terça-feira, 14 de outubro de 2008

Shakespeare in love


Ficha Técnica:

Shakespeare Apaixonado (Shakespeare In Love) EUA 1998

"A comedy about the greatest love story almost never told"

Diretor: John Madden

Estúdio: Universal Pictures

Elenco: Gwyneth Paltrow, Joseph Fiennes, Judi Dench, Geoffrey Rush, Tom Wilkinson


Na Inglaterra da virada do século 16, um jovem William Shakespeare sofre de um bloqueio tentando escrever. Viola é uma jovem e rica sonhadora, que sempre quis ser atriz. Como não era permitido que mulheres atuassem na época, Viola se disfarça de homem e consegue o papel do jovem Romeu. Quando é descoberta por William, ambos se apaixonam e iniciam uma história de amor proibida que irá dar origem a uma das mais famosas histórias de todos os tempos.

Shakespeare Apaixonado foi indicado a 7 Oscars dos quais levou melhor filme, melhor figurino e melhor atriz para Gwyneth Paltrow, entre outros. A história de Romeu e Julieta nunca tinha sido contada de forma tão irreverente e vista de fora: não são propriamente os personagens da família Monteccio e Capuletto, mas o próprio escritor e sua amada que sofrem de um amor impossível que desafia todos os preceitos de sua época. O filme consegue unir dois gêneros de forma brilhante e muito bela: enquanto há muita comédia e risos, há também uma boa quantidade de lindas cenas de amor, executadas com intensidade por Paltrow e Joseph Fiennes.

O figurino mereceu o Oscar tanto quanto o restante. As roupas são mesmerizantes, coloridas, vivas, leais à época e muito bem trabalhadas. O amor de Viola e William é tão divertido e leve, cheio de prazer, contando com apenas alguns obstáculos feitos com a intenção de deixar o espectador um pouco nervoso. Sem se utilizar da demonstração completa da peça "Romeu e Julieta" o diretor fez relações diretas com a vida real de William e mostrou o suficiente de cada uma para que mesmo a platéia mais desatenta possa perceber as semelhanças entre ambos. Um filme artístico sem ser pretensioso, acessível, belo e divertido. Garantia de satisfação para todos os gostos.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

sábado, 11 de outubro de 2008

The Skeleton Key


Ficha Técnica:

A Chave Mestra (The Skeleton Key) EUA 2005

"It can open any door"

Diretor: Iain Softley

Estúdio: Universal Pictures

Elenco: Kate Hudson, Gena Rowlands, John Hurt, Peter Saarsgard, Joy Bryant


Caroline Ellis é uma enfermeira inteligente e de bom coração. Ela é chamada para cuidar de um senhor senil em uma casa em Nova Orleans isolada da sociedade. Lá ela recebe da misteriosa dona da casa uma chave mestra que abre todas as portas, exceto uma. Quando Caroline descobre o que há atrás da porta, ela se vê envolvida em um mistério sobre o passado da casa e começa a sentir sua vida correr perigo enquanto tenta aprender sobre antigos rituais escravos e bruxaria da pior espécie.

A Chave Mestra inicia sua história de forma comum, com pessoas comuns e objetivos comuns, coisa que muitos (mas não todos) filmes de terror ou suspense se esquecem de fazer. Depois, ele faz o espectador simpatizar com Caroline, tornando sua busca um tanto mais aflitiva, onde cada passo que ela dá pode lhe custar a vida. O filme possui um tom sombrio e extremamente inquietante. Os rituais escravos mostrados são horríveis e a história que os cerca vai muito além de assustadora. Chave Mestra também é um destes excelentes suspenses pelo fato de que quem o assiste faz as descobertas junto com a protagonista interpretada pela adorável Kate Hudson, e a cada uma a história parece fazer um pouco mais de sentido.

Para decepção ou alegria dos espectadores, o final do filme nada tem a ver com aquilo que parece ser construído durante toda a sua duração. O ritmo frenético que gradativamente se aplica nas telas chega ao ápice em uma excelente cena final que surpreeende até mesmo a mais atenta das platéias. Com um clima sombrio, sem violência, uma história muito original e um final surpreendente, A Chave Mestra é um must see para os fãs do gênero de suspense, que não tenham medo de "viajar" um pouquinho. Afinal, cinema é pra isso não é?


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Kill Bill: Vol 1


Ficha Técnica:

Kill Bill: Vol 1 (Kill Bill:Vol 1) EUA 2003

"Here comes the bride"

Diretor: Quentin Tarantino

Estúdio: Universal Pictures
Elenco: Uma Thurman, Lucy Liu, Vivica A. Fox, David Carradine, Daryl Hannah, Michael Madsen


A noiva acorda de um coma, já exercitando sua vontade de matar. O bebê que carregava não está mais lá e existe apenas um desejo na sua mente: vingança. Vingança contra a equipe que tentou matá-la, uma equipe da qual ela fazia parte, mas acima de tudo, vingança contra Bill, o chefe, seu ídolo, seu modelo. A noiva sai então em busca de seus colegas e passa por diversas armadilhas provando ser a melhor puramente por seu desejo de sangue.

