segunda-feira, 14 de julho de 2008

Perfume: The Story of a Murderer


Ficha Técnica:

Perfume: A História de um Assassino (Perfume: The Story of a Murderer) EUA 2006

Diretor: Tom Tyker

Estúdio: Constantin Film Produktion

Elenco: Dustin Hoffman, Alan Rickman, Rachel Hurd-Wood, Ben Whishaw


Desde o seu nascimento em um imundo mercado de peixe em Paris, Jean Baptiste-Grenouille percebe que ele tem um talento extraordinário: um olfato altamente desenvolvido, capaz de detectar até os cheiros mais sutis. Criado em uma vida sofrida, Grenouille é tímido e quase não fala, mas parece descobrir o seu destino ao se tornar aprendiz de um dos maiores perfumeiros da Europa, Giuseppe Baldini. Baldini ensina a arte de criar um perfume para o jovem Grenouille, mas este não fica satisfeito. Sua maior ambição é conseguir capturar o odor das belas mulheres, para criar um perfume perfeito, em 13 "notas" como lhe ensina Baldini. Ele inicia então, uma matança de jovens e belas mulheres em uma pequena cidade, para compor cada nota de seu perfume, mas a décima terceira nota, que nunca ninguém conseguiu obter, aparece para Grenouille na forma da mais bela jovem da cidade, Laura. Diante dos assassinatos, o inteligente pai de Laura, Richis, faz o possível para proteger a filha das garras do assassino, mas Grenouille parece estar sempre um passo a frente.

Quando comecei a assistir perfume, esperava uma boa história de assassinatos, como em "Do Inferno" ou algum livro de Agatha Christie. Ao invés disso, recebi um filme mais artístico do que de suspense, e que me desapontou em diversas maneiras. O filme é repleto de cenas desnecessariamente repugnantes e tem um teor sexual que é igualmente repulsivo. Afora o fato da excelente atuação de Ben Whishaw, o personagem Grenouille é completamente inacreditável, assim como seu talento de cheirar qualquer coisa à distância. Embora sua mente seja convincente como a de um psicopata e seus motivos sejam até interessantes, eles jamais seriam possíveis e é esta mistura do fantástico e impossível com uma história de um serial killer que transforma Perfume em uma bagunça cinematográfica.

A belíssima Rachel Hurd-Wood serve apenas como acessório de cena. O diretor parecia querer captar justamente sua beleza e deu a ela falas fracas e uma personagem insignificante no quesito atuação. Alan Rickman aproveita ao máximo o que o papel lhe oferece (que francamente não é muito), mas a verdadeira jóia de Perfume é Whishaw. Desde sua postura, ao seu olhar e seu caminhar, Whishaw conseguiu capturar a essência de um assassino descontrolado e é somente graças a ele que Perfume não é um desastre absoluto. O fim do filme é bem A lá Shyamalan, que mesmo que consiga manter o filme suportável, desaba no final com uma explicação ridícula e que pertencia aos filmes de fantasia.


Fico por aqui hoje!

Até breve!

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