Mas a surpresa vem para Scarlet na forma do visitante de Charleston, um homem diferente e um tanto rude chamado Rhett Butler. Forçada a enfrentar a realidade dura da guerra, Scarlet se transforma de jovem mimada em fazendeira trabalhadora, amante de sua terra de Tara. Rhett e Scarlett criam então uma vida a dois cheia de amor escondido e ressentimento.

...E o Vento Levou é um clássico. Isso não pode ser debatido. Mas mesmo depois de 70 anos, ele continua tão espetacular e de tirar o fôlego como sempre foi. Poucos filmes, hoje ou há 70 anos podem se igualar à fotografia perfeita do romance, repleta de paisagens belas do campo americano. A guerra de secessão se transforma em pano de fundo para uma história de vida espetacular, e Scarlett O'Hara se tornou uma das primeiras heroínas da história do cinema. Sua força, paixão e vivacidade a transformavam numa personagem muito a frente do seu tempo, interpretada com maestria pela belíssima Vivian Leigh.

Esqueçam o romance do século 21. Embora antiquado, o romance do filme é extremamente apelativo ainda hoje e o casal Scarlett e Rhett parece ter sido inspirado na megera domada de Shakespeare, com os melhores toques do Sul dos EUA. A música que serve de trilha sonora para o filme é uma das mais belas já compostas para a sétima arte e pode ser apreciada mesmo anos depois de sua criação. Preparem-se, porém: três horas e meia de duração para um filme da década de 30 não é exatamente o esperado, mas vendo o longa com olhos para apreciar sua beleza, é garantia de que as três horas passarão muito normalmente. Uma belíssima obra prima com grandes nomes do cinema e um clássico para ser apreciado por muitas gerações ainda por vir.


CURIOSIDADES: Na famosa cena de beijo entre Scarlett e Rhett, a atriz que interpretou Scarlett, Vivian Leigh, declarou ter detestado o beijo do ator Clark Gable devido ao seu mau hálito. Mas a cena não perdeu nada com isso.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 19 de março de 2009

The Fugitive


Ficha Técnica:

O Fugitivo (The Fugitive) EUA 1993

"A murdered wife. A one-armed man. An obsessed detective. The chase begins"

Diretor: Andrew Davis

Escritores: Roy Huggins (personagens)

David Twohy (história)

Estúdio: Warner Bros Pictures

Elenco: Harrison Ford, Tommy Lee Jones, Julianne Moore, Sela Ward, Joe Pantoliano


O médico-cirurgião, Dr. Richard Kimble, é injustamente acusado do assassinato de sua esposa. Quando Kimble vai ser transferido para outra prisão, o veículo que o transporta sofre um acidente e ele se vê engajado em uma fuga alucinada do agente Sam Gerard enquanto tenta provar sua inocência, caçando o verdadeiro culpado.

O Fugitivo é prova de que um filme de ação não precisa ter "sacação" para ser bem sucedido. A trama de Kimble é envolvente do início ao fim, muito graças às atuações brilhantes de Harrison Ford e Tommy Lee Jones.

O Fugitivo não foi o primeiro e nem será o último a trabalhar com a trama do personagem que é acusado de um crime que não cometeu, mas a fórmula funciona: o espectador permanece angustiado, ansiando a cada minuto para que justiça seja feita na tela. Obviamente, Kimble é o personagem que todos amamos: um médico amoroso e dedicado, que mesmo no ritmo mais alucinante de fuga, arruma maneiras de ajudar os outros, ou de se ajudar sem prejudicar ninguém.

O ritmo frenético não remonta a filmes do estilo Michael Bay, onde o público mal tem tempo de respirar, mas é brilhante justamente por sua execução dosada, no limiar entre desnortear e entediar o espectador. Tommy Lee Jones, que ganhou um Oscar por seu papel como Sam Gerard, é um policial encantador embora seja clichê: durão, persistente, mas capaz de admitir quaisquer erros que ele possa cometer em sua volúvel profissão. Cenas eletrizantes, bons atores, um roteiro bem montado e parte técnica impecável: O Fugitivo faz sua entrada de honra na lista de filmes que nunca vão envelhecer.


NOVIDADES: Tom Cruise revelou para a imprensa japonesa que está trabalhando na continuação de sua série de sucesso, Missão: Impossível 4. A Paramount, responsável sobre os outros filmes da franquia, não se pronunciou sobre o assunto.


FIco por aqui hoje!