Ok. Quentin Tarantino e Uma Thurman já remete qualquer fã do cinema à obra prima "Pulp Fiction". Infelizmente Kill Bill não passa perto de ser tão bom quanto Pulp Fiction, mas é no mínimo...diferente. Divertido. Completamente Tarantino. Para os despreparados logo aviso: Kill Bill tem bastante sangue, e bastante sangue de mentira. Do tipo falso mesmo, para dar um efeito artístico (ou cômico) às cenas. Uma Thurman está tão dramática como tenho certeza que Tarantino pediu e a história é descaradamente inspirada nos quadrinhos japoneses que misturam modernidade com tradições do tipo dos samurais com uma sede de sangue insaciável. A trilha sonora (composta especialmente para o filme) é deliciosa, muito coerente, com músicas divertidas e que ilustram bem o objetivo de cada cena. As lutas são no mínimo bem feitas e posso garantir pessoalmente que você nunca vai achar um filme onde as mulheres apanham tanto (ou mais) do que um homem. A ferocidade de cada soco, chute ou golpe mirabolante é transmitida diretamente para o espectador que chega a sentir leves arrepios pela judiada Noiva.

Jogada genial de Tarantino: a humanidade de uma mulher criada para matar. Kill Bill conta com diálogos brilhantes e sarcásticos e atores que fazem cada cena valer a pena. É preciso entender que há muita coisa ruim no filme: muito exagero, muita alusão às maluquices japonesas, muita tentativa de frase de efeito. Mas o produto final é um filme completamente original, com músicas excelentes, cenas divertidas e um toque de arte maluca que só Quentin Tarantino sabe fazer. Digamos que é uma aposta arriscada.


Fico por aqui hoje!

Até breve!


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Collateral


Ficha Técnica:

Colateral (Collateral) EUA 2004

"It started like any other night"

Diretor: Michael Mann

Estúdio: Paramount Pictures

Elenco: Tom Cruise, Jamie Foxx, Jada Pinkett Smith, Mark Ruffalo, Peter Berg


Max é um motorista de táxi que sonha em conseguir abrir seu próprio negócio de limosines e tenta fugir de sua tediosa realidade. Seu desejo é atendido de forma muito incomum quando Max apanha o passageiro Vincent, um homem frio e autoritário que o leva a um prédio em uma região isolada. Vincent lhe paga uma grande quantia em dinheiro para esperar por ele, mas Max tem uma surpresa quando seu passageiro mata um homem e lhe obriga a levá-lo a destinos onde tem que matar outros homens. Perseguidos pelo FBI, Max e Vincent devem desviar de diversos obstáculos e Max deve tentar escapar do homem cruel que parece estar sempre um passo a frente de seus pensamentos.

Colateral possui um ritmo frenético e alucinante, com cenas filmadas de forma inquieta e uma história que atrai por sua originalidade. Afinal, Max é apenas uma vítima de infelizes circunstâncias que conspiraram para colocá-lo em uma situação impossível, com a qual ele lida com humanidade e coragem impressionante. A atuação brilhante de Jamie Foxx no papel do taxista Max lhe rendeu uma indicação ao Oscar, muito merecida. Seu desespero é genuíno e convincente, assim como suas ações e seu adorável desejo por uma vida mais justa e livre. Tom Cruise que já nao apresentava a carreira em seu melhor ponto, surpreende com uma atuação igualmente brilhante, em um papel que não lhe é comum (o de vilão) e que lhe rendeu aclamações da crítica mundial.

Colateral não é exatamente uma história do dia a dia, mas sua estranha aproximação com a realidade de uma pessoa comum, torna o drama de Max ainda mais apavorante. O filme dá aquela impressão de que coisas ruins acontecem sim com pessoas boas e que de repente uma vida inteira pode mudar, fator que sempre rendeu elogios a boas histórias. Um suspense excelente que promete agradar a todos.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Titanic


Ficha Técnica:

Titanic (Titanic) EUA 1997

"A woman's heart is a deep ocean of secrets"

Diretor: James Cameron

Estúdio: Twentieth-Century Fox Film Corporation

Elenco: Kate Winslet, Leonardo di Caprio, Billy Zane, Kathy Bates, Bill Paxton.


E finalmente chegamos à marca de 100 filmes! Passamos por aventura, comédia, suspense, romance, ficção, fantasia, ação, mas ainda há muito, muito mais a ser descoberto! Desde os festivais, às polêmicas em torno de novos filmes, das estréias aos clássicos, dos beijos às brigas, Hollywood ainda tem muitas formas de nos encantar! Espero que continuem comigo nesta maravilhosa viagem pelo mundo do cinema, onde podemos ser quem quisermos e viver as aventuras que sempre sonhamos!