Até breve!

segunda-feira, 16 de março de 2009

The Code


Ficha Técnica:

Jogo Entre Ladrões (The Code) EUA 2009

"Never trust a thief"

Diretora: Mimi Leder

Escritor: Ted Humphrey

Estúdio: Nu Image Films

Elenco: Morgan Freeman, Antonio Banderas, Rhada Mitchell, Robert Forster


Um veterano nos roubos de arte seleciona um ajudante para o auxiliar no roubo de dois ovos Fabergé de uma joalheria chamada "Romanov". Os chamados "ovos misteriosos" só são conhecidos pelos russos e uma complicada teia de relações da máfia se revela aos poucos para os dois ladrões que precisam planejar o golpe e escapar da polícia.

Acho que é seguro dizer que filme de roubo virou moda. Moda mesmo. Infelizmente, as inspirações como "Thomas Crown", "Golpe de Mestre" ou "Onze Homens" não inspiraram tambpem a qualidade. Este é bem o caso de Jogo entre Ladrões que estreou sexta feira aqui no Brasil. O filme parte de um argumento, bem, comum: o roubo de obras de arte valiosas. O problema não é a trama ser batida, mas a forma completamente sem sentido com que ela é executada.

O filme começa com uma série de diálogos incompreensíveis e transforma relações de desconhecidas a íntimas em segundos. O espectador não tem tempo de entender como todas as pessoas se conhecem e muito menos o que todas pretendem. Antonio Banderas dá, provavelmente, a pior atuação de sua carreira e parece bem um adolescente estreante ao invés do ator maduro que é há tantos anos. Morgan Freeman salva um pouco, mas seu papel é tão pobre que não convence nem mesmo o próprio Freeman.

O roubo não é destes inteligentes que esperamos ver depois de tantos filmes surpreendentes. É bem comum, como o restante do filme, e o seu desenrolar é ainda mais enfadonho. Ao que tudo indica, a diretora de seriados Mimi Leder, não sabia muito bem como preencher o tempo do filme e o empanturrou com uma série de acontecimentos aleatórios, cenas de sexo desnecessárias e uma boa porção de bobagem. Um filme feito para deixar o espectador exatamente como ele entrou na sala: neutro.


NOTíCIAS: Em uma entrevista concedida ao site IGN, Sam Raimi revelou novidades sobre o quarto filme da franquia Homem-Aranha.
O diretor afirmou que, atualmente, ele e o roteirista estão trabalhando na história do filme. Sobre o vilão, o cineasta afirmou que não criará nenhum personagem. O vilão presente na continuação será das histórias em quadrinhos.
Segundo Raimi, o quinto filme ainda não está sendo desenvolvido, mesmo depois da Sony ter afirmado que as continuações iriam ser rodadas ao mesmo tempo.
Ao ser questionado sobre a participação de Kirsten Dunst, Raimi afirmou que está esperançoso de que atriz possa estar presente no filme. “Haverá uma história para ela, não seria um longa do Homem-Aranha sem sua presença”, afirmou o diretor em uma entrevista concedida ao site da MTV.

FONTE: CINEMA EM CENA


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Fargo


Ficha Técnica:

Fargo (Fargo) EUA 1996

"And ordinary place, an extraordinary thriller"

Diretor: Joel Coen

Escritores: Joel e Ethan Coen (roteiro)

Estúdio: PolyGram Filmed Entertainment

Elenco: William H. Macy, Frances McDormand, Steve Buscemi.


Jerry Lundergaard traça o que ele acredita ser o plano perfeito. Mandar raptar sua mulher para conseguir o dinheiro do resgate do sogro. Mas quando seus parceiros no esquema matam três pessoas e a inteligente chefe de polícia Marge Gunderson fica encarregada da investigação, a vida de Lundergaard vira de pernas para o ar.

Fargo, Dakota do Sul. Exatamente quanta ação e mistério alguém poderia esperar desta minúscula cidade no Norte dos EUA? Joel e Ethan Coen mostraram que aparentemente, muita. Os brilhantes roteiristas de estilo único e irreverente impressionam nesta comédia/suspense, feita para ser apreciada em qualquer época. O crime é simplesmente estúpido. Os criminosos, bem, vamos dizer que eles nada tem de charmosos. E a policial não podia ser mais simpática. Em um golpe brilhante, eles ainda colocaram a personagem da incrível Frances McDormand, grávida, para aumentar ainda mais a sensação de rotina de cidade pequena.

Embora os crimes sejam brutais, os irmãos Coen, tendo Joel na direção, os transformaram em algo quase cômico, no humor negro que somente eles poderiam transmitir, como fizeram em "Queime Depois de Ler". A inesperada virada dos eventos e as arrebatadoras consequencias de uma mentira, cativam o espectador cena após cena, mantendo-o alerta, mas nunca ao ponto da tensão que se sente nos filmes mais pesados de suspense. Uma direção brilhante, um roteiro impecável e atores de tirar o fôlego: Fargo é mais um filme feito para a apreciação cuidadosa dos amantes da sétima arte.


FIco por aqui hoje!

Até breve!

terça-feira, 10 de março de 2009

Watchmen


Chegamos a mais uma marca no Sétima Arte gente! Mais de 150 postagens no ar! UHUUU!! Obrigada a todos vocês que tiraram minutos do dia pra ler minhas tentativas de crítica e espero que vocês continuem a aproveitar o cinema com tudo que ele oferece. A escritora que vos fala está fazendo um curso de crítica e teoria cinematográfica e eu espero brevemente poder dar relatos mais detalhados sobre os filmes que rolam por ai!

E agora ao nosso filme de hoje


Ficha Técnica:

Watchmen (Watchmen) EUA 2009

"Justice is coming to all of us. No matter what we do"

Diretor: Zack Snyder

Escritores: David Hayter e Alex Tse (roteiro)

Alan Moore (graphic novel)

Estúdio: Warner Bros Pictures

Elenco: Malin Akerman, Billy Crudup, Jackie Earle Haley, Stephen McHattie


Depois do assassinato de um dos vingadores, um grupo de justiceiros da década de 70, Rorshac, um dos únicos remanescentes heróis parte em uma busca por vingança e esclarecimento sobre o que está fazendo com que todos os seus amigos desapareçam e deixem de atuar como os justiceiros que um dia foram.

Watchmen foi votado em 2008 como o filme mais esperado de 2009. Não que isso faça alguma diferença no resultado final, mas filmes que tem um marketing tão pesado e adiantado como o de Watchmen acabam tendo que preencher expectativas que o público nem sequer sabia que possuía. O diferencial do filme e da história, porém, é a completa ausência deste duelo entre o bem e o mal, tão comum nas histórias em quadrinhos. Os heróis não são bem heróis e os vilões são aqueles com os quais todos os mortais, reais ou não, precisam lidar todos os dias: guerra, destruição, violência e o apelo emocional da mídia.

O filme é inteiramente focado nos fortes e inúmeros distúrbios emocionais dos antigos justiceiros que veem suas vidas reduzidas a uma rotina anti-natural, incapazes de fazer aquilo que nasceram para fazer. Afinal de contas, como alguém pode deixar de ser um super-herói? Passar de combater o crime para declarar o imposto de renda? É nestas mudanças e nesta crítica sobre como a sociedade é patética, imersa em sua própria rotina infeliz, que o filme se sustenta. Embora tenha um argumento inteligente e original, Watchmen deixa a desejar no quesito ação (que é de se esperar em um filme do seu estilo, ainda que em proporções pequenas) e em alguns personagens que não tiveram suas personalidades trabalhadas pelos atores ou pelo diretor.

O duelo moral e interno de personagens complexos como Rorshac ou o incrível Dr. Manhattan conquista o espectador, mas infelizmente, depois de quase duas horas de duração, ele já não convence mais e o público aguarda ansioso por uma mudança no cenário repetitivo, ansiando por algo inesperado e desesperado para sair das cabeças perturbadas dos personagens que o acompanham.


DICA: Então pessoal, pra ser justa eu recentemente descobri um site muito interessante sobre cinema e o tenho acompanhado durante um tempo. Tem muito material, novidades, críticas e mais um monte de bobagenzinhas para nós cinéfilos. O endereço é http://www.cinemaemcena.com.br/. Aproveitem!


Fico por aqui hoje!

Até breve!

terça-feira, 3 de março de 2009

Tropa de Elite


Ficha Técnica:

Tropa de Elite (Elite Squad) Brasil 2007

"Nas ruas do Rio de Janeiro, só a elite sobrevive"

Diretor: José Padilha

Escritores: André Batista (livro)

Bráulio Mantovani (roteiro)

Estúdio: Zazen Produções

Elenco: Wagner Moura, Caio Junqueira, André Ramiro, Fernanda Machado, Fábio Lago


Em Tropa de Elite, o Capitão Nascimento do batalhão de operações especias do Rio, o BOPE, precisa achar um substituto para ele, as vésperas da visita do papa ao Brasil. Ele é designado para treinar uma nova turma para o BOPE e passa a observar de perto dois aspirantes a agentes: André Matias e Neto.