E agora de volta aos bastidores! O filme de hoje é Titanic que conta a história de uma jovem rica e sufocada pelas exigências da sociedade em que vive, em especial pela mãe e pelo noivo que não ama. Rose, tem seu mundo virado de cabeça para baixo quando embarca no lendário e dito indestrutível navio de luxo Titanic, e lá conhece o adorável, mas muito pobre jovem Jack Dawson. Jack e Rose se apaixonam e desafiam os padrões em uma deliciosa aventura amorosa, mas tudo será posto a prova quando o Titanic iniciar a tragédia que até hoje é conhecida como uma das mais traumáticas da história da navegação.

Titanic, dirigido pelo visionário diretor James Cameron, teve a maior bilheteria da história e é empatado com o épico "Senhor dos Anéis" pelo número de Oscars que levou para casa: 11 estatuetas no total, incluindo melhor filme e melhor diretor. Mas o filme foi indicado a 14 Oscars no total, transformando-o no recordista dos Academy Awards de Los Angeles. O filme apresentou uma incrível inovação em efeitos visuais, posicionando um espectador anteriormente encantado com uma história de amor, bem no meio da horrível tragédia que tirou centenas de vida e que teve como causa apenas a arrogância humana. Na primeira metade do longo filme, Kate Winslet (perfeita no papel de Rose) é apenas uma jovem desesperada, incapaz de respirar com todos os trejeitos que lhe são exigidos. Leonardo di Caprio (adoravelmente infantil no papel de Jack) é um rapaz de bem com a vida, sonhador, um artista que vê em Rose sua chance de um amor verdadeiro.

Superando os limites, o amor de Jack e Rose consegue se sobressair na tragédia que se segue, dando um contraste perfeito para os sentimentos de um navio outrora seguro. Quando tudo vai por água abaixo (até bem literalmente), a única coisa que não vemos mudar é o sentimento que surgiu com tanta rapidez entre Rose e Jack. Acusado diversas vezes de ser clichê, ou de ser superprodução demais (vai entender) Titanic faz justiça aos melhores elementos do cinema moderno, quebrando barreiras que devem ser levadas em conta em relação à época em que foi feito.


CURIOSIDADES: Ser ator nem sempre é fácil. Kate Winslet teve pneumonia ao filmar as sequências que se passavam dentro da água e Leonado di Caprio machucou a clavícula em uma cena onde usa um banco de madeira para arrombar um portão de ferro.

Titanic quebrou diversos recordes entre eles: maior número de indicações ao Globo de Ouro, produção mais cara da história (200 milhões de dólares), maior bilheteria da história (1.8 bilhões de dólares) e foi o primeiro filme a ser lançado em DVD/VHS enquanto ainda estava em exibição nos cinemas (feito que durou 281 dias). FONTE: CINEMATECA VEJA


Fico por aqui hoje!

Até breve!

domingo, 5 de outubro de 2008

Silence of the Lambs


Ficha Técnica:

O Silêncio dos Inocentes (Silence of the Lambs) EUA 1991

"To enter the mind of a killer she must challenge the mind of a madman"

Diretor: Jonathan Demme

Estúdio: Orion Pictures Corporation

Elenco: Anthony Hopkins, Jodie Foster, Brooke Smith, Scott Glenn


A promissora estudante e agente do FBI Clarice Starling, é designada para visitar o mais perigoso serial killer na prisão, o Dr Hannibbal Lecter. O objetivo de Clarice é conseguir a cooperação de Lecter para encontrar um outro violento assassino, conhecido como Buffalo Bill. Clarice, jovem e inexperiente começa a cair nos jogos mentais de Lecter e sua busca por uma jovem raptada por Bill se torna uma luta pessoal para superar os próprios traumas.

Silêncio dos Inocentes ganhou 5 Oscars, todos eles muito merecidos. Melhor filme, melhor diretor, atriz, ator e roteiro adaptado. O filme quebrou barreiras ao realizar uma obra que deixa o espectador mais inquieto com a violência psicológica do que a física. Anthony Hopkins é perfeito, do frio olhar azul aos estranhos movimentos da cabeça. Jodie Foster era ainda uma iniciante quando contracenou com o gênio e mostrou igual majestade, transmitindo com perfeição todos os sentimentos da Agente Starling, assombrada pelos fantasmas do seu passado, mas corajosa o suficiente para encarar a mente desafiadora de Lecter.

A mente de Lecter é tão complexa e assustadora que gera uma curiosidade doentia. Ele é um homem de classe, educado, esclarecido, mas ainda assim existe algo, um fator dentro de sua mente, que permite que ele seja um psicopata frio e calculista. O que o transformou neste homem? O que o move a agir de acordo com cada cálculo, a usar sua inteligência para seus propósitos doentios? Lecter por sua vez, vê Clarice como um interessante objeto de estudo, e estranhamente não tem desejo nenhum de feri-la, apenas ajudá-la em troca dos perturbadores fatos de sua infância.

Silêncio dos Inocentes ainda é um dos melhores suspenses já feitos, com bom gosto e um roteiro brilhante. Eternamente um excelente filme.


CURIOSIDADES: Provando seu comprometimento com a atuação, Anthony Hopkins estudou arquivos de serial killers, visitou prisões, compareceu a audiências e assistiu vídeos. A idéia de faz Lecter quase não piscar quando falava veio de um dos vídeos que Hopkins assistiu do líder de uma seita assassina em 1969. FONTE: CINEMATECA VEJA


Fico por aqui hoje!

Até breve!

sábado, 4 de outubro de 2008

Taken


Ficha Técnica:

Busca Implacável (Taken) EUA 2008

"The time for revenge has come"

Diretor: Pierre Morel

Estúdio: Europacorp
Elenco: Liam Neeson, Maggie Grace, Famke Janssen, Oliver Rabourdin.


Bryan é um ex-espião do governo que vê um pesadelo se tornar realidade quando sua filha Kim e a amiga Amanda são raptadas em Paris. Bryan descobre que sua filha foi levada por um grupo albanês especializado em tráfico sexual de mulheres, que pega jovens viajantes para vender no mercado negro. O homem promete ao sequestrador da filha que vai achá-lo não importa quanto isso lhe custe e ele inicia uma busca alucinada, eliminando qualquer um que ficar em seu caminho.

Quando comecei a assistir Busca Implacável não lhe dei muito crédito. Não era um filme muito comentado e fora o excelente Liam Neeson, o elenco não impressiona. Nem mesmo a história é tão original assim. Mas eu fui agradavelmente surpreendida pelo nível da ação que se desenrola durante o filme, deixando o espectador nervoso, ansioso e acima de tudo torcendo pelo sucesso de uma missão tão motivada. As cenas de luta são executadas com maestria por Neeson que já não é mais um rapazinho, e a ausência de música para dar destaque aos barulhos de socos e objetos quebrando, lembra muito a edição de som feita nos filmes da série Bourne, e não os mirabolantes James Bond.

Naturalmente, é conveniente para a história que o pai da garota seja um ex-espião que ironicamente se torna paranóico afastando a filha. Quando ela é raptada, não podemos deixar de sentir uma certa satisfação ao olhar o rosto da ex-mulher encrencada com um sentimento de "Ele bem que avisou". Bryan procura pela filha, mas é doloroso ver todas as outras jovens estrangeiras que ele deixa para trás na mão dos traficantes, jovens que nunca mais voltarão a ver suas famílias e que viverão forçadas na prostituição pelo resto da vida. Embora seja um filme de ação (o que normalmente quer dizer pouca reflexão), Busca Implacável mostra uma triste realidade que atinge algumas regiões do mundo, e a proximidade dos acontecimentos com a nossa própria realidade deixa a experiência ainda mais dolorosa.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Series of Unfortunate Events


Ficha Técnica:

Desventuras em Série (A Series of Unfortunate Events) EUA 2004

"Don't say we didn't warn you"

Diretor: Brad Silberling

Estúdio: Paramount Pictures

Elenco: Jim Carrey, Meryl Streep, Liam Aiken, Emily Browning, Jude Law, Timothy Spall, Catherine O'Hara.


Um incêndio misterioso destrói a mansão da rica família Baudelair deixando os três filhos, Sunny, Klaus e Violet nas mãos de diversos parentes. As crianças possuem hábitos um tanto peculiares: Violet gosta de inventar coisas, Klaus de ler coisas, e Sunny de mordê-las. Todas estas habilidades são necessárias quando os três irmãos precisam escapar das garras do tio distante, Conde Olaf. Passando por lagos de sanguessugas, cobras gigantes e uma porção de soluções inteligentes, os irmãos Baudelaire mostram que são mais fortes juntos.

Desventuras em Série tem uma narração tão adorável quanto sua história e começa de forma pouco convencional. A voz tranquila de Jude Law avisa o espectador que esta não é uma história feliz, mas uma história sobre irmãos, sanguessugas, incêndios misteriosos e sociedades secretas. Com esta fala charmosa, inicia-se a conturbada e cativante história da família Baudelaire, e dos irmãos que com muita desenvoltura conseguem mostrar que a inocência infantil é melhor do que a anormalidade dos adultos, afetados por traumas, ganância ou loucura.

Eles passam pelo Conde Olaf, terrivelmente interpretado pelo exagerado Jim Carrey que só sabe tentar roubar a cena dos atores mirins e acaba quebrando a cara. Meryl Streep faz uma breve e brilhante aparição como a neurada tia Josephine que tem medo de corretores de imóveis e Timothy Spall encarna o banqueiro desorientado Sr. Poe. O verdadeiro charme está porém nos desconhecidos atores Liam Aiken e Emily Browning (Klaus e Violet) que mesmo com o tom sombrio do longa, acrescentam uma espécie de inteligência moderna a uma história totalmente original.

Cada pequeno detalhe, como o fato de Violet amarrar uma fita preta no cabelo quando vai inventar algo, é essencial na imagem que o autor pretende criar de que coisas ruins acontecem com gente boa, mas que isso não quer dizer o fim da alegria de uma família. O misterioso incêndio criminoso deixa o jovem Klaus, e com ele o espectador, extremamente curioso, e é interessante ver como as peças do quebra cabeça se encaixam pouco a pouco.

Escrito com beleza por Lemony Snicket e adaptado com tato por Brad Silberling, Desventuras em Série é uma produção fantástica que promete mudar a face dos desanimados filmes infantis.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ocean's Eleven


Ficha Técnica:

Onze Homens e um Segredo (Ocean's Eleven) EUA 2001

"Are you in or out?"

Diretor: Steven Soderbergh

Estúdio: Warner Bros Pictures
Elenco: George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon, Julia Roberts, Andy Garcia, Bernie Mac, Don Cheadle, Elliot Gould, Casey Affleck.


Logo depois de sair da cadeia, o notório ladrão Daniel Ocean reúne dez de seus amigos, cada um com uma especialidade peculiar, para dar o maior golpe da história de Las Vegas: em uma noite de luta, onde os cassinos devem ter mais dinheiro nos cofres, o grupo pretende roubar o Bellagio, o Mirage e o MGM Grand, três dos maiores cassinos da cidade, todos pertencentes ao mesmo homem: Terry Benedict. Com um plano mirabolante e complicado, o grupo deve vencer a segurança máxima do cassino de Benedict e conseguir sair pelas portas com 150 milhões de dólares em dinheiro.

Eu poderia dizer que o grande trunfo de Onze Homens é seu elenco absolutamente espectacular (e absurdamente caro), mas seria errado. O filme une uma trilha sonora deliciosa, um roubo espetacular e charmoso, diálogos muito inteligentes E um grande elenco. Desde a primeira cena, o espectador é fisgado para o mundo adoravelmente delinquente de Ocean e seus comparsas, um deles Brad Pitt em uma de suas melhores performances. Cada um dos membros do grupo tem uma identidade forte e única, trabalhada com perfeição pelos atores, diretores e roteiristas. O roubo em si, é espetacular, e este é um dos poucos filmes que consegue passar literalmente TODA a sua extensão no planejamento do ato, sem cansar, muito pelo contrário, deixando uma platéia inteira roendo unhas, dando gargalhadas e suspirando.

Matt Damon, famoso pelo implacável Jason Bourne, é esperto, mas iniciante neste longa, e sua falta de jeito rende boas risadas e até um pouco de empatia do público conquistado. Andy Garcia é tão charmoso e conquistador como sempre foi, mas graças ao seu papel, alcança um novo patamar. Os outros como Bernie Mac (o financiador), Don Cheadle (explosivos), Casey Affleck (transporte) entre outros, não são nem um pouco ofuscados pelos grandes colegas de profissão e provam cada um deles terem um brilho particular e um talento extraordinário. Julia Roberts, a única mulher entre este grupo de gigantes, é uma verdadeira diva da telona e deixa qualquer um sem ar quando aparece em seu elegante terninho vermelho descendo as escadas do cassino.

Charmoso, divertido, inteligente, irreverente, surpreendente, original. Onze Homens e um Segredo é tudo isso e muito mais. Um futuro clássico que merce ser visto e revisto diversas vezes.


CURIOSIDADES: Para viabilizar o cachê dos gigantes do filme, George Clooney, Andy Garcia, Matt Damon e Brad Pitt aceitaram receber o cachê mínimo estabelecido pelo Sindicato dos Atores.

A cena de luta teve dois mil figurantes. Andy Garcia disse que "já fez filmes que custassem menos do que pagaram aos extras naquela cena"

FONTE: Cinemateca Veja


Fico por aqui hoje!

Até breve!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ever After


Ficha Técnica:

Para Sempre Cinderella (Ever After) EUA 1998

"Desire. Defy. Escape"

Diretor: Andy Tennant

Estúdio: Twentieth Century Fox - Film Corporation

Elenco: Drew Barrymore, Anjelica Huston, Dougray Scott, Melanie Lynksey, Megan Dodds.


Para Sempre Cinderella narra a "verdadeira" história do lendário conto de fada por um ponto de vista completamente novo. A jovem e boa Danielle de Barbarac perde sua mãe quando nova e depois que seu pai se casa com a Baronesa Rodmilla de Ghent, também falece. A vida de Danielle se transforma em um inferno, onde a Baronesa e sua filha mais velha Margherite a obrigam a fazer todos os serviços da criadagem. Certo dia, ela conhece o príncipe da França Henry, e eles se apaixonam perdidamente. O problema é que Danielle finge ser uma Condessa e o seu amor correr o risco de ser arruinado pelos planos da cruel madrasta.

A história de Cinderella nunca foi contada com tanta emoção e humanidade como neste filme maravilhoso. Drew Barrymorre é verdadeiramente um anjo no papel da doce, mas forte Danielle de Barbarac e sua história de perseverança e coragem atravessa os séculos para dar lições de amor aos mais incrédulos. Danielle prova que é possível ser altruísta e bondosa, mesmo quando a vida judia dela constantemente. É justamente sua visão positiva e inovadora que faz com que o inseguro príncipe se apaixone por ela e passe a vê-la além dos títulos.

Ninguém podia ser melhor para o papel da madrasta do que a brilhante Anjelica Huston, que o executa com uma crueldade quase gentil, o que só a a torna pior. A história de amor de Henry e Danielle passa pelas mãos do rei e da rainha da França, da cruel madrasta e sua filha ainda pior, pelas dificuldades da posição, apenas para provar que o importante nao é viver feliz para sempre, mas simplesmente viver.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

domingo, 28 de setembro de 2008

Fool's Gold


Ficha Técnica:

Um Amor de Tesouro (Fool's Gold) EUA 2008

"This february, true love takes a dive"

Diretor: Andy Tennant

Estúdio: Warner Bros Pictures
Elenco: Mathew McConaughey, Kate Hudson, Donald Sutherland, Ray Winstone


Finn e Tess tem duas paixões em comum: um ao outro e a caça ao tesouro. Quando Tess resolve de divorciar do marido sonhador, Finn vê no famoso tesouro do dote da rainha da espanha sua única esperança de recuperar as finanças e o amor da mulher. Devendo dinheiro a um rapper, aliados a um milionário com a filha socialite burra, Finn e Tess partem em busca do tesouro nas Bahamas, e acabam encontrando mais problemas do que esperavam.

Esta não é a primeira vez que Kate Hudson e Mathew McConaughey dividem as telas como par romântico. E exatamente como em "Como perder um homem em 10 dias", eles possuem uma química adorável e muito convincente. Este é provavelmente o elemento mais forte de Um Amor de Tesouro, contrabalanceando as cenas de açao um tanto fracas e a história não muito original. O longa não é fantástico, mas é extremamente divertido e arranca boas risadas do espectador que acompanha ansioso a velha história de caça ao tesouro. Como em outros filmes light, até os "vilões" são abestalhados e não pensam muito antes de agir. Na verdade, é tudo (menos o relacionamento) quase fácil demais para Tess e Finn.

O cenário é naturalmente deslumbrante: as ilhas paradisíacas das Bahamas servem de palco para a aventura do casal e dos outros personangens igualmente divertidos. Donald Sutherland intepreta o milionário judiado pela filha, e que vê na caça uma boa oportunidade de se aproximar da patricinha desinteressada. Ray Winstone é o grosseiro (como sempre) mas divertido rival de Finn, que embora cace o tesouro, não deseja nada de ruim para o velho amigo. O charme está nos diálogos sensacionais realizados entre os ambos muito charmosos atores Kate Hudson e Mathew McCounaughey. Ela, irreverente e de língua afiada e ele estabanado e bonitão. Uma combinação ideal para uma busca desesperada por um tesouro quase lendário, que gera risos, explosões, aventura e nenhuma surpresa.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

sábado, 27 de setembro de 2008

Eagle Eye


Ficha Técnica:

Controle Absoluto (Eagle Eye) EUA 2008
"If you want to live, you will obey"

Diretor: D.J Caruso
Estúdio: DreamWorks SKG

Elenco: Shia LaBeouf, Michelle Monaghan, Rosario Dawson, Billy Bob Thornton.


Jerry Shaw e Rachel Holloman são dois estranhos, cidadãos comuns que se vêem jogados no meio de uma disputa de poder inimaginável, ao receberem uma ligação misteriosa de uma mulher que os ameaça e os ordena fazer tudo que manda. Jerry e Rachel são monitorados através de telefones, pagers, câmeras de segurança ou qualquer outro objeto tecnológico do dia a dia com o qual tem contato e as tarefas que são forçados a realizarem para a mulher misteriosa vão ficando cada vez mais perigosas e próximas da alta cadeia de poder dos Estados Unidos. Enquanto tentam descobrir o que está acontecendo, são perseguidos pelo agente do FBI Thomas Morgan e a oficial da Marinha Zoe Perez.

Controle Absoluto começa em ritmo lento, mas não demora minutos para assumir a aceleração que o acompanhará durante cada segundo seguido. O espectador é jogado em perseguições de carro, missões suicidas, explosões, conspirações e muita gritaria enquanto roe as unhas de aflição pelo destino de Jerry e Rachel, escolhidos do acaso para um golpe de poder imenso. O filme em si é aflitivo, mas completamente inacreditável. Por diversas vezes ele foge de proporção, dando uma sensação inevitável de incredulidade no espectador. Apesar disso, a trama é extremamente atual: em uma era onde tudo é digital, já é preocupação crescente nas discussões sobre direitos humanos, até que ponto somos controlados, escravos dos computadores e da tecnologia feita para nos ajudar. O filme alia a discussão da tecnologia, com a guerra contra o terrorismo: como estes dois mundos podem culminar em uma nação (americana claro) amedrontada? Somente por estes dois fatores que Controle Absoluto escapa de ser mais um filme de ação com idéias mirabolantes.

Embora eu goste de Shia LABeouf, sou forçada a admitir que o rapaz não possui muita versatilidade. Já trabalhou em diversos projetos, e em todos é o mesmo garoto confuso e levemente abestalhado, mas com incríveis dotes para herói por acidente. Michelle Monaghan está tão boa quanto possível, mas os dois melhores atores são Rosario Dawson (Zoe Perez) e o veterano ex marido de Angelina Jolie Billy Bob Thornton (Agente Thomas Morgan). Controle Absoluto tem muitos defeitos, mas felizmente a qualidade da história e a boa direção do pouco conhecido D.J Caruso, lhes dão a qualidade necessária para um thriller divertido e que deixa os espectadores mais atentos pensando.


NOVIDADES: As coisas não vão bem para o cinema americano. O esperado Tintin foi cancelado por ter um custo alto demais, devido à crise na bolsa. Além disso, Watchmen (estréia prevista para 2009) e O Hobbit estão enfrentando processos e risco de cancelamento. Neste segundo que ainda está sendo iniciado, o filho do escritor J.R.R Tolkien está exigindo que o livro não seja adaptado para as telonas. Christopher Tolkien, que não viu Senhor dos Anéis e não gostou, entrou na justiça para cancelar as filmagens.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Hairspray


Ficha Técnica:

Hairspray (Hairspray) EUA 2007

"Who's who behind the do?"

Diretor: Adam Shankman

Estúdio: Gabriel Simon Production Services

Elenco: John Travolta, Christopher Walken, Michelle Pfeiffer, Queen Latifah, Amanda Bynes, Nikki Blonski, Zac Efron, James Marsden, Brittany Snow.


Na Baltimore de 1962, auge dos programas Bandstand e ainda na época do devastador apertheid, uma garota chama Tracy Turnblad decide tentar entrar no programa de dança "The Corny Collins Show" onde os jovens mais badalados competem pelo posto de dançarinos. O problema é que Tracy é um pouco... "grande" demais para os padrões da inescrupulosa produtora Velma Von Tussle. Superando as dificuldades, Tracy começa a quebrar as regras, e mostrar ao mundo que os diferentes não são tão diferentes assim, e transforma seu desejo de dançar em uma furiosa paixão para mudar o mudo, acabar com o racismo, e unir todas as pessoas pelo ritmo da música.

Hairspray (que é também estrondoso sucesso na Broadway) é simplesmente perfeito. Adorável, alegre, animado e educativo. A jovem Nikki Blonski, brilha no papel da gordinha e obstinada Tracy, e o restante do elenco é tão grande quanto a vontade da personagem. John Travolta aparece como Edna, mãe de Tracy, em um dos melhores papéis de sua carreira: tímido, inseguro como nunca havia aparecido antes, o ator normalmente garanhão mostra ao público do que é capaz. Christopher Walken interpreta o desastrado pai de Tracy e Queen Latifah mostra toda a sua força (e voz) como a apresentadora do "Dia do Negro" no programa de Corny Collins.

Além do elenco, que é boa parte da força do filme, Hairspray tem coreografias contagiantes, uma história envolvente e uma comovente lição sobre aceitar o diferente. A cena da marcha pelos direitos dos negros ao som da voz poderosa de Queen Latifah, é sem´dúvida a mais bonita do longa, e abandona, ainda que por breve segundos, o teor brincalhão da produção. Tracy é o próprio símbolo anti-preconceito, uma pessoa, que bastou para mudar a visão do mundo sobre quem deveria ou não ser aceito. A garota dança bem, tem um grande coração, e como um bom clichê, seu jeito diferente acaba conquistando o bonitão da escola (Zac Effron de High School Musical) que também é namorado da rival loira e magérrima de Turnblad. Embora seja óbvio, Hairspray não é bobo. É um musical, e cumpre bem seu papel de divertir e educar ainda que sutilmente, mesmo os públicos mais resistentes.


NOVIDADES: O comediante Steve Martin volta às telas do cinema no papel do estabanado inspetor Clouseau de "A Pantera Cor de Rosa" em 2009. Desta vez, o detetive e seu parceiro Ponton, (interpretado novamente por Jean Reno) devem pegar um ladrão especializado em roubar artefatos antigos. O elenco traz ainda Andy Garcia, Alfred Molina, a belíssima Aishwarya Rai e John Cleese que substitui Kevin Kline no papel do inspetor chefe Dreyfus.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

I Now Pronounce You Chuck and Larry


Ficha Técnica:

Eu os declaro marido e Larry (I Now Pronounce you Chuck and Larry) EUA 2007

"They're as straight as can be, but don´t tell anyone"

Diretor: Denis Dugan

Estúdio: Universal Pictures
Elenco: Kevin James, Adam Sandler, Jessica Biel, Ving Rhames, Dan Aykroyd


Depois da morte da esposa, o bombeiro Larry Valentine corre o risco de perder os benefícios de casais que o ajudam a sustentar os dois filhos. Depois que Larry salva a vida do melhor amigo e também bombeiro Chuck em um incêndio, ele acaba pedindo um favor. Eles devem se casar como homossexuais para que Larry continue recebendo os benefícios. O problema é que este tipo de fraude é comum e o estado logo coloca o insistente oficial de justiça no pé do falso casal, e eles contratam uma belíssima advogada, Alex, para defendê-los no tribunal. Quando Chuck começa a se apaixonar por Alex, a verdade ameaça vir a tona e torna a vida de todos os envolvidos uma confusão.

Kevin James do seriado "The King of Queens" e o comediante já conhecido em Hollywood, Adam Sandler se unem de forma cômica e adorável neste filme leve e divertido. Chuck (Sandler) é um solteirão mulherengo, que acaba encontrando no falso casamento com o amigo, os valores que ele precisava ter para largar a vida de promiscuidade. No fim das contas, tanto Chuck quanto Larry aprendem duas valiosas lições: a de dizer não ao preconceito que atormenta a vida de pessoas inocentes e do valor da amizade que supera todas as dificuldades e humilhações. Ao contrário da maioria das comédias americanas, Eu os declaro marido e Larry não se baseia apenas nas velhas e estúpidas piadas sobre sexo. O filme não é super inteligente, nem inovador, nem possui elementos dignos de Oscar, mas seu objetivo não é este mesmo. Ele entretém pelo simples, pelo inocente, pelo puramente divertido, sem depender de efeitos especiais ou beldades cinematográficas.

Uma comédia leve, de bom gosto, com boas lições e excelentes atores. Um must see para aqueles que querem apenas se divertir.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

domingo, 21 de setembro de 2008

Babylon A.D


Ficha Técnica:

Missão Babilônia (Babylon A.D) EUA 2008

Diretor: Mathieu Kassovitz

Estúdio: Canal +

Elenco: Vin Diesel, Michelle Yeoh, Gérard Depardieu, Mélanie Thierry


Em um futuro não muito distante e assolado por guerras, o ex-veterano de guerra e agora mercenário Toorop recebe a difícil missão de escoltar uma jovem da Rússia até Nova York. Seu problema: ele está na lista de mais procurados terroristas dos EUA e a travessia não é fácil. Seu maior segredo: a jovem Aurora guarda uma modificação genética em si mesma capaz de transtornar o mundo através do lucro religioso.

Não sei se estava fortemente anestesiada pelo desastre de "Perigo em Bangkok", mas não consegui achar Missão Babilônia tão ruim. Tudo bem, não é exatamente um filme inteligente e repleto de surpresas mas ainda assim consegue ter o seu charme bruto, exatamente como Vin Diesel que interpreta Toorop. Vin Diesel até hoje não deu demonstração alguma de que pretende ser levado a sério e conta com inúmeras gafes no currículo como "A Batalha de Riddick" e "Operação Babá". Outros novos Stallones como Dwayne Johnson (The Rock) assumiram o posto de atores de ação supermalhados, mas que conseguem fazer mais do que lhes é exigido. Voltando a Babilônia, Vin Diesel não é um desses atores. As falas de efeito são bem óbvias e um tanto forçadas, mas isso não impede que o espectador se divirta da forma mais simples com as complicações da trama futurista.

Gérard Depardieu, veterano ator francês, é reduzido a um clichê de vilão russo da pior espécie, mostrando uma séria decadência na carreira. A jovem francesa que interpreta Aurora, é uma beldade rara e sua atuação também não é um total desastre. A justificativa religiosa para o misterioso transporte de Aurora é bem atual e a surpresa de sua genética é bem interessante. Missão Babilônia dá ao espectador algumas surpresas, deixa-os um tanto tensos e ansiosos, e acima de tudo cumpre bem o seu papel de divertir sem questionamento, um filme onde os espectadores saem como entraram: folhas em branco, despreocupados e não tão contentes.


Fico por aqui hoje!

Até breve!