Tropa de Elite chegou no momento certo para chamar a atenção do mundo para o crescimento do cinema brasileiro. Excelentes atores, cenários impecáveis e uma história cativante já eram suficientes para colocar o filme no topo das listas de críticos e de público. Mas a originalidade da abordagem sobre o crime nas favelas e a fiel retratação da realidade transformam Tropa de Elite em uma experiência política e social que gerou questionamentos em diversos países sobre a situação da "guerra civil" no Rio de Janeiro.

O carisma do implacável Capitão Nascimento o transformou em um ídolo nacional e ajudou o já bem sucedido e talentoso Wagner Moura a mostrar do que era capaz para aqueles que ainda não tinham tido a oportunidade de observar sua atuação. O filme é repleto de conflitos morais extremamente discutíveis, mas que mostra apenas o lado dos policiais, fato pelo qual foi muito criticado. Um dos únicos filmes brasileiros que mostram um elenco não tão "estrela", mas que impressiona na hora de mostrar serviço desde o principal até o figurante.

O cenário do Rio contribuiu para o sucesso do filme e é mais um exemplo de como a realidade que retrata pode tocar muito mais aqueles que estão cientes dela do que aqueles que nem sequer sabiam de sua existência. O filme serviu para mostrar que embora o cinema dê prioridade aos conflitos civis na África ou a guerra no Oriente Médio, o Brasil possui um drama pessoal do tipo mais perigoso: um poder paralelo, escondido dos olhos do globo.


NOVIDADES: A Walden Media em parceria com a FOX definiram a data de estréia do terceiro "As Crônicas de Nárnia" para 10 de dezembro de 2010. Desde que a Disney anunciou que não iria financiar o projeto, rumores correram sobre o cancelamento da produção, mas a Fox se apressou em apanhar as sobras e agora está na cabeça das filmagens que começam no verão americano.


Fico por aqui hoje!

Até breve!



domingo, 1 de março de 2009

Slumdog Millionaire


Ficha Técnica:

Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire) RU/França 2008

"Do you believe in destiny?"

Diretor: Danny Boyle

Escritores: Simon Beaufoy (roteiro)

Vikas Swarup (romance)

Estúdio: Pathé

Elenco: Dev Patel, Freida Pinto, Ankur Vikal, Madhur Mittal


Jamal Malik é morador de uma favela em Mumbai, na Índia. Quando ele participa de um programa de TV e ganha 10 milhões de rúpias, a polícia suspeita de fraude e o leva para um interrogatório. Jamal precisa então explicar como é possível que ele tenha acertado respostas que médicos, advogados e outros muito mais educados não teriam acertado.

Slumdog Millionaire chamou a atenção do mundo ao conquistar oito Oscars na cerimônia dos Academy Awards este ano, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor roteiro adaptado. Preciso dizer que fiquei curiosa, mas o que vi não é nada perto do que eu esperava. Com um elenco desconhecido de astros indianos e uma história que poderia facilmente ter se tornado maçante, o filme é uma verdadeira obra prima, desde a inesquecível trilha sonora até a maneira extremamente interessante e inusitada de contar a vida de Jamal.

Um dos pontos fortes do filme é justamente a definição de cultura e inteligência, abordada com maestria pelo diretor Danny Boyle. Quando perguntado como é possível que tenha acertado tantas respostas, Jamal fornece à polícia uma narrativa completa e real de sua vida, mostrando com detalhes como cada resposta chegou a sua vida. Sua cultura, embora fosse de um favelado (como é chamado o tempo todo), era melhor que a de outros por um truque do destino. As perguntas que foram sorteadas para ele eram exatamente as que ele sabia responder.

A idéia de destino por sua vez é o argumento central do filme. Tudo na vida de Jamal parece ter convergido na direção que ele tomava naquele momento. Sua vida, embora seja miserável e dramática, em momento algum transparece com o choque excessivo que vemos nos filmes brasileiros como "Cidade de Deus" e etc. O clima é de felicidade e bem estar e é uma garantia infalível que o espectador sairá da sala de cinema tocado, satisfeito e feliz. A beleza da história está impregnada em cada diálogo e cena e a originalidade da produção se reflete na impecável qualidade técnica. Simplesmente imperdível.


NOTÍCIAS: Está confirmada a data de estréia do filme do herói Lanterna Verde da DC Comics, para 17 de dezembro de 2010. Quem está na direção é Martin Campbell de "Cassino Royale" e segundo rumores, Campbell teria convidado o ator Anton Yelchin de "Apha Dog" para participar da produção. Este rumor ainda não é confirmado.


Fico por aqui hoje!

Até breve